Cara Denise Bottmann, você escreveria sobre a atividade de Carlos Nelson Coutinho como tradutor? Seria um post interessante em "não gosto de plágio". Acho que você exploraria uma faceta importante do trabalho intelectual dele, de que eu mesmo, por exemplo, não pude tratar. Abraços, Pádua
olá, pádua: sim, sem dúvida; ontem mesmo comecei a levantar. quanta coisa ele fez, e que perfil coerente! o brasil deve muito a ele na divulgação de gramsci, lukács (via italiano), e mesmo liberais como bobbio etc.
O Carlos Nelson Coutinho era aquele tipo de ensaísta com o qual não precisávamos necessariamente concordar para admirar seu rigor, sua paixão e sua visão crítica de largo alcance. A ele devemos ensaios fundamentais sobre a literatura modernista, muito orientados por Lukács, decerto, mas sempre com uma feição muito própria, ensaios sobre Kafka, Proust, Lima Barreto. Graças a ele, descobri autores como William Styron e Jorge Semprún. Obrigado, Denise, por me informar dessa perda.
Seria lindo se desse para você escrever sobre isso... e foi uma atividade tão importante, né? Eu (que estudei economia, numa faculdade heterodoxa e de esquerda) li tanta coisa traduzida por ele. Conheci o tradutor muito antes do pensador. Que fará tanta falta.
concordo, renata - ele e leandro konder foram os grandes arejadores do reflexão marxista brasileira e do pensamento político em termos mais gerais. afinal, foi quem trouxe gramsci ao brasil. com calma, quero mesmo fazer um bom levantamento sobre a contribuição dele...
Cara Denise Bottmann,
ResponderExcluirvocê escreveria sobre a atividade de Carlos Nelson Coutinho como tradutor? Seria um post interessante em "não gosto de plágio". Acho que você exploraria uma faceta importante do trabalho intelectual dele, de que eu mesmo, por exemplo, não pude tratar.
Abraços,
Pádua
olá, pádua: sim, sem dúvida; ontem mesmo comecei a levantar. quanta coisa ele fez, e que perfil coerente! o brasil deve muito a ele na divulgação de gramsci, lukács (via italiano), e mesmo liberais como bobbio etc.
ResponderExcluirO Carlos Nelson Coutinho era aquele tipo de ensaísta com o qual não precisávamos necessariamente concordar para admirar seu rigor, sua paixão e sua visão crítica de largo alcance. A ele devemos ensaios fundamentais sobre a literatura modernista, muito orientados por Lukács, decerto, mas sempre com uma feição muito própria, ensaios sobre Kafka, Proust, Lima Barreto. Graças a ele, descobri autores como William Styron e Jorge Semprún.
ResponderExcluirObrigado, Denise, por me informar dessa perda.
Seria lindo se desse para você escrever sobre isso... e foi uma atividade tão importante, né? Eu (que estudei economia, numa faculdade heterodoxa e de esquerda) li tanta coisa traduzida por ele. Conheci o tradutor muito antes do pensador.
ResponderExcluirQue fará tanta falta.
concordo, renata - ele e leandro konder foram os grandes arejadores do reflexão marxista brasileira e do pensamento político em termos mais gerais. afinal, foi quem trouxe gramsci ao brasil.
Excluircom calma, quero mesmo fazer um bom levantamento sobre a contribuição dele...