21 de jul de 2012

thackeray no brasil

a epasa (ou panamericana), que no decorrer das décadas veio a se tornar a ediouro, tinha coisas interessantes nos anos 1940. gosto muito de thackeray, acho divertido e estilista fino. pois não é que encontro henrique esmond em 1943 e o livro dos snobs em 1944, ambos pela panamericana?

de thackeray no brasil, então, temos os já ditos:
  • em 1943, pela panamericana, henrique esmond, memórias de uma vida esquecida, em tradução de eduardo de lima castro;
  • em 1944, pela mesma editora, o livro dos snobs, em tradução de oscar mendes.
pena que não consegui imagens de capa deles.





em 1959, pela organização simões, do rio, sai o anel e a rosa. não duvido que seja a mesma tradução de ruth leão publicada pela josé olympio em 1986.










depois, só em 1963 vai sair a feira das vaidades, pela civilização brasileira, em dois volumes, com tradução de ruth leão.







mais algum tempo, e em 1975 sai barry lyndon na tradução de jorge arnaldo fortes, pela artenova, na mais descarada esteira do filme de stanley kubrick, cujo nome aparecia em mais destaque do que o de thackeray:



felizmente tiveram a decência de diminuir a apelação na capa da edição de 1976.


também em 1976, essa tradução é licenciada para o círculo do livro.




em c.1988, a ediouro lança em sua coleção elefante uma adaptação infantojuvenil d'a feira das vaidades, por cordélia dias d'aguiar (não consegui imagem de capa).



em 1993, sai o livro dos esnobes escrito por um deles, nova tradução de reinaldo guarany para a l&pm.

capinha horrível, em que o tal esnobe mais parece um rufião, trocada em 2010 por:



pena o henrique esmond de setenta anos atrás, tão abandonadinho. podiam resgatá-lo e ampliar um pouco o sortimento de thackeray disponível entre nós.

post atualizado em 24/01/2013

6 comentários:

  1. Que bacana você lembrar de Tackeray, Denise, pois nem o filme com a Reese Whiterspoon (é isso?), aliás, palidíssimo, conseguiu fazer com que reeditassem A FEIRA DAS VAIDADES no Brasil.
    Por causa do magnífico filme de Kubrick, resolvi ler o grande escritor inglês e fiquei apaixonado. Mas ninguém mais fala dele. Ele e Hardy (outra preferência minha) parecem nem ter existido. É só Austen, Dickens, Wilde.
    Muito obrigado.

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  2. legal, alfredo, vou de hardy na próxima em homenagem a ti. também gosto muito dele :-)

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  3. Denise, comprei um pongetti, se é que posso dizer assim, e estava procurando aqui no não gosto quando caí neste post do Tackeray onde Alfredo lamenta a versão da Feira com a Reese.

    Daí que lembrei que tem uma série da de 1998 com Natasha Little no papel de Becky Sharp e Philip Glenister como Dobbin muito melhor do que o filme!

    é isso

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  4. ah, que legal, raquelita!!

    curiosidade: qual da pongetti vc comprou?

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  5. Oi, Denise! Você conhece alguma tradução da obra "Men's wives" (1852) do Thackeray? Preciso encontrá-la, se houver traduzida. Andei procurando e nada achei. :-s

    Parabéns pelo seu trabalho e pelo enorme serviço que você presta aos amantes e profissionais das letras com o seu blog. Valeu!

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  6. olá, tâmara, obrigada! olha, acho que não tem não. esse levantamento acima é bem exaustivo. temos muito pouco thackeray no brasil.

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