passam-se quase quarenta anos, e então volta-se a publicar roth no brasil, mas quase que em ordem cronológica inversa de sua produção. é tanto mais uma pena porque o jornalista e escritor de esquerda, ao longo dos anos, vem a adotar uma linha quase nostálgica e filomonarquista em relação ao desaparecido império austro-húngaro que conhecera. além disso, a cripta traz como protagonista o sobrinho do herói da marcha, as duas obras que compõem o painel dos eventos que antecedem, cercam e sucedem a queda do império.

mas que seja. a retomada de roth entre nós se dá com a cripta dos capuchinhos (die kapuzinergruft, 1938). sai pela difel em 1972, com reedição em 1985, na tradução de luiza ribeiro.


a impressionante marcha de radetzsky (radetzkymarsch, 1932) sai pela mesma difel em 1984, também em tradução de luiza ribeiro.
ainda a difel lança em 1985 fuga sem fim (die flucht ohne ende, 1927), em tradução de luiza ribeiro. imagem de capa localizei apenas da edição portuguesa.

em 2000, sai a lenda do santo beberrão (die legende vom heiligen trinker, publicado postumamente em 1939) pela editora ugrino, em tradução de marcus tulius franco morais.*
* agradeço o toque de nilton resende. agradeço a ricardo tamm o envio da imagem de capa. (atualização: e viva! de um exemplar de presente, obrigada!)

mais algum tempo, e em 2006 a companhia das letras lança berlim, em tradução de josé marcos mariani de macedo. trata-se de uma coletânea de artigos e ensaios escritos entre 1920 e 1933, compilada por michael bienert: joseph roth in berlin. ein lesebuch für spaziergänger.

em 2008, pela mesma editora, sai uma nova tradução de hiob, agora como jó: romance de um homem simples, em tradução de laura barreto.
atualização em 13/6/2015:

em 2014, a estação liberdade lança nova tradução de a lenda do santo beberrão, agora por mário frungillo.

no mesmo ano, a estação liberdade publica hotel savoy, em tradução de silvia bittencourt.

ainda em 2014, sai a marcha de radetsky, agora em tradução de luis sérgio krausz, pela mundaréu.


denise,
ResponderExcluire "a lenda do santo bebedor"?
eu tenho/tive um exemplar dele, publicado por uma pequena editora no começo dos anos 2000 (ou em fins dos anos 1990). emprestei a alguém, e não vi mais.
olá, nilton: vi apenas na edição da assírio alvim, portuguesa. no brasil não localizei...
ResponderExcluirvou ver se encontro a minha.
ResponderExcluirachando, eu digo a você =] .
que legal, nilton, localizei :-)) obgíssima!
ExcluirOlá Denise,
ResponderExcluirComo faço para te mandar a capa do Santo Beberrão?
Ricardo Tamm (ex-sócio de Ugrino e autor da capa)
olá, ricardo, que fantástico! agradeço muito! pode mandar para dbottmann@gmail.com
ResponderExcluireita,
ResponderExcluirque bom que conseguiu a capa.
a minha edição perdeu-se mesmo. e era essa aí.
A capa do Ricardo Tamm, além de tudo, é linda!
ResponderExcluire o texto em português é maravilhoso!
ExcluirVejam também o filme, que segue rigorosamente o conto "A lenda do Santo Beberrão", como se o livro fosse, literalmente, o roteiro. Com Ruth Hauer. Vale a pena...
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