19 de abr de 2012

coisas boas

quantas novidades!



a tordesilhas lança contos de imaginação e mistério, de edgar allan poe, na tradução do competentíssimo cássio de arantes leite, numa bela edição ilustrada por harry clarke. são 22 contos (o site da editora, porém, não fornece o índice nem os nomes dos contos...) para engrossar a poeana brasileira. (agradeço o toque de nilton resende.) aqui, uma canja com "a máscara da morte vermelha".




a revista língua portuguesa vai lançar nestes dias seu número especial, dedicado à tradução, com várias matérias e entrevistas (inclusive um depoimento meu).


Título do Livro

está saindo pela cosac a segunda mrs. dalloway neste ano, esta em tradução do caro amigo claudio marcondes. depois de um jejum de quase setenta anos, desde a primeira (e até 2011 a única) tradução brasileira, a de mário quintana, temos agora em 2012 as traduções de tomaz tadeu pela autêntica, a do claudio pela cosac e a minha (que deve sair em breve) pela l&pm.
longa vida à dama woolf.




a revista cult, em seu último número saindo também por esses dias, vai trazer uma matéria sobre a nova tradução de dalloway (qual delas, ainda não sei - atualização em 21/4: o pessoal da revista me avisa lá no facebook que é a tradução de tomaz tadeu, pela autêntica).




o número 2 da revista zum, do IMS, aqui saindo da gráfica, com fotos e entrevistas maravilhosas (e algumas traduções feitas por esta que vos fala; posso adiantar que a legenda desta foto é: "Soldado do Exército Nacional Afegão protegendo o rosto com um saco plástico durante tempestade de areia no Posto Avançado de Combate 7171, na Província de Helmand, Afeganistão, 28 de outubro de 2010").


6 comentários:

  1. Em relação à revista CULT desse mês, pelo o que li, há apenas um ensaio - bem legal, aliás - sobre "Mrs Dalloway" de Alcir Pécora. Ele dá ênfase à questão da dinâmica temporal do romance. Não há nenhuma referência a uma tradução específica (achei meio estranho, já que a chamada remetia a uma nova tradução, mas enfim...). O texto está dentro de um dossiê que ainda tem um outro artigo sobre Jane Austen de Sandra Guardini T. Vasconcelos, uma entrevista com Alice Walker e dois artigos sobre Clarice (um fala sobre sua experiência como entrevistadora e o outro é uma resenha de um estudo sobre a autora chamado "Figuras da Escrita"). Bacana, né?
    abraços.

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  2. olá, jander, puxa, muito, muito legal, e que super de sua parte em comentar, obrigada!

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  3. Oi, Denise, mas não é muito legal que a resenha de uma obra traduzida nem sequer mencione o tradutor. Isso não pode ser bom para nós, que vivemos disso (ou, melhor, vivemos isso!). Desta vez, a "vítima" fui eu. No passado, foram muitas. No futuro, será, em algum outro veículo, em alguma outra ocasião, algum de nós, novamente. Isso de as resenhas de obras traduzidas se concentrarem na obra ou no autor, deixando totalmente de lado a tradução em si, já faz parte do "costume", mas deixar de fora o tradutor vai contra tudo aquilo pelo qual você vem lutando há tempos. (E, graças sobretudo a você, isso mudou um pouco, mas ainda falta muito.) Você, ao mencionar sistematicamente a minha tradução no seu blogue, embora a sua própria esteja para vir a público, dá uma demonstração de que existe um objetivo maior, para além de nossa pequena, amigável e gentil competição. Aliás, quando sair a sua, vou lê-la para aprender onde errei feio, onde poderia ter ido melhor e, por que não?, também para ver onde, se for o caso, fui mais feliz que você. (Às vezes, até imaginei uma fusão das três atuais, mas, claro, cada tradutor, embora as pessoas não consigam conceber isso, tem o seu estilo próprio. Como nos atrevemos a isso?) Tal como você (a julgar pela quantidade de traduções que você comenta - em algum momento, esperamos um livro seu juntando tudo isso), leio traduções apenas para aprender com os nossos bons tradutores e tradutoras. Um abraço "tradutor"... Tomaz Tadeu

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  4. olá, prezado tomaz, que prazer em vê-lo por aqui. não, não, vc tem toda razão, claro, mas não é caso para tanto - no fundo, talvez tenha sido falha minha - era apenas uma chamada que o pessoal da cult deu no facebook, fiquei toda feliz e vim divulgar. enquanto isso, deixei lá no FB minha pergunta a eles sobre qual tradução era. depois vieram responder, é justamente a sua! eu é que não tive tempo de entrar ontem aqui e estou atualizando o post agora :-))

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  5. Oi, Denise, obrigado por sua gentil resposta. É óbvio que quem traduz com tanto cuidado, como acho que fazemos, tem todos os motivos pra cuidar de sua cria e defendê-la, como você faz com a sua, e eu, com a minha. E ficar feliz quando ela merece uma nota, uma resenha, etc. Mas isso não implica, como você bem mostra em suas notas sobre as novas traduções de Mrs Dalloway ou na mensagem que você me enviou me cumprimentado quando saiu a minha, desmerecer as outras ou torcer para que se deem mal. Mas não é por isso que estou voltando ao assunto. É só para acrescentar que a matéria da Cult, estranhamente, tampouco menciona a editora (nem no lead, nem no corpo da resenha). É algo incompreensível, do ponto de vista editorial, do ponto de vista do serviço ao leitor. Mas talvez tenha sido algum descuido de última hora. Seria ótimo se a Cult nos explicasse isso em alguma twitada ou em algum outro local. Pois a revista, na atual fase, está muito boa, tanto no conteúdo, quanto na apresentação gráfica. Esta última, apesar desse "probleminha" está linda, com a Clarice na capa e todas as outras mulheres dentro.

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