31 de jul de 2012

comentários


que coisa... tenho bloqueado vários comentários desairosos e ofensivos à boitempo que têm aparecido no blog, pois acho que não é por aí e esse tipo de coisa sempre me espanta um pouco - mas liberei o comentário que transcrevo abaixo, pois, embora ofensivo e fatualmente inverídico (é público e notório meu entrevero com a cosac, p.ex.), não vou censurar críticas a mim. mas acho complicado.


"Anônimo31.7.12
Nunca vi tanta informação errada na minha vida... Isa Tavares sendo confundida com a Maria Tavares Jinkinks, funcionário da Boitempo sendo confundido com filho da Editora...


As informações precipatadas (e completamente DETURPADAS) só mostram a falta de seriedade deste Blog, bem como dos comentários acima... 


Isso se chama sensacionalismo.


Curiosamente, a autora do Blog, símbolo da denúncia de plágio no Brasil, nunca denunciou nem criticou as Editoras para as quais trabalha: Cosac, Companhia das Letras..


Isso é o pior tipo de gente: que vende o seu trabalho (sujo e inverdadeiro) para grandes editoras que lideram o mercado para tentar eliminar formigas como a Boitempo que deve ter uma dúzia de funcionários, e que tenho certeza que pela seriedade do trabalho apresentado ao longo dos anos, jamais agiu de má-fé. 


Denise, você é uma vergonha."

22 comentários:

  1. Oloco, o dono da Boitempo lê o blog!

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  2. Anônimo31.7.12

    Denise, primeiro, agradeço que você não tenha censurado meu comentário.

    Segundo, sendo advogada, eu tento sempre ter fundamento nas minhas alegações, e imagino que você tente fazer o mesmo.

    Levando em conta esses pontos, vamos fazer uma brincadeira? Vamos tentar mostrar que as minhas alegações são mentirosas (como você alega).

    1) Aleguei que Isa Tavares e Maria Jinkings não são a mesma pessoa. Me dê a fundamentação legal provando que Isa Tavares é a mesma pessoa que a Maria Tavares Jinkings (como você alega).

    2) Aleguei que o filho da Editora não é a mesma pessoa que o funcionário da Boitempo (apesar de terem o mesmo primeiro nome). Me dê a fundamentação legal provando que esta afirmação está errada.

    3) Aleguei que você nunca denunciou as Editoras nas quais trabalha/colabora/trabalhou colaborou.

    Então por favor, coloque aqui no blog pra gente três links em que você denuncia a Companhia das Letras, a Cosac e a Brasiliense.

    Acho que isso traria tranquilidade pra todos.

    Afinal, se o meu comentário é tão "fatualmente inverídico" como você alega, e as suas alegações são verdadeiras, será muito simples responder essas três perguntas.

    Ficamos no aguardo.

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    1. Anônimo31.7.12

      À "advogada":

      1- Por que você omite que o nome completo da referida pessoa é Maria Isa Tavares Jinkings?
      2- Que eu saiba, a Denise não falou nada a respeito do filho da editora da Boitempo. Foi uma outra pessoa, em comentário a um dos posts.
      3- O primarismo deste procedimento salta à vista: tenta-se desqualificar moralmente o autor da denúncia para tirar o foco daquilo que é denunciado! Chega a ser risível. O que importa é que até agora foram apresentados dois casos de plágio muito evidentes (livros de Perry Anderson e Zizek) e um bastante suspeito (A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, de Engels). É isso que precisa ser discutido.

      Tudo isso é cortina de fumaça e tentativa de intimidação. É repulsivo moralmente.

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    2. Armando Assis31.7.12

      1) quem falou que Isa Tavares e Maria Isa Tavares Jinkings são a mesma pessoa foi uma funcionária da Boitempo, a editora por sinal. Trata-se da mãe da dona da Boitempo, pelo que foi apurado;
      2) em que momento se falou do filho da editora? Não vi esse post;
      3) você está supondo que a Denise faz parte de um grande complô das grandes editoras contra as editoras independentes? A questão da Cosac e outras não vem ao caso aqui, acho. São problemas diferentes e, porque são diferentes e independentes, são tratados de maneira diferente e independente pela Denise. Em relação à Boitempo é justo que a Denise cobre o que é dela por direito e que foi surrupiado indecentemente, com ou sem intenção, o que ainda resta a ser provado, e isso é independente de todo o resto.
      De resto, você é muito grosseiro.

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    3. Será que ela nunca postou porque as três editoras citadas nunca roubaram traduções de outros tradutores, como parece ser o caso da Boitempo?

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    4. Bruce Torres1.8.12

      Se você é mesmo advogada, sabe que o "ônus da prova cabe a quem acusa". Ora, VOCÊ é que tem que provar que a Denise fez vista grossa para essas editoras.

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  3. Desculpe-me, Anônima, mas creio que se você quisesse, de fato, debater as questões levantadas teria, no mínimo, tido a coragem de se identificar - é o mínimo que se espera num diálogo sério e respeitoso. Se você se der o trabalho de ler o blog da Denise verá que todas as pessoas se identificam, mesmo se elas não concordarem com a posição da dona do blog.
    Em seguida você parte para aquilo que, no jargão informal dos blogues, é chamado de "trolagem": em lugar de, como fez acima, colocar seus argumentos e questionar a posição da autora, decidiu, ao contrário, atacá-la primeiro, desqualificando seu trabalho e partindo para a ofensa simples e gratuita, dizendo que a autora "é uma vergonha".
    Vergonha é alguém que se considera no direito de defender a editora em questão usando ataques e ofensas, anonimamente. E, para quem não quis se identificar, dizer que é advogada significa o quê? Um tentativa de intimidação?
    Lamentável a maneira como você se colocou, essa sim, vergonhosa. Venha para o diálogo como uma pessoa decente e convicta de suas posições. A Denise ou seus comentaristas não se furtarão a um bom debate, baseado em argumentação séria e relevante. Ataques e ofensas só desqualificam o seu posicionamento, por mais fundamentado e plausível que ele seja.

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    1. obrigada pela manifestação, flávio. anonimato é uma coisa complicada.

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  4. Lúcia31.7.12

    Só uma pequena consideração... Fiz uma busca no google usando as palavras "Isa tavares" + tradução, em busca de outros trabalhos. E excluindo as páginas que contivessem "Boitempo" e os autores dos dois livros que ela teoricamente traduziu para a editora. Resultado? Nenhuma outra tradução... Estranho, não? Uma tradutora que em toda sua vida só traduziu dois livros, para a mesma editora... e ambos livros nem um pouco fáceis de traduzir.

    Mas tudo bem, pode acontecer, claro. Não fosse o fato de essas pretensas tradução reproduzirem fielmente parágrafos inteiros das traduções originais. Coisa que qualquer pessoa que trabalhe como tradutor - o que é o meu caso - sabe que é impossível. Cada pessoa é única, tem seu próprio vocabulário, sua forma de escrever, e a maioria das palavras e
    expressões podem ser traduzidas de inúmeras maneiras.

    E aí vem outra questão interessante. Não parece no mínimo suspeito que a mãe da Ivana Jinkings, dona da Boitempo, tenha Isa Tavares como nomes do meio? https://www.facebook.com/isajinkings

    Seriedade, gente. Seriedade. E usar mãe como laranja, francamente...

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  5. Anônimo31.7.12

    "Me dê isso, me dê aquilo" "Trabalho sujo e inverdadeiro". "Ficamos no aguardo".

    Acho que a "adêvogada" anônima está oferecendo seus serviços... Duvido que a editora em questão tope.

    Leticia

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  6. Sou advogado também e tenho nome. Não há previsão na legislação brasileira para que editora pequena possa se apropriar de traduções alheias, e não as grandes. Certamente não será com uma alegação dessa natureza que a Boitempo irá esclarecer o caso.
    Se os causídicos anônimos acompanhassem o trabalho seriíssimo de Denise Bottmann, veriam que ela criticou a Cosac, para quem trabalhou, e também editoras grandes, como a da Folha de S.Paulo.
    Ademais, é um problema muito grave de raciocínio dizer que um caso de plágio não poderia ser verdadeiro porque outro, verdadeiro, não teria sido denunciado...
    De qualquer forma, já que os causídicos anônimos afirmam que há casos da Companhia das Letras, da Brasiliense e da Cosac a serem denunciados (o que desconheço, e certamente Bottmann não os conhece também), que o faça. A não ser que esteja denunciando irresponsavelmente, sem fundamento, essas editoras que, ao contrário do que insinuado anonimamente, têm um trabalho sério.

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    1. Anônimo1.8.12

      Datíssima vênia, então, nobre causídico, mas é judicioso acusar publicamente sem a prova cabal? Por acaso revogaram a imputação falsa de crime? A injúria, a calúnia e a difamação?
      Nesse nível de acusação é sabido que somente uma perícia técnica levaria a tal constatação, e que somente uma sentença trânsita em julgado é que daria certeza jurídica a uma tal queixa.
      E de outro lado, é judicioso acusar Boitempo se há uma tradutora que assina a tradução respectiva? Se a questão, "doutor", fosse jurídica, nós não estaríamos falando nada, sabe por que? Por que ainda vige o PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA na Constituição Federal de 88. É exatamente porque a questão náo é jurídica (repeate: não é jurídica) mas PO-LÍ-TI-CA que estamos nos debatendo contra ou a favor de Boitempo.
      Mas que se registre, ainda existem advogados de direita e de esquerda...e para todos eles uma retórica diferente, mas essa diferença é a garantia política da existência da luta de classes, essa sim uma comprovação da qual sua opinião é um produto.

      Alex Magno Duran

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  7. Aliás, "que o façam". Quanto a Boitempo, ela está para dar seus esclarecimentos: http://boitempoeditorial.wordpress.com/2012/07/30/nota-de-esclarecimento/

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  8. olá, pádua fernandes, obrigada pelas sóbrias ponderações. é, pois é.

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  9. Anônimo31.7.12

    Prezados, são realmente deploráveis as postagens dessa advogada anônima e, embora não tenha qualquer procuração da Boitempo (há muito não tenho contato com a editora, que conheço de longa data), sou capaz de apostar que não vieram das pessoas que lá trabalham. A postura da editora tem sido serena e firme, estou certo de que o clima de animosidade contaminou algum(a) simpatizante mais afoito(a) e grosseiro(a).
    Sobre a identificação, tentei colocar meu nome mas foi impossível sem o URL. O post no entanto vai assinado: sou Mauricio Leal, sociólogo. Abraços e muita calma nessa hora!

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  10. Mama mia. Toda esta "sabedoria" e assina como anônimo? Complicado isso caro(a) "colaboradora"... Bom, um "direito"...? O comentário demonstra desconhecimentos... Uma advogada, como se intitula, tomando uma atitude ofensiva, de ataque a Denise Bottmann? Deves saber que este tipo de tratamento: "Denise, você é uma vergonha", além do restante que escreveu sem critérios, é uma explanação carregada agressivamente, podendo ser cobrada em tribunal judicial. O espaço virtual é para discussão, não ofensas e intimidações. Rebaixar o outro, seja ele quem for, à situação pejorativa e discriminatória não pode ser permitido, pois antes de pronunciarmos nossas "opiniões", devemos ter em mente que tudo que é dito, atinge outros e pode ser cobrado. Enfim, direito a opinião todos tem, mas deve ser visto de outra maneira, os outros não são "latas" para receberem o que bem entendemos dizer... Cuidado, pois criticar não é sinônimo de desmoralizar... coisa que fez... quem sabe isso meça o fato de ter assinado como anônimo. O blog de Denise sempre foi, como toda a internet, um campo aberto para críticas e discussões, mas feitas de maneira sensata e identificada. Cuidado, sair por ai rebaixando os outros pode lhe render um bom processo... Que pena que situações assim ocorrem, demonstram que muitos ainda não aprenderam um princípio básico: Respeito ao outro.

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  11. Enzo Potel1.8.12

    TEMÇO!

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  12. Fabrizio Lyra1.8.12

    Foi perfeito o comentário do Everton e ele tocou em uma questão muito importante: a crítica respeitosa respondida com agressão verbal e psicológica. Psicológica, sim, pois toda ofensa pode nos gerar danos psicológicos e emocionais. E nos acarreta danos sim, consciente ou inconscientemente, muitas vezes além de nossa vontade e controle. Danos que podem permanecer, mesmo que em um espaço mínimo de nossa mente, para o resto de nossas vidas. Podemos, às vezes, nem perceber essas marcas mas nosso organismo as externa através de muitas somatizações como todos bem sabemos. Psicólogos podem explicar isso muito melhor do que eu mas considerei importante colocar isso aqui tendo em vista o acontecido. Isso é algo que todos nós passamos em nosso cotidiano, em casa e no trabalho e deve ser objeto de uma reflexão conjunta independente da área em que estejamos atuando. No ambiente cultural e artístico em que trabalhei por muito tempo, o teatro, o cinema e também a televisão e qualquer ambiente em que haja pessoas que se digam artistas, é algo muito comum. Porém, representa o que há de pior em qualquer ser humano. Uma das causas de onde percebo se originar esse comportamento é o ego muito aflorado de certas pessoas que partem para a truculência quando lhe são apontados erros mesmo que da forma mais educada possível. Têm pessoas que se consideram acima do bem e do mal, como deuses, que podem atingir com seus raios e trovões aqueles considerados meros mortais que lhe ousam fazer frente. E é típico vermos pessoas egocêntricas que por se acharem em posição de comando ou autoridade se utilizam disso para humilharem impiedosamente as pessoas. Na área em que trabalhei era e é constante ver diretores de teatro, professores de cursos de interpretação, entre outros, rebaixarem e humilharem até zero atores e alunos dedicados e esforçados, sem motivo algum, simplesmente por estarem em posição de comando e quererem se exibir. Quando alguém emitia respeitosamente então uma opinião ou sugestão contrária e diferente, era fulminada pelos raios e trovões olímpicos como acontece até hoje. Isso, como já disse, acontece em todo lugar e, repito, em algumas áreas mais propícias a exposição do ego acontece muito mais vezes. E aqui nesse blog, espaço de arte, cultura e de JUSTA, COMPROVADA E RESPEITOSA denúncia de fraudes culturais observo acontecer inúmeras vezes essa situação que muito me lembra o que vivenciei tantas vezes. Cada vez mais as leis e o código penal estão contemplando, não apenas a agressão física, mas também os ataques verbais e psicológicos. Muitas pessoas jovens, sem experiência, de condição social considerada mais humilde ou por uma questão mesmo de educação, cultura ou temperamento mais retraído paralisam psicologicamente, não conseguem reagir e são trituradas pela arrogância e prepotência de determinadas pessoas que se aproveitam disso. A mensagem ofensiva que Denise colocou aqui do anônimo exemplifica o que estou falando: o "sou advogada". E daí? pura técnica de intimidação se utilizando de um determinado título ou posição. Fico pensando, como já pensei muitas vezes ao ver o grande trabalho de combate que Denise faz, importante para todos nós, se ela não fosse uma tradutora consagrada, respeitada, conhecida e experiente. Se fosse um jovem leitor ou leitora que observasse os mesmos erros que ela detecta e criticasse, com provas, essas situações na internet. O que, talvez, "advogados" e "advogadas" não diriam para eles? E, imagine, se fosse a nível pessoal? Provavelmente nem poderiam abrir a boca ou terminar a primeira frase por não terem determinada formação, título ou mesmo o suposto "peso" de anos de experiência muito utilizado para oprimir quem crítica ou emite opinião contrária. O que sempre vão contar são os argumentos e as provas quando emitidos com civilidade a não ser que seja questão de gosto pessoal o que não é o caso aqui. Temos que refletir muito sobre isso.

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  13. Felipe Figueiró1.8.12

    A discussão perdeu a razão. Estão discutindo apaixonadamente questões ideológicas disfarçadas de crime de plágio. A grande maioria está a atacar a Boitempo muito mais por seu perfil editorial do que por outra coisa. Estão, inclusive, defendendo o monopólio das grandes editoras como a Companhia das Letras. Que tristeza.

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  14. Sempre bom, num momento destes, onde as "opiniões" surgem de maneira variada, algumas com um incrível poder de confusão... lembrar do velho Karl Kraus, caustico e sábio:

    "As opiniões se reproduzem por divisão; os pensamentos, por brotação".

    Karl Kraus. Aforismos. Seleção, tradução, glossário e apresentação de Renato Zwick. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2010, p. 69.

    O silêncio do aforismos diz tudo que os doutos em "opinionismo" precisam ouvir...

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  15. "Estão discutindo apaixonadamente questões ideológicas disfarçadas de crime de plágio."

    Seria cômico se tragicamente não ilustrasse o estado do nosso debate entre "esquerda" e "direita". Ainda estou procurando onde a blogueira discutiu política ao invés de plágio de tradução.

    O que a Boitempo alegou? Que por mágica ou coincidência a tradução dela saiu idêntica à da Denise?

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  16. parece que já constataram que houve problemas, segundo a nota que lançaram hoje: http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2012/08/nota-da-boitempo-editorial-ii.html

    agora, quais os procedimentos internos que farão - rastrear a origem dos problemas, identificar a pretensa tradutora, conferir os contratos de cessão de direitos, recibos de pagamento etc. - isso não sei dizer.

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