em seu site, na página dedicada ao livro, aqui, há a seguinte menção: "A reedição destes dois importantes ensaios, a [sic] muito esgotados no Brasil, reunidos em um único volume, é parte do esforço da Boitempo de disponibilizar no Brasil a obra completa de grandes nomes do pensamento crítico".

lembrando: essa tradução fui eu que fiz, em 1984, para a brasiliense. jamais fui consultada, jamais autorizei o uso e muito menos jamais autorizei ter meu nome substituído pelo de isa tavares. o fato de estar esgotada não autoriza ninguém a pegá-la, tascar-lhe outro nome e incorporá-la a seu catálogo - e tudo isso coroado com um discurso de autoengrandecimento que fica parecendo até meio cínico.
(aliás, uma coincidência que nem vem muito ao caso, mas achei divertida: o revisor técnico de minha tradução na brasiliense foi emir sader, o mesmo que assina agora a introdução ao volume da boitempo.)
acompanhe o caso aqui.
imagem: aqui
A "coincidência que nem vem muito ao caso" explica muita coisa, não? Afinal, Boitempo, Emir Sader...
ResponderExcluiré mesmo, renata?!! puxa vida!
ResponderExcluirDenise,
ResponderExcluirminha crença nas coincidências "a" muito se esgotou!
E tem mais um detalhe para adicionar à confusão: se procurar no site do isbn, a tradução tá no nome de Paulo Cesar Castanheira.
ResponderExcluirsuspiro...
ResponderExcluirOlha, a coincidÊncia pode não ter nada a ver, mas uma coisa é fato: o Sader não é só prefaciador da obra, ele é o coordenador editorial da Boitempo - está escrito no site da casa.
ResponderExcluirCaríssima Denise,
ResponderExcluiracho que não foi coincidência: Emir Sader é marido de Ivana Jinkings, dona da editora, e genro da "tradutora".
hãã? que isa tavares seria a maria isa tavares jinkings, a mãe da dona da boitempo, a própria editora-adjunta da boitempo me informou disso. mas emir sader e ivana jinkings são um casal? bom, quem manda ser caipira e não saber dessas coisas... não que faça a menor diferença para o plágio, mas fiquei surpresa.
ResponderExcluirSão os valores tradicionais de uma empresa familiar...
ResponderExcluirSomething is rotten in the state of Boitempo.
ResponderExcluirO mais legal é a infantilidade da coisa: "Ah, rouba o doce aí. Mamãe nem vai notar."
ResponderExcluirPois meu comentário inicial tá críptico porque eu achei que você sabia que o Emir Sader era casado com a Ivana Jinkings e tava sendo elegantíssima. Senão ia ter escrito mesmo: coincidência é o caramba, é roubo de tradução de verdade!
ResponderExcluirna verdade, renata, se eu soubesse, nem teria comentado nada, pois é o tipo de coisa pessoal que acho que nem vem ao caso.
ResponderExcluirDenise, é uma tristeza, um desrespeito e tantas outras coisas que vêm à cabeça (algumas impublicáveis neste espaço). Minha solidariedade a você e, espero de verdade que você não deixe isso passar em branco. Se precisar de apoio, (abaixo-assinado, piquete eletrônico, sei lá), conte conosco. Acabo de riscar a Boitempo da minha lista de editoras sérias.
ResponderExcluirEm tempo: estou lendo a sua tradução para "Homens em tempos sombrios", de Hannah Arendt, pela Cia de Bolso - incrível trabalho. Merecia um de seus "diários de tradução".
Um grande abraço!
Eu fico imaginando um funk maroto, de sábado a noite, no terraço do ap de alto padrão, localizado em bairro nobre, da dondoca marxista dona da boitempo: "Eu vou plagia você no carão, vou sim, vou sim; vou publicar na minha editora, vou sim, vou sim; e vou ter lucro só pra mim; pula sai do chão é o bonde da jinkão, libere a energia e copia a tradução..." e por aí vai...
ResponderExcluirDenise;
ResponderExcluirNo alarms and no surprises. But I'm you bro. Still.