8 de mai de 2012

schwob e laforgue no brasil

dois autores que sempre me encantaram muito: marcel schwob e jules laforgue, ambos autores de autores, como se diz - isto é, com maior influência sobre outros escritores do que popularidade entre o grande público. nenhum dos dois tem obra muito extensa, e bem que alguma editora poderia publicar publicar todo o conjunto, ainda que tão tardiamente.

I. marcel schwob (aliás, tradutor de shakespeare, defoe, stevenson, wilde)

la croisade des enfants, pungentíssimo, de 1896, saiu no brasil em 1987, em tradução de milton hatoum, pela iluminuras, em edição bilíngue:



vies imaginaires, também de 1896, depois de cem anos chegou até nós.* saiu em 1997, em tradução de duda machado, pela 34:



* na verdade, uma das vidas, "lucrécio, poeta", tinha sido traduzida por aurélio buarque de hollanda e paulo rónai e publicada em 1955 em "conto da semana", coluna semanal que ambos, ora juntos, ora alternadamente, mantinham no diário de notícias (ver zsuzsanna spiry, aqui).

em 1997, saiu uma segunda tradução da cruzada das crianças, agora por dorothée de bruchard, pela paraula:



em 2011, a hedra relança essa tradução, acrescida de vidas imaginárias, também em tradução de dorothée de bruchard:



ainda em 2011, a hedra lança o livro de monelle (le livre de monelle, de 1894), em tradução de cláudia borges de faveri:



no mesmo ano, temos pela nephelibata a cidade adormecida, em tradução de camilo prado. traz doze contos: As embalsamadoras; A máquina de falar; O homem duplo; O incêndio terrestre; Os eunucos; O trem 081; Aracne; As estriges; O homem velado; A flauta; A peste; A cidade adormecida.






II. jules laforgue (tradutor de whitman)

em 1989, sai litanias da lua, uma coletânea de 21 poemas e quatro ensaios organizada e traduzida por régis bonvicino, pela iluminuras:



também em 1989, saem as moralidades lendárias - fábulas filosóficas, em tradução de mary amazonas de barros, pela mesma iluminuras:



em 1997, temos últimos poemas do pierrô lunar, em tradução de luiz carlos de britto rezende, pela sette letras:




em suporte digital, a errática traz oito poemas de laforgue traduzidos por andré vallias, aqui.



cantar a pele de lontra IV traz a tradução de augusto de campos de "o cigarro", aqui.

o jornal de poesia traz "solo de lua", sem referências, aqui.

nils skare, da l-dopa, publicou sua tradução de dois poemas de laforgue, aqui e aqui.

claudio daniel publicou sua tradução de três poemas na zunái, aqui, e certamente deve haver mais vários poemas avulsos publicados aqui e ali.


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