30 de set de 2012

dia do verbo

assim como todo dia era dia de índio, todo dia é dia do verbo

imagem: aqui

30 de setembro, dia mundial dos tradutores

15 comentários:

  1. Parabéns!!!
    Que vc. continue nos brindando com suas postagens! Abraço.

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    1. obrigada, henrique, continue a brindar o blog com sua sempre cara visita!

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  2. dejairson o carteiro30.9.12

    parabéns dona denise.

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    1. muito obrigada, dejairson! meu trabalho e este blog devem muito a você, pela sua simpatia e atenção em me trazer tantos livros aqui em casa! obrigada mesmo.

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  3. Parabéns, Denise, você e uma das pessoas que honram esse nobre ofício, indispensável para nós, leitores.
    Abração.

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    1. agradeço encabulada, caro alfredo

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  4. Já te parabenizei e a todos os tradutores, Denise, e desejo que São Jerônimo sempre acompanhe vocês. Como você é historiadora e uma das nossas maiores tradutoras de história, aproveito para compartilhar meu pesar pela passagem de Eric Hobsbawm. Fui verificar na sua lista de traduções e vi que você traduziu um texto dele. E, pedindo desculpas pelas bruscas mudanças de assunto, ao rever sua lista de traduções me veio a lembrança uma vez na qual você me disse que traduz Virginia Woolf por ser uma de suas autoras preferidas mas que literatura não era exatamente a sua área de tradução. Então, me veio novamente a lembrança uma pergunta que sempre quis te fazer mas esqueço que é sobre uma possível tradução sua de Orlando. Eu li a tradução de Cecília Meirelles e gostei mas não sei se seria o caso de uma nova tradução pelas necessidades que já foram muito bem esclarecidas aqui de traduções atualizadas.

    Abraços!

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  5. obrigada, fabrizio. olha que curioso: nunca fui grande aficionada da virginia woolf; vim a apreciá-la ao conhecer melhor o trabalho de texto dela, coisa que a gente só consegue (pelo menos eu) traduzindo um autor e pesquisando para a tradução. hoje em dia acho-a muito, muito interessante, bastante engenhosa, com alguns toques realmente grandiosos, embora continue a achá-la um pouco neurastênica demais para meu gosto (não sei se vc me entende - a gente não precisa gostar de algo ou de alguém para ter admiração pela coisa ou pela pessoa, não é verdade?).
    acho que orlando, relato autobiográfico estilizado - como praticamente tudo, aliás, na woolf - de sua relação com sackville-west, a orlando do título, está bem representada entre nós por intermédio de cecilia meirelles. mas de fato, com o ingresso da obra de VW em domínio público, imagino que alguma editora logo haverá de lançar uma nova tradução. de minha parte, alguma hora devo retomar o to the lighthouse, também para a l&pm. mas só no ano que vem :-)

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  6. Entendo perfeitamente tudo o que você disse e concordo. Inclusive, gostei muito da sua avaliação e descrição de VW. Creio que o trabalho de Cecília Meirelles foi brilhante mas Orlando, como todos sabemos, não é um livro fácil. Espero que haja uma nova tradução, uma nova, digamos, "visão" da obra na passagem para nossa lingua. Creio que será importante, especialmente para os leitores que não dominam completamente a lingua inglesa, em um livro tão estilizado, confirmarem certas imagens e visões de Virginia Woolf.

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  7. Gozado, Denise e Fabrizio, nunca consegui gostar muito de ORLANDO, apesar da engenhosidade. Mas fico felicíssimo de saber que, finalmente, To the Lighthouse estará em boas mãos no Brasil. Já era tempo. Talvez seja o mais belo entre os livros da autora inglesa (compreendo, no entanto, suas reservas, Denise,não tenho tanto com relação a V.W., mas as tenho com relação ao temperamento de Proust e Fernando Pessoa, que frequentemente me irritam, apesar do tanto que os admiro.
    Abração.

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  8. concordo, alfredo: se tivesse de escolher algo para traduzir depois de to the lighthouse, acho que seria as ondas (mais pelo massacre sofrido às mãos de lya luft, condensando, saltando frases inteiras, "enxugando" o texto). esse problema ficou muito evidente para mim no "como funciona a ficção" do james wood, que pega um extenso parágrafo d'as ondas para ilustrar seu argumento, e a cosac usou a tradução da lya luft, que o reduzia em pelo menos um terço... claro que o argumento do wood foi pelo ralo abaixo. mas fiquei assombrada com as mutilações.

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  9. Pois é, Denise, já no início dos anos 1980, o Léo Gilson Ribeiro comentava essas mutilações do texto de V.Woolf no Brasil (época em que lançaram "As Ondas", versão Lya Luft--a qual parece useira e vezeira, em inglês e alemão, das simplificações, basta comparar a versão dela de "Berlim Alexanderplatz" com a ótima tradução de Irene Aron),no entanto como o Gilson Ribeiro era tido como exagerado, folclórico, anti-comunista ferrenho, ninguém dava a mínima.
    Você fará a todos nós um imenso favor traduzindo mais a grande escritora inglesa.
    Abração

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  10. Creio que uma coisa é certa em relação aos temperamentos e personalidades dos escritores descritos aqui: não podemos confundir autor com a pessoa, apesar de habitarem o mesmo corpo e mente. Sei que isso está claro para vocês, Denise e Alfredo, mas muita gente ainda perpetua esse mito: grande autor, grande artista como sinônimo de grande ser humano, pessoa que também tem grandes atitudes na vida e só pode ser de maravilhosa convivência cotidiana. Sabemos que muitas vezes é o contrário: Brilhante artista, difícil pessoa. Um ser humano que muitas vezes pratica o oposto do que escreve e não consegue aplicar em sua vida as verdades que revela para os outros em sua obra. Ver, conhecer, analisar e dramatizar profundamente a vida humana é uma coisa. Conseguir viver isso é outra completamente diferente.

    Abraços

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    1. Sim, Fabrizio, mas é utípico achar que o biográfico não interfere na nossa apreciação de um artista. Eu ainda acho belíssimas passagens de "Memórias de Adriano" do ponto de vista literário, de sabedoria, de maturidade intelectual, etc, mas já não consigo lê-las sem uma espécie de sentimento de "aura perdida", de desilusão, depois que li a biografia de Marguerite Yourcenar. Aquilo já não me pega mais, por assim dizer, sem uma certa pátina de ironia e comiseração. E é apenas um exemplo.
      Portanto, sou obrigado a achar um tanto romãntica a pretensão de conseguir separar bem vida e obra. Acho até que o jogo da leitura fica mais fascinante, embora não tão ingenuamente bonito e sincero.
      Abração, Alfredo.

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    2. Sim, eu entendo você. Já foi difícil para mim também separar vida e obra e creio que o é para a maioria das pessoas. Considero isso perfeitamente natural. Posso estar errado no que vou dizer agora, mas várias coisas ao longo do tempo me levaram a fazer essa separação. É claro que, em certos aspectos, se o artista não consegue fazer na vida o que prega na obra, ele não deveria escrever sobre aquilo por mais talento que tenha. Porém, creio que existem forças dentro de nós que atuam além de nossa vontade e muitas pessoas não tem consciência disso e deveriam ter. E também de que é um exercício lento, diário, nos livrarmos de certas prisões mentais, pequenas ou grandes, que todos nós devemos ter. VW é um exemplo de forças além do seu próprio desejo atuando em sua mente. Van Gogh, Kafka, Hemingway e muitos outros também. O caso de VW aparece mais a vista por ela ser esquizofrênica. Mas há muitos casos menores, pequenas coisas que se somam ao longo da vida e que a pessoa não se dá conta ou se dá mas não se esforça por se libertar. Ou não consegue. Porém, quando ela senta para escrever ou criar, ela consegue essa libertação ou, até mesmo, se liberta temporariamente através da escrita, da atuação, da pintura, direção de filmes ou qualquer outra área da criatividade. Uma imagem que sempre me vem a mente é o final de Cidadão Kane quando o personagem de Orson Welles passa por um espelho em que vemos sua imagem multiplicada em vários Kanes. Não que eu esteja justificando a postura errada de vida de muitos artistas. Claro que não. E também não deixo de sentir a hipocrisia quando vejo contradições entre a obra e a vida. Mas é uma realidade que acabei por constatar. O artista, muitas vezes, consegue se transportar para outro universo de seu interior quando realiza a obra e, ao terminar, é, talvez automaticamente, por vontade própria ou não, retransportado para um outro espaço mais deprimente existente em si.

      Abraços!

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