na sequência do levantamento das obras de sartre traduzidas no brasil, que apresentei aqui,
veio a curiosidade: e camus?
camus parece ter chegado em tradução brasileira no ano de 1949,
com "a europa e o morticínio" na revista trimestral da globo, província de são pedro, n. 14.
é o extrato de sua conferência em porto alegre, coligida por jean roche.
sua obra fundamental, a peste, sai em 1950 pela josé olympio, na coleção "fogos cruzados",
com tradução de graciliano ramos, relançada pela delta em 1964 ss.e pela opera mundi em 1970 ss.
em 1958, a agir lança sua adaptação teatral de faulkner, oração para uma negra, peça em sete quadros, em tradução de guilherme figueiredo
em 1963, calígula, peça em quatro atos, pela civilização brasileira,
na coleção universitária de teatro, vol. 2, com tradução de maria da saudade cortesão
em 1964, sai bodas em tipasa, pela difel,
em tradução de sérgio milliet
em c. 1975, as mais belas palavras pronunciadas por ocasião da entrega do prêmio nobel,
pela hemus, seleção de eli behar e tradução de agatha m. auersperg
a partir de 1976, a abril lança estado de sítio em várias coleções suas,
a começar pela "teatro vivo", em tradução de maria jacintha
em 1978, sai diário de viagem - a visita de camus ao brasil pela record,
em tradução de valerie rumjanek chaves
em 1979, núpcias e o verão, pela nova fronteira,
em tradução de vera queirós da costa e silva
incrivelmente, parece que apenas em 1980 sai uma tradução brasileira d' o estrangeiro,
de valerie rumjanek, pelo círculo do livro (as várias edições anteriores pela abril
traziam a tradução portuguesa de antónio quadros). agora está na record
em 1981, o exílio e o reino pela record,
tradução de valerie rumjanek
em 1982, também incrivelmente tardio, sai a queda pelo círculo do livro,
em tradução de valerie rumjanek (agora na record)
em 1983, uma nova tradução d'a peste pelo círculo do livro,
também de valerie rumjanek (agora na record)
em 1989, o mito de sísifo - ensaio sobre o absurdo, pela guanabara,
com tradução e apresentação de mauro gama
em 1994, o primeiro homem pela nova fronteira,
com tradução de teresa bulhões carvalho da fonseca e maria luísa newlands silveira
em tradução de valerie rumjanek
em 1996, o homem revoltado, pela record,
em tradução de valerie rumjanek
em 1998, a inteligência e o cadafalso e outros ensaios, pela record,
em tradução de manuel da costa pinto e cristina murachco. ver aqui.
em 1998, a morte feliz, pela record,
em tradução de valerie rumjanek
em 2002, uma nova tradução de estado de sítio, pela civilização brasileira,
agora de alcione araújo e pedro hussack
em 2004, nova tradução de o mito de sísifo, pela record,
agora de ari roitman e paulina wacht
em 2007, os justos pela deriva, em sua coleção de teatro,
em tradução de robson dos santos
atualização em 18/8/2015: afinal, revela-se suspeitíssima essa edição.
veja aqui
atualização em 18/8/2015: afinal, revela-se suspeitíssima essa edição.
veja aqui





















Caríssima Denise, eu tive a tentação de sugerir que você fizesse esse levantamento camusiano, em sequência ao de Sartre, mas achei que seria uma abuso. Imagine o meu prazer ao ver que você o realizou. Só um detalhe: a capa de "O avesso e o direito" não corresponde à da edição original da Record.
ResponderExcluirUm grande abraço agradecido.
ah, obrigada, estou trocando! que legal que gostaste ;-)
ResponderExcluirMuito obrigado!
ResponderExcluirmy pleasure :-)
ExcluirÓtimo blog, parabéns
ResponderExcluirobrigada!
ResponderExcluirParabéns pelo trabalho. Não conhecia o volume da editora Deriva e vou procurar. Uma pergunta: vocês tem o o livro "A inteligência e o cadafalso"? Se tiverem, podem por favor postar a lista de ensaios que compõem o livro? Grato e abraço!
ResponderExcluirolá, augusto, pois não. aqui o link para o google books, que aliás disponibiliza o ensaio que dá título à coletânea: http://books.google.com.br/books?id=0hjEwvBF6sYC&printsec=frontcover&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false
ResponderExcluirOlá, Denise.
ResponderExcluirComprei a coleção Teatro da Deriva. Como gosto bastante de tradução, aproveitei para cotejar a tradução de Entre Quatro Paredes com a do Guilherme de Almeida, que tenho aqui, da coleção Teatro Vivo. Para minha surpresa, a tradução é a mesma. Pensei ter havido algum erro, já que a tradução da Deriva é atribuída a Roberto de Almeida. Contudo, pesquisando mais, descobri que a tradução de Os Justos, atribuída a Robson dos Santos, é na verdade de Antônio Quadros.
As Criadas, de Genet, cuja tradução é atribuída a Roberto Medeiros, é a mesma tradução em circulação na internet de Pontes de Paula Lima.
Quanto a O Casamento do Pequeno Burguês, do Brecht, é a mesma tradução em circulação na internet, texto que infelizmente não menciona o tradutor. Contudo, pelas falsas atribuições das outras três pelas e pelo fato de eu não ter encontrado nada em tradução a respeito de César Santos, tudo me leva a crer que é mais outra fraude.
Entrei em contato com a Deriva, mas não obtive qualquer satisfação. Infelizmente, uma editora que tem uma proposta muito boa de trabalho e publicação artesanais, acaba por incidir nas mesmas fraudes que lamentavelmente ainda vemos em circulação no pais.
Fica aqui o meu alerta para essa coleção.
Abraços.
muito obrigada, vinicius. fiz um post a respeito.
ExcluirAdorando esse post; compartilhá-lo no grupo GEAC - Grupo de Estudo de Albert Camus, no facebook. Gratiluz!
ResponderExcluirPost-scriptum: poderia atualizar?