31 de mai de 2012

abdr, lda etc.

quem se interessar pelas posições do não gosto de plágio sobre a atuação da abdr em relação a cópias reprográficas e cópias digitais, pode consultar as 32 postagens reunidas sob o título de abdr, aqui.

quem se interessar pelas posições do não gosto de plágio sobre nossa atual legislação sobre os direitos autorais, pode consultar as 74 postagens reunidas sob o título de revisão da lda, aqui.

reproduzo abaixo um post que publiquei em 2009.

a dança do vira
em 2006, várias entidades estudantis redigiram um manifesto protestando contra a criminalização da cópia de trechos, capítulos e livros de bibliografias indicadas em seus cursos. o manifesto se chamava "copiar livro é direito", o simples direito, garantido pela constituição e pelas convenções internacionais, de acesso a cópias parciais ou integrais de obras para uso privado, nos estudos, sem fins lucrativos.

é incrível que os estudantes tenham de brigar desesperadamente para poder ler materiais de estudo.

é incrível que a abdr processe reitores por causa da presença de máquina xerox na universidade.

é incrível que se passe mais de uma década com esse massacre do ensino já debilitado por tantas carências, e que pelo menos duas gerações de jovens tenham se formado sob os abusos perpetrados pela abdr, com o respaldo da cbl, do snel e da abrelivros, contra toda a sociedade brasileira.

é incrível que tais atentados contra o ensino e a educação de milhões de jovens, sacrificando o futuro do país, tenham sido motivados por interesses econômicos de uma parcela do setor editorial privado.

e realmente incrível, a ver a profecia da abdr de que "assim ninguém mais vai querer publicar livros e os alunos vão ter que se virar", é que políticas deste naipe exerçam tamanha influência nos destinos do livro e do ensino em nosso pobre país.

imagem: a dança do vira

Um comentário:

  1. É incrível e indignante. Eu levo em consideração as dificuldades dos autores e tradutores neste país. Do pouco que recebem por seu trabalho.Mas vejamos um exemplo; vamos estudar um trecho específico de um autor, segundo a lei, deveríamos comprar o livro de 700 paginas, pagar seu valor que não é pouco e ficarmos felizes por possuirmos um livro. Somos intelectuais. Legal!!! O fato é que este tipo de pensamento é movimentado no fundo, por critérios econômicos, pois trabalhei em editora já, e o fator "LUCRO" é o mais levado a sério. Se você pretende publicar um livro, se ele passar pela peneira inicial, ocorre a necessidade de defesa do porque seu livro deve ser publicado. Uma das perguntas é essa: porque você acha que seu livro irá vender? Sou a favor da popularização do conhecimento e de que se possa reproduzir trechos de textos para fins estudantis. Ninguém vai vender xerox. Inclusive existe um habito interessante em algumas universidades: depois que o aluno utiliza o xerox, ele o devolve para a pasta do professor e os alunos dos próximos semestres tem acesso ao mesmo texto. É uma espécie de troca. Mas claro, isso não dará "LUCRO".

    ResponderExcluir

comentários anônimos, apócrifos e ofensivos não serão liberados.