28 de jul de 2012

you kiddin', rite? - parte I



Título: Considerações sobre o marxismo ocidental/ Nas trilhas do materialismo histórico
Título Original: Considerations on western marxism/ In the tracks of historical materialism
Autor(a): Perry Anderson
Prefácio: Emir Sader
Tradutor(a): Isa Tavares
Páginas: 240
Ano de publicação: 2004
ISBN: 85-7559-033-2





in the tracks of historical materialism foi a primeira tradução que fiz na vida para uma editora. saiu em 1984 pela brasiliense, na coleção "primeiros voos", com o título de a crise da crise do marxismo.



lá se veem os erros e vezos de uma marinheira de primeira viagem, fielmente reproduzidos na edição da boitempo, agora eu renomeada como "isa tavares". um catholicity que dei como "catolicismo", uma meia-dúzia de relevant como "relevante", evidence como "evidência", o mais amador uso de "através de" para through, uma enfiada de "mentes" usados com pródiga liberalidade - por exemplo, três numa frase só: "para alguns da minha geração, formados numa época em que a cultura britânica parecia completamente destituída de qualquer impulso marxista endógeno significativo - a retardatária da Europa, como constantemente denunciávamos ... -, essa foi uma metamorfose realmente espantosa", seguida por uma frase horrorosa preservada com todo o carinho por minha döppel: "a relação tradicional entre a inglaterra e a europa continental parece ... ter sido efetivamente invertida". alguns outros traços muito pessoais, que considero corretos e aceitáveis, conservo até hoje.

denise bottmann (brasiliense, 1984)
  • o marxismo, é claro, entra maciça e predominantemente na categoria daqueles sistemas de pensamento preocupados com a natureza e a direção da sociedade como um todo. (p. 12)
  • tal concepção não envolvia nenhum elemento de positividade complacente - como se a verdade, a partir de então, estivesse garantida pelo tempo, o ser pelo devir, e sua doutrina imune a erros graças à simples imersão na transformação. (p. 14)
  • a cultura marxista historicamente centrada que surgiu no mundo anglófono finalmente não permaneceu confinada a suas próprias províncias. (p. 31)
  • esse processo fez surgirem as eufóricas coberturas dos meios de massa norte-americanos e europeus em 1977, a revista time tendo sido apenas uma dentre elas. mas, apesar de a escala e a velocidade do fenômeno terem sido suficientemente dramáticas, o próprio termo sempre foi enganoso. (p. 33)
  • especialmente na frança e na itália, os dois principais territórios pátrios de um materialismo histórico vivo nos anos 50 e 60, o massacre dos ancestrais tem sido impressionante para alguém que, como eu aprendeu muito de seu marxismo com aquelas culturas. (p. 36)
  • o tosco cadastramento do estado atual da teoria marxista ... terminou com um enigma. (p. 37)
  • o ponto relevante é que esta inveterada tensão - às vezes lesão - dentro do materialismo histórico não assumiu nenhuma forma diretamente política (p. 40)
  • os debates que os dividiram, no seu empreendimento inicialmente conjunto, foram de rara qualidade e intensidade (p. 41)
  • sartre, confiou althusser às páginas do semanário do partido comunista italiano, era um falso amigo do materialismo histórico, na verdade mais distante dele do que seu ostensivo crítico lévi-strauss. (p. 43)
  • althusser tentou adaptar tardiamente sua teoria, concedendo espaço ao papel das massas, que, reconhecia agora, "faziam história", mesmo que os "homens e mulheres" não a fizessem. (p. 45)
  • se essa foi, então, a curva aproximada da trajetória do estruturalismo para o pós-estruturalismo, nossa pergunta inicial responde-se a si mesma. (p. 63)
isa tavares (boitempo, 2004)
  • o marxismo, é claro, entra maciça e predominantemente na categoria daqueles sistemas de pensamento preocupados com a natureza e a direção da sociedade como um todo. (p. 146)
  • tal concepção não envolvia nenhum elemento de positividade complacente - como se a verdade, a partir de então, estivesse garantida pelo tempo, o devir*, e sua doutrina imune a erros graças à simples imersão na transformação. (p. 147) - * mas aqui minha döppel comeu bola ao eliminar "o ser [garantido] pelo devir" e deixar apenas "o devir".
  • a cultura marxista historicamente centrada que surgiu no mundo anglófono, finalmente, não permaneceu confinada a suas próprias províncias. (p. 161)
  • esse processo fez surgirem as eufóricas coberturas dos meios de massa norte-americanos e europeus em 1977, a revista time tendo sido apenas uma dentre elas. mas, apesar de a escala e a velocidade do fenômeno terem sido suficientemente dramáticas, o próprio termo sempre foi enganoso. (p. 163)
  • especialmente na frança e na itália, os dois principais territórios de um materialismo histórico vivo nos anos 50 e 60, o massacre dos ancestrais tem sido impressionante para alguém que, como eu aprendeu muito de seu marxismo com aquelas culturas. (p. 166)
  • o tosco cadastramento do estado atual da teoria marxista ... terminou com um enigma. (p. 167)
  • o ponto relevante é que esta inveterada tensão - às vezes lesão - dentro do materialismo histórico não assumiu nenhuma forma diretamente política (p. 169-70)
  • os debates que os dividiram, no seu empreendimento inicialmente conjunto, foram de rara qualidade e intensidade (p. 170)
  • sartre, confiou althusser às páginas do semanário do partido comunista italiano, era um falso amigo do materialismo histórico, na verdade mais distante dele do que seu ostensivo crítico lévi-strauss. (p.  172)
  • althusser tentou adaptar tardiamente sua teoria, concedendo espaço ao papel das massas, que, reconhecia agora, "faziam história", mesmo que os "homens e mulheres" não a fizessem. (p. 173)
  • se essa foi, então, a curva aproximada da trajetória do estruturalismo para o pós-estruturalismo, nossa pergunta inicial responde-se a si mesma. (p. 189)
esses torneios inconfundíveis não cessam de surgir (e de ser copiados) até o final do livro, e creio ser desnecessário acrescentar outros exemplos. passo agora a apresentar trechos mais extensos da cópia bastante evidente:

denise bottmann (brasiliense, 1984)
essa longa e atormentada tradição - conforme argumentei - estava finalmente se esgotando na virada dos anos 70. houve duas razões para isso. a primeira foi o redespertar das revoltas de massa na europa ocidental - na verdade, bem no centro do mundo capitalista avançado -, onde a grande onda de inquietação estudantil em 1968 anunciava a entrada de contingentes maciços da classe trabalhadora em uma nova insurgência política, de um tipo nunca visto desde os dias dos conselhos espartaquistas ou turinenses. a explosão de maio na frança foi a mais espetacular delas, seguida pela onda de militância industrial na itália em 1969, pela decisiva greve dos mineiros na inglaterra, que derrubou o governo conservador em 1974, e em poucos meses depois pela sublevação em portugal, com sua rápida radicalização para uma situação revolucionária do tipo mais clássico. em nenhum desses casos, o ímpeto da rebelião popular derivava dos partidos de esquerda estabelecidos, fossem social-democratas ou comunistas. o que pareciam prefigurar era a possibilidade de um fim no divórcio de meio século entre teoria socialista e prática operária maciça, que havia deixado uma marca tão deformante no próprio marxismo ocidental. ao mesmo tempo, o prolongado desenvolvimento do pós-guerra chegou a uma abrupta interrupção em 1974, questionando pela primeira vez em 25 anos a estabilidade sócio-econômica básica do capitalismo avançado. subjetiva e objetivamente, portanto, as condições pareciam iluminar o caminho para o surgimento de um outro tipo de marxismo. 
minhas conclusões pessoais acerca de sua forma provável - conclusões que eram também recomendações, vividas num espírito de otimismo ponderado - foram quatro. (p. 21-2)

isa tavares (boitempo, 2004)
essa longa e atormentada tradição - conforme afirmei - estava finalmente se esgotando na virada dos anos 70. houve duas razões para isso. a primeira foi o redespertar das revoltas de massa na europa ocidental - na verdade, bem no centro do mundo capitalista avançado -, em que a grande onda de inquietação estudantil em 1968 anunciava a entrada de contingentes maciços da classe trabalhadora em uma nova insurgência política, de um tipo nunca visto desde os dias dos conselhos espartaquistas ou turinenses. a explosão de maio na frança foi a mais espetacular delas, seguida pela onda de militância industrial na itália em 1969, pela decisiva greve dos mineiros na inglaterra, que derrubou o governo conservador em 1974, e, poucos meses depois, pela sublevação em portugal, com sua rápida radicalização para uma situação revolucionária do tipo mais clássico. em nenhum desses casos, o ímpeto da rebelião popular derivava dos partidos de esquerda estabelecidos, fossem socialdemocratas ou comunistas. o que eles pareciam prefigurar era a possibilidade de um fim no divórcio de meio século entre teoria socialista e prática operária de massas que havia deixado uma marca tão deformante no [] marxismo ocidental. ao mesmo tempo, o prolongado crescimento do pós-guerra sofreu uma abrupta parada em 1974, ameaçando pela primeira vez em 25 anos a estabilidade socioeconômica básica do capitalismo avançado. subjetiva e objetivamente, portanto, as condições pareciam iluminar o caminho para o surgimento de um outro tipo de marxismo. 
minhas conclusões [] acerca de sua forma provável - conclusões que eram também recomendações, vividas num espírito de otimismo ponderado - foram quatro. (p. 153-4)

denise bottmann (brasiliense, 1984)
dito tudo isso, continua sendo verdade que a diferença entre a filosofia da linguagem e da história de habermas e a de seus contrapositores estruturalistas e pós-estruturalistas não é mera redundância. falei da curiosa inocência da visão de habermas: mas ela também comporta uma espécie de integridade e dignidade intelectual geralmente estranhas aos exemplares franceses do modelo linguístico. o próprio estilo de habermas - frequentemente (não sempre) enfadonho, incômodo, laborioso - revela seu contraste com as excitantes coloraturas dos mestres parisienses. por trás disso estão, não sugestões wagnerianas fin-de-siècle, mas os ideais austeros e o sério otimismo do iluminismo alemão. a bildung é o real motivo condutor que unifica a série característica de interesses e argumentos de habermas. leva a uma visão essencialmente pedagógica da política, o foro transformado em sala de aula quando as lutas e confrontos se transmutam em processos de aprendizagem. mas, com todas as limitações dessa ótica, dolorosamente óbvias numa perspectiva marxista clássica, ela não exclui realmente a política como tal. ao contrário de seus muitos opostos na frança, habermas tentou uma análise estrutural direta das tendências imanentes do capitalismo contemporâneo e da possibilidade de surgimento, a partir delas, de crises de transformação dos sistema - mantendo o projeto tradicional do materialismo histórico. sua noção de uma crise de "legitimação" moral a minar a integração social - uma crise paradoxalmente gerada pelo próprio sucesso da regulação, dirigida pelo estado, do ciclo de acumulação capitalista - nesse aspecto conforma-se fielmente ao esquema de primazia normativa postulada pela teoria evolucionária da história como um todo. (p. 76-7)

isa tavares (boitempo, 2004)
dito tudo isso, continua sendo verdade que a diferença entre a filosofia da linguagem e da história de habermas e a de seus opositores estruturalistas e pós-estruturalistas não é mera redundância. falei da curiosa inocência da visão de habermasmas ela também comporta uma espécie de integridade e dignidade intelectual geralmente estranhas aos exemplares franceses do modelo linguístico. o próprio estilo de habermas - frequentemente (não sempre) enfadonho, incômodo, laborioso - revela seu contraste com as excitantes coloraturas dos mestres parisienses. por trás disso estão não sugestões wagnerianas fin-de-siècle, mas os ideais austeros e o sério otimismo do iluminismo alemão. a bildung é o real leitmotif que unifica a série característica de interesses e argumentos de habermas. leva a uma visão essencialmente pedagógica da política, o foro transformado em sala de aula quando as lutas e confrontos se transmutam em processos de aprendizagem. mas, com todas as limitações dessa ótica, dolorosamente óbvias numa perspectiva marxista clássica, ela não exclui realmente a política como tal. ao contrário de seus [] opostos na frança, habermas tentou uma análise estrutural direta das tendências imanentes do capitalismo contemporâneo e da possibilidade de surgimento, a partir delas, de crises de transformação dos sistema - mantendo o projeto tradicional do materialismo histórico. sua noção de uma crise de "legitimação" moral corroendo a integração social - uma crise paradoxalmente gerada pelo próprio sucesso da regulação, dirigida pelo estado, do ciclo de acumulação capitalista -, nesse aspecto conforma-se fielmente ao esquema de primazia normativa postulada pela teoria evolucionária da história como um todo. (p. 201)

acompanhe you kiddin', rite? - parte II aqui you kiddin', rite? - parte III aqui

23 comentários:

  1. Andre Carone28.7.12

    Alguma referência a edições anteriores, ou a nova tradução aparece como "inédita" na página de créditos? Denise, é inaceitável o que fizeram com o seu trabalho, mas duvido que a notícia venha a ser divulgada como merece. Quando os malfeitos estão à esquerda, a resposta de blogs progressistas e intelectuais supostamente comprometidos com a justiça social, como o sr. emir sader, é um silêncio ensurdecedor. um abraço, Andre.

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  2. bem lembrado, andré. no site consta: "A reedição destes dois importantes ensaios, a [sic] muito esgotados no Brasil, reunidos em um único volume, é parte do esforço da Boitempo de disponibilizar no Brasil a obra completa de grandes nomes do pensamento crítico".

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  3. Anônimo28.7.12

    Que desfaçatez! Essa Isa Tavares existe, ou é fake?

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  4. segundo o que me informou a editora-adjunta, trata-se da mãe da proprietária da editora.

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  5. Anônimo28.7.12

    agora respectivamente, ex-editora-adjunta e ex-mãe.

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  6. Regina Guimarães28.7.12

    É muita ousadia.

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  7. Renato Motta28.7.12

    Os responsáveis pela editora sabiam que estavam fazendo a coisa errada, insistiram na farsa e ainda envolveram o nome da mãe no crime? É isso mesmo que eu entendi?!

    "Boitempo" em que ainda havia resquícios de ética nas pessoas.

    Como foi que você descobriu, Denise?

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  8. olha, renato, foi meio por acaso, sabe? eu tinha visto um engels meio estranho na boitempo, que até comentei aqui no blog, em http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2012/07/situacao-da-classe-trabalhadora-na.html , percorri o catálogo da editora, vi esse título do anderson, fiquei curiosa e comprei. comparei com meu anderson antiguinho, de 1984, e era essa barbaridade.

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  9. Que cara de pau, não? Lamentável, Denise.

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  10. E mais uma "aura" se esboroa, cai na lama. E eu que tinha o maior respeito pela Boitempo, que pensava guiar-se pelos princípios mais sérios. Essa Boitempo/Germinal é a verdadeira crise do marxismo.
    Abraços e condolências, Denise.
    Alfredo Monte

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  11. Lembrei de um conto de Borges (claro que vc já sabe qual!): Pierre Menard, autor do Quixote.

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  12. Gente, que absurdo! :-(

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  13. Heloisa Velloso29.7.12

    Nossa, Denise! Não sobrou adjetivo que eu possa usar para expressar meu repúdio a tanto caradurismo!

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  14. esse país tá perdido quando se fala em livros, viu... cada vez mais isso vai virando certeza.

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  15. Thiago Dias30.7.12

    A Boitempo lançou a seguinte nota hoje:
    "Hoje a Boitempo Editorial tomou conhecimento de um post do blog “Não Gosto de Plágio” sobre questões relativas à tradução e edição dos livros Considerações sobre o marxismo ocidental/Nas trilhas do materialismo histórico, de Perry Anderson, e Lacrimae rerum, de Slavoj Zizek.

    Sempre zelosa nas relações com seus autores, leitores, amigos e colaboradores – incluindo tradutores –, e pautada pela civilidade e transparência, a Boitempo já está averiguando os problemas apontados nas referidas obras e se responsabiliza por tomar as providências necessárias, caso sejam confirmados.

    Enquanto não forem esclarecidos todos os pontos a editora interromperá a distribuição dos títulos mencionados; uma vez que se confirmem as informações, serão compensados todos os profissionais envolvidos.

    Boitempo Editorial"

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  16. Thiago Dias30.7.12

    Apesar do gosto amargo que este post me trouxe - sou fã da Boitempo - gostaria de parabenizar pelo trabalho. Admiro muito o que você faz.

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    1. obrigada, thiago. pois é, também fiquei decepcionada.

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  17. olá, thiago: sim, obrigada, já publiquei aqui http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2012/07/nota-da-boitempo-editorial.html

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  18. Estou estupefato com tal dislate! Tenho diversos livros do catálogo da Boitempo e confesso sempre sugerir aos colegas... Sinto como se eu mesmo tivesse parte nesse absurdo (obviamente que sou um consumidor enganado), tendo-se em vista que adquiri um livro em que uma charlatã surrupia o trabalho sério e digno de outrém. Denise, continue com seu valioso trabalho (os dois: o de denunciar esses escândalos, e o de traduzir obras zelosamente). Espero que a Boitempo tome as atitudes cabíveis, conforme nota oficial (e que não fique em falacioso discurso).

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    1. obrigada, daniel. de fato, foi uma triste e lamentável surpresa. ficamos torcendo pelo melhor.

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  19. Felipe Figueiró1.8.12

    Com muita certeza que a Boitempo fez algo bastante errado, mas isso não a caracteriza como uma editora rapinadora, muito pelo contrário. Podemos perceber que a sua seriedade é peça chave de sua ação apenas observando a qualidade de seu catálogo. Todavia, pode-se constatar que as pessoas estão aumentando a intensidade do deslize que os editores cometeram. Ninguém está lendo barbaridades ou traduções erradas. Acho que estão exagerando muito.

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  20. Anônimo1.8.12

    Denise, eu sou um jovem pesquisador, e há uns dez anos eu busquei este livro com sua tradução (A crise da crise...) porque era um tema que muito me interessava. Como o livro, editado originalmente pela Brasiliense, estava esgotado, encontrei-o num sebo. Anos mais tarde, quando comprei "Considerações sobre o marxismo ocidental", percebi, ao lê-lo, que a segunda parte era o texto publicado sob outro título (A crise da crise...), e fiquei feliz pela Boitempo ter lançado aquele livrinho que eu julgava muito bom e que eu sempre havia procurado. Mas eu nunca tive a preocupação de verificar os tradutores; jamais desconfiei de fraude, eu pensei que era apenas uma nova edição. Eu sinto muito pelo ocorrido e espero que não tenha sido má fé da Editora Boitempo, que publica ótimos títulos e de grande interesse aos nossos pesquisadores e intelectuais de esquerda. Saudações,
    Cássio

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    1. obrigada, cássio, também sinto muito.

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