25 de mar de 2012

só para constar


relação atualizada de livros e artigos que traduzi e estou traduzindo:


Allen, Mark, Árabes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007

Allen, Robert C., História econômica global. Porto Alegre: L&PM (no prelo)


Alÿs, Francis, Numa dada situação. São Paulo: Cosac Naify, 2010 (e outros)


Ameur, Farid, Guerra da Secessão. Porto Alegre: L&PM, 2010


Anderson, Benedict, Comunidades imaginadas. Reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008

Anderson, Perry, A crise da crise do marxismo: introdução a um debate contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1984


Appiah, Kwame A., O código de honra. São Paulo: Companhia das Letras, 2012


Arendt, Hannah, Homens em tempos sombrios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987


Arendt, Hannah, Compreender: formação, exílio e totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008


Arendt, Hannah, Sobre a revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2011


Argan, Giulio C., Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992 (com Federico Carotti)


Benveniste, Emile, O vocabulário das instituições indo-européias - Economia, parentesco, sociedade. Vol. I. Campinas: Ed. Unicamp, 1995


Benveniste, Emile, O vocabulário das instituições indo-européias - Poder, direito, religião. Vol. II. Campinas: Ed. Unicamp, 1995 (e Eleonora Bottmann)


Bethell, Leslie, “O Brasil no Mundo”, in História Contemporânea do Brasil, vol. 2, A construção nacional: 1830-1889. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012


Bosualdo, Carlos (org.), Tropicália, uma revolução na cultura brasileira (artigos). São Paulo: Cosac Naify, 2007


Bourriaud, Nicolas, Estética relacional. São Paulo: Martins Editora, 2009


Bourriaud, Nicolas, Pós-produção: como a arte reprograma o mundo contemporâneo. São Paulo: Martins Editora, 2009


Boyne, John, O Palácio de Inverno. São Paulo: Companhia das Letras, 2010


Bradbury, Malcolm, e McFarlane, James, Modernismo – Guia geral, 1890-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1989


Burke, Peter, Cultura popular na Idade Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1989

UMA  HISTORIA SOCIAL DO CONHECIMENTO II: DA ENCICLOPEDIA A WIKIPEDIA
Burke, Peter, Uma história social do conhecimento, vol. II. Da Enciclopédia à Wikipédia. Rio de Janeiro: Zahar, 2012


Burkert, Walter, Antigos cultos de mistério. São Paulo: Edusp, 1991


Castle, Terry, “Crianças, Anôn.”, Zum, 2. São Paulo: IMS, 2012


Condillac, Etienne de, Tratado das sensações. Campinas: Ed. Unicamp, 1993


D’Alembert, Jean, Ensaio sobre os elementos de filosofia. Campinas: Ed. Unicamp, 1994


Darnton, Robert, O beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 1990


Darnton, Robert, O lado oculto da Revolução. Mesmer e o final do Iluminismo na França. São Paulo: Companhia das Letras, 1988


Davis, Natalie Z., O retorno de Martin Guerre. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1987


Demand, Thomas, e Galassi, Peter. “Entrevista”, Zum, 2. São Paulo: IMS, 2012


Drouin, Jean-Claude, Os grandes economistas. São Paulo: Martins Editora, 2008


Duras, Marguerite, O amante. São Paulo: Cosac Naify, 2007


Ellmann, Richard, Ao longo do riocorrente: ensaios literários e biográficos. São Paulo: Companhia das Letras, 1991


Emerson, Ralph W., Ensaios. Porto Alegre: L&PM (no prelo)

Enia, Davide, Assim na terra. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2013 (com Federico Carotti)


Flores, Paolo, “Fascismo e berlusconismo”, Novos Estudos Cebrap, 91. São Paulo: CEBRAP, 2011 (com Federico Carotti)


Fontenelle, Diálogos sobre a pluralidade dos mundos. Campinas: Ed. Unicamp, 1993


Frankfurt, Harry, Sobre a verdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2007


Fried, Michael, O realismo de Courbet. São Paulo: Cosac Naify (no prelo)


Gay, Peter, Freud, uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1988


Gay, Peter, O estilo na história: Gibbon, Ranke, Macaulay. São Paulo: Companhia das Letras, 1990

Livro: Modernismo
Gay, Peter, Modernismo - o fascínio da heresia. De Baudelaire a Beckett, e mais um pouco. São Paulo: Companhia das Letras, 2009


Goldhammer, Catherine, Natureza morta com galinhas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira (no prelo)


Gomes, Alair, A New Sentimental Journey. São Paulo: Cosac Naify, 2009


Granier, Jean, Nietzsche. Porto Alegre: L&PM, 2009


Grazia, Sebastian de, Maquiavel no inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 1993


Ginzburg, Carlo, Investigando Piero. São Paulo: Cosac Naify, 2010


Grayling, A. C., The Good Book - A Secular Bible. Rio de Janeiro: Objetiva (em andamento)

Hobsbawm, Eric, “O ressurgimento da narrativa: alguns comentários”, RH Revista de História 3. Campinas: IFCH/Unicamp, 1990


Hughes, Robert, Barcelona. São Paulo: Companhia das Letras, 1995


Isaacson, Walter, Steve Jobs: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2011 (e Berilo Vargas/ Pedro Maia Soares)


Karam, John Tofik, Um outro arabesco - Etnicidade sírio-libanesa no Brasil neoliberal. São Paulo: Martins Editora, 2009


Kassow, Samuel D., Quem escreverá nossa história? Os arquivos secretos do Gueto de Varsóvia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009

Kelley, Donald R., Destinos da história. São Paulo: Cosac Naify (no prelo)


Koolhaas, Rem, “Junkspace”, Serrote, 9. São Paulo: IMS, 2011


Koolhaas, Rem, Nova York delirante. São Paulo: Cosac Naify, 2008

Koval, Ramona, Conversas com escritores. São Paulo: Globo, 2013.

Lahiri, Jhumpa, A baixada. São Paulo: Globo, no prelo.

Lefort, Claude, “Reversibilidade”, RH Revista de História, 1. Campinas: IFCH/Unicamp, 1989



LeGoff, Jacques, "Entrevista", Introdução a O outono da Idade Média. São Paulo: Cosac Naify, 2010


Lévi-Strauss, Claude, O suplício de Papai Noel. São Paulo: Cosac Naify, 2008

Lincoln, Abraham, Discursos de Lincoln. São Paulo Companhia das Letras, 2013


Longhi, Roberto, Breve mas verídica história da arte italiana. São Paulo: Cosac Naify, 2005


Longhi, Roberto, Caravaggio. São Paulo: Cosac Naify, 2012


Longhi, Roberto, Piero della Francesca. São Paulo: Cosac Naify, 2007


Longo, Dáfnis e Cloé. Campinas: Pontes, 1990


Maalouf, Amin, Samarcanda. São Paulo: Brasiliense, 1991


Mansfield, Katherine, Contos escolhidos. Porto Alegre: L&PM, no prelo

The Reformation: A Very Short Introduction
Marshall, Peter, A Reforma. Porto Alegre: LPM (no prelo)


Matisse, Henri, Escritos e reflexões sobre arte. São Paulo: Cosac Naify, 2008


Mayer, Arno J., A força da tradição: a persistência do Antigo Regime. São Paulo: Companhia das Letras, 1987


Morelly, Código da natureza. Campinas: Ed. Unicamp, 1994


Moretti, Franco, O romance, A cultura do romance, vol. I. São Paulo: Cosac Naify, 2009


Moretti, Franco, O romance, As formas do romance, vol. II. São Paulo: Cosac Naify (no prelo) (com Federico Carotti)


Moretti, Franco, O romance, História e geografia, vol. III. São Paulo: Cosac Naify (em andamento) (com Federico Carotti)

Acabadora
Murgia, Michela, Acabadora. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2012 (com Federico Carotti)


Naifeh, Steven, e Smith, Gregory White, Van Gogh: A vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Niemeyer, Oscar, Cem Anos (artigos comemorativos em outras línguas). São Paulo: Cosac Naify (no prelo)


Perrot, Charles, Jesus. Porto Alegre: L&PM, 2010


Perrot, Michelle, Os excluídos da história: operários, mulheres, prisioneiros. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1988


Perrot, Michelle (org.), História da vida privada, vol. IV, Da Revolução Francesa à Primeira Guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 1990


Poe, Edgar Allan, “Prefácio” a Tales of the Grotesque and Arabesque. [N.T.] Revista Literária, ano II, n. 3, 2011


Poe, Edgar Allan, “Von Kempelen e sua descoberta”. [N.T.] Revista Literária, ano III, n. 4, 2012


Prost, Antoine, e Vincent, Gérard (orgs.), História da vida privada, vol. V. Da Primeira Guerra a nossos dias. São Paulo: Companhia das Letras, 1992


Ratzel, Geografia. São Paulo: Ática, 1990 (e Fátima Murad)

Comprar Livro SIR RICHARD FRANCIS BURTON
Rice, Edward, Sir Richard Francis Burton. São Paulo: Companhia das Letras, 1991


Riches, John, A Bíblia. Porto Alegre: L&PM (no prelo)


Rodó, José Enrique, Ariel. Campinas: Ed. Unicamp, 1991


Rulfo, Juan, 100 Fotografias. São Paulo: Cosac Naify, 2010 (e Gênese de Andrade)


Said, Edward, Cultura e imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995


Sajzstein, Sônia (org.), Matisse: Imaginação, erotismo, visão decorativa. São Paulo: Cosac Naify, 2009


Samara, Timothy, Grid, construção e desconstrução. São Paulo: Cosac Naify, 2007

Sandberg, Sheryl, Lean In. São Paulo: Companhia das Letras, 2013

Livro Imagem Precária: Sobre o Dispositivo Fotográfico da editora Papirus
Schaeffer, Jean-Marie, A imagem precária. Campinas: Papirus, 1996 (com Eleonora Bottmann)


Schama, Simon, Travessias difíceis: Grã-Bretanha, os escravos e a Revolução Americana. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.


Schorske, Carl, Viena fin-de-siècle. Política e cultura. São Paulo: Companhia das Letras/ Ed. Unicamp, 1990


Schwartz, Stuart B., Cada um na sua lei: tolerância religiosa e salvação no mundo atlântico ibérico. São Paulo: Companhia das Letras/ EDUSC, 2009

Schwartz, Stuart B., “Devolvendo as classes populares portuguesas à história da União Ibérica e da Restauração”, paper, 2009


Scruton, Roger, Kant. Porto Alegre: L&PM, 2011


Sen, Amartya, A ideia de justiça. São Paulo: Companhia das Letras, 2011 (e Ricardo Doninelli Mendes)

Sennett, Richard. Zum 4 (no prelo)


Serge, Victor, Memórias de um revolucionário. São Paulo: Companhia das Letras, 1987


Skinner, Quentin, Maquiavel. Porto Alegre: L&PM, 2010


Spence, Jonathan, O palácio da memória de Matteo Ricci - A história de uma viagem da Europa da Contra-Reforma à China da dinastia Ming. São Paulo: Companhia das Letras, 1986

Tigres no Espelho
Steiner, George, Tigres no espelho e outros textos da revista The New Yorker. São Paulo: Globo, 2012


Stolcke, Verena, Cafeicultura: homens, mulheres e capital (1850-1980). São Paulo: Brasiliense, 1986 (e João R. Martins Filho)

Stone, Lawrence, “O ressurgimento da narrativa: Reflexões sobre uma velha questão”, RH Revista de História, 3. Campinas: IFCH/Unicamp, 1990


Subirats, Eduardo, Paisagens da solidão. Ensaios sobre filosofia e cultura. São Paulo: Duas Cidades, 1986


Suzuki, Matinas (org.), O livro das vidas: Obituários do New York Times. São Paulo: Companhia das Letras, 2008

Sykes, A. Krista (org.), O campo ampliado da arquitetura - Antologia teórica (1993-2009). São Paulo: Cosac Naify, 2013 (e Roberto Grey)


Thomas, Keith, Religião e o declínio da magia. São Paulo: Companhia das Letras, 1991 (e Tomás Rosa Bueno)


Thompson, Don, O tubarão de 12 milhões de dólares: a curiosa economia da arte contemporânea. São Paulo: Beï, 2012


Thompson, E. P., A formação da classe operária inglesa, vol. I. A árvore da liberdade. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1986


Thompson, E. P., A formação da classe operária inglesa, vol. III. A força dos trabalhadores. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1986


Thompson. E. P., Senhores e caçadores. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1987


Thoreau, H. D., Walden. Porto Alegre: L&PM, 2010

A VIDA EM COMUM Tzvetan Todorov
Todorov, Tzvetan, A vida em comum. Ensaio de antropologia geral. Campinas: Papirus, 1996 (com Eleonora Bottmann)


Tomkins, Calvin, As vidas dos artistas. São Paulo: Beï, 2009


Vaughan, Hal, Dormindo com o inimigo: a guerra secreta de Coco Chanel. São Paulo: Companhia das Letras, 2011

França
Vovelle, Michel (org.), França revolucionária - 1789-1799. São Paulo: Brasiliense, 1989


VV.AA., Nova História em perspectiva. São Paulo: Cosac Naify, 2011 (e outros)


VV.AA., Economia e movimentos sociais na América Latina. São Paulo: Brasiliense, 1986


VV.AA., Exterminismo e guerra fria. São Paulo: Brasiliense, 1985


Wallerstein, Immanuel, O capitalismo histórico. São Paulo: Brasiliense, 1985


Weschler, Lawrence, “Uma conversa com Errol Morris”, Zum, 2. São Paulo: IMS, 2012

Pré-Venda: Sinal, O: O Santo Sudário
Wesselow, Thomas de, O Sinal: o Santo Sudário e o o segredo da Ressurreição. São Paulo: Companhia das Letras, 2012 (e Donaldson Garschagen/ Berilo Vargas)


Wilcken, Patrick, Claude Lévi-Strauss, o poeta no laboratório. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011


Williams, Eric, Capitalismo e escravidão. São Paulo: Companhia das Letras, 2012


Wokler, Robert, Rousseau. Porto Alegre: L&PM, 2012


Wood, James, Como funciona a ficção. São Paulo: Cosac Naify, 2011 (com ressalvas à edição final)

Woolf, Virginia, Ao farol. Porto Alegre: L&PM, 2013


Woolf, Virginia, Profissões para mulheres e outros artigos feministas. Porto Alegre: L&PM, 2012







Woolf, Virginia, Mrs. Dalloway. Porto Alegre: L&PM, 2013

Wright, Lawrence, A prisão da fé. São Paulo: Companhia das Letras, 2013

outros no prelo: Nelson Mandela; Uma história dos anjos; Todos os homens do presidente; Malala (este em cotradução), A biografia de J.D.Salinger (idem).



34 comentários:

  1. Bruno Gabriel25.3.12

    Puxa, o pessoal demora pra imprimir, hein?

    Contei uns vinte títulos no prelo.

    Eles usam uma dessas HP de mesa ou ainda trabalham com matricial?

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  2. Anônimo25.3.12

    Maravilha, Denise,

    parabéns por tantos livros compartilhados com os leitores nesse vasto vasto mundo que é o Brasil, agradecemos.
    Abraço,
    Davi

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  3. pois é, bruno: programação editorial é complicada, não é só mandar para a gráfica não :-) às vezes uma tradução fica parada três, quatro anos numa editora, acredita?

    que bom, davi; tem alguns livros nessa lista que realmente me sinto honrada de ter feito, pois são fundamentais! obrigada pela gentileza.

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  4. ha, a propósito, bruno: aí, por acaso, às vezes acabam saindo três, quatro títulos quase ao mesmo tempo, e tem gente que não acredita que eu tenha feito todos eles - e pra explicar que não é bem assim? :-)

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  5. Bah, muito bom o blog, adorei!
    Me interessei pelos livros da Hannah Arendt, encontro-os em livrarias comuns?

    Parabéns pelo belo trabalho!

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  6. obrigada, nessa! ah, sim, esses livros da arendt estão em circulação e vc os encontra com facilidade - homens em tempos sombrios tem também em edição de bolso pela cia. letras.

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  7. Bruno Gabriel27.3.12

    Haha, ouvi a mesma reclamação numa entrevista de Selton Mello, com o agravante de que no caso dele a superexposição num período de lançamentos concentrados causa até problemas para a imagem. Acho que com o tradutor não chega a tanto, né?

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  8. é, com certeza não, mas às vezes fica aquela coisa meio assim, tipo "ela só dá o nome", ou o pessoal fica achando que traduzir é que nem fritar bolinho :-)

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  9. Caríssima Denise, você já fazia parte da minha vida antes de nos conhecermos (pelo menos, virtualmente). Tantos desses títulos acima foram companheiros da minha vida ao longo desses anos. E agora, para completar, você nos trará uma nova V. Woolf em português. Quem pode pedir mais?
    Abração, Alfredo Monte.

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  10. Anônimo29.3.12

    denise, fale um pouco sobre a tradução do livro de thompson, a formação da classe operária inglesa.
    zeca

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  11. olá, zeca, o que posso dizer? faz mais de 25 anos. guardo apenas cenas avulsas na cabeça.
    eu era formada em história, o thompson era o suprassumo na época, o pessoal do depto de história da unicamp (onde fiz o mestrado) achava o thompson uma glória. essa obra era badaladíssima, mas só tinha em inglês e em espanhol. aí - eu já traduzia alguma coisa, sempre na área de historiografia, para a brasiliense - o pessoal de lá da unicamp (edgar de decca e michael hall) indicou meu nome para a paz e terra, que tinha comprado os direitos de publicação no brasil, mas estava se batendo para achar tradutor. então fui lá na editora, combinamos (e estavam tão aflitos, pois o prazo de publicação deles estava no final e podiam perder o contrato, que me ofereceram o dobro do que pagavam normalmente, pois, além de estarem atrasados, achavam que era uma obra dificílima) - lembro-me disso porque com o dinheiro dessa tradução compramos nosso primeiro búfalo reprodutor :-)
    mas voltando: peguei o livro, minha hermes baby, meu random house e meu michaelis (naquela época eu não tinha o oed e não se usava computador) e comecei a fazer. foi normal, foi ok. lembro que eu tinha um exemplar de bolso da tradução espanhola (ou tirei emprestado na biblioteca da unicamp), em caso de necessidade, mas era absolutamente infame, de morrer de rir - tipos um "peapell" ("people") em grafia meio irlandesa que no espanhol traduziram como "piel de guisante" (achando que era pea/ervilha, peel/casca) e um "rest of knife", um descanso de faca, aquelas pecinhas de mesa para jantares mais formais onde você apoia o talher, e puseram "o resto da sobremesa" (pois era uma faca de sobremesa); então, sem chance, não podia me ajudar em qualquer dúvida que eu tivesse, a não ser para dar risada. [cont. pois a resposta inteira não coube neste comentário]

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  12. [cont.] e foi isso, algo muito simples e singelo; lembro que o prazo era meio apertado (acho que um mês), a moça que era a editora da paz e terra era supersimpática, mas super estressadinha, e então eu trabalhava umas oito, dez horas por dia, plic-plic na maquininha, dicionário do lado e, espero, um pouco de bom senso. fiquei feliz porque parece que ficou boa e gostaram muito, e o paulo sérgio pinheiro, que tb era uma figura muito respeitada no meio, publicou uma resenha, acho que foi na folha, dizendo que nem tinha acreditado quando viu a edição, pois era uma obra difícil, fez o cotejo com o original na casa dele e que a tradução era "irreprochável". uau, me senti toda honrada. mas nem sei o que havia de tão difícil; eram mais os nomes dos ofícios daquela época, se não me engano, mas tinha tudo nos dicionários, era só uma questão de consulta e pesquisa.

    mas sei que, tempos depois, peguei o livro por alguma razão qualquer, meu olho bateu num "publicano", fiquei apavorada e fechei o livro correndo. ("publican" em inglês quer dizer "taberneiro"; de onde fui maluca de meramente botar um "o" no final e mandar bala, sendo "publicano" em português coisa totalmente diferente, são aqueles mistérios que te envergonham pelo resto da vida - espero que tenham corrigido em alguma reedição).

    depois, o volume II eu não topei fazer, pois dava aula, estava fazendo meu doutorado etc., e não cheguei a ver como ficou. de qualquer forma, acabei fazendo o terceiro volume - e este é um branco total na minha cabeça. não guardo a mais remota lembrança. talvez tenha feito meio sob pressão ou algo assim, pois realmente eliminei da memória. em compensação, depois veio "whigs and hunters", que saiu como "senhores e caçadores", também do thompson, também pela paz e terra (mas aí já a preço "normal"), e este sim foi um imenso prazer fazer. gostei muito, realmente. acho que, como obra de historiografia, dá de dez no making. no entanto, não vejo se falar muito nele; uma pena. é uma obra belíssima - a tradução não sei como ficou, mas guardo boas lembranças e ninguém reclamou, então deve ter prestado; mas como obra em si, acho realmente ótima, infelizmente pouco divulgada. se vc é da área de história e ainda não o leu, leia. que livraço! e nele o thompson mostrava muito bem sua garra, sua finura e sua meticulosidade como historiador (pois, no fundo, o making é mais, digamos, "ideológico", meio militante, quer mais marcar uma posição do que qualquer outra coisa, ao passo que whigs and hunters esbanja o mais sólido e invejável scholarship).

    bom, é isso...

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    1. Anônimo1.4.12

      denise,
      eu li os dois, e também "luchas de clases sin clases" do mesmo e.p.thompson, muito bom, creio que nunca traduzido para o português brasileiro. lembro que havia uma discussão sobre "making" como fazer-se, ao invés de "formação", esse livro foi muito importante -- e creio que chegou ao português depois de 25 anos!...daí que eu lhe conheci, digamos assim...
      abraço, obrigado pela resposta.
      zeca

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    2. Anônimo1.4.12

      fique tranquila, tio google traduz "publicano" (que não sei de que se trata) como "publican".

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  13. ah sim, lembro também vastas discussões a respeito. a editora acabou preferindo "formação", o que me pareceu ok também. hoje em dia todo mundo até fala em "making of" de um filme, p.ex. (continuamos não tendo uma boa tradução para o termo), mas vinte e oito anos atrás ficava meio esquisito mesmo. mas a questão era bem pertinente, sim.

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  14. hahaha! se bem que google translator não chega a ser consolo para ninguém ;-) mas obrigada :-))) (publicano é arrecadador de impostos, mais especificamente do império romano)

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  15. denise,
    você tem ideia de quando vai sair este aqui?

    Moretti, Franco, O romance, As formas do romance, vol. II. São Paulo: Cosac Naify (no prelo) (com Federico Carotti)

    =]. abração.

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    1. puxa, não tenho ideia, não. já entregamos faz uns dois anos.

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  16. :/

    ok. fico aguardando hehe.

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  17. Anônimo8.7.12

    Denise,
    Gostaria de destacar o seu bom gosto pela escolha das traduções (se houver).
    Mas "Steve Jobs: uma biografia" não está incluso no elogio. risos.

    Até mais!

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  18. haha, anônimo, que maldade ;-))

    (escolha: posso aceitar ou recusar o que me é proposto, claro; mas dificilmente sou eu a propor algo para a editora.)

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  19. Anônimo27.7.12

    Nossa!!! Reitero um dos cementários acima "Você já faz parte da minha vida, mesmo antes de te conhecer!" KKK. E digo mais: Deveria receber um prêmio da Anpuh (Associação Nacional de História) pelos serviços prestados. E.P. Thompson, Keith Thomas, Michel Vouvelle, Robert Darnton, Carl Schorske, Simon Schama, Edward Said, Peter Burke, Peter Gay, Natalie Davis, Carlo Ginzburg, Hannah Arendt, etc. etc. UUUUUUUUUfa... Enquanto apendiz do ofíco de "historiar" só me resta agradecer e parabenizar pela excelência do seu INDISPENSÁVEL trabalho! Sempre que olho minha estante, penso no valor e na importância de todos aqueles que, de um modo ou de outro, estão envolvidos com/neste complexo e apaixonante universo das letras. SALVE-SALVE, querida Denise, pelo prazer que já nos proporciona e pelo que ainda está por vir!

    Alysson Lima

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  20. que maravilhosa gentileza, alysson, obrigada. pois é, como sou historiadora de formação, acabou sendo um casamento feliz :-)

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  21. Denise,

    é uma surpresa encontrar seu blog. Estou impressionado com sua meticulosidade nas postagens e avaliações. Estou tendo um contato afetivo mais efetivo com o mundo das traduções, e todas as suas implicações. Conhecendo cada dia um pouco mais desse universo.

    Não sei dizer o quão prazeroso foi passar pelas postagens, e principalmente esta listando suas traduções. Nossa!

    Parabéns pelo trabalho, e sobretudo pela seriedade e altruísmo nesses posts.

    Abraços.

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  22. Cara Denise

    Em 1995/1996 traduzi para a Ediouro o romance The Monk (O Monge) de Matthew Lewis, que foi recentemente filmado e cujo filme já lançado no Brasil. A ediouro entretanto não chegou a publicá-lo. A tradução deste livro de mais de 400 páginas não foi tarefa fácil, uma vez que se tratava de obra do século XVIII. Embora eu não o considere literatura de primeira qualidade, uma vez que contém várias características que o tornam representante de uma fórmula que conjuga suspense e erotismo, creio que a ediouro deveria ao menos uma explicação à tradutora. De todo modo que fique aqui registrada a minha autoria dessa tradução.
    muito grata Sueli Cavendish

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  23. Giancarlo18.12.13

    Cara Denise,
    Você escreveu: "compramos nosso primeiro búfalo reprodutor". Você já foi ou é criadora de búfalos mesmo? Você já levou essa história para algum ensaio, artigo, romance... Como foi ou tem sido essa experiência? Isso de alguma forma marca ou marcou a sua vida e a pessoa que você é?
    Parabéns pelo blog e pelos trabalhos. Graças ao seu trabalho é que pude ler alguns livros que me foram, e que são, importantes.
    Abraços,
    Giancarlo

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    1. obrigada, giancarlo!
      sim, viemos para o vale do ribeira para criar búfalos e fabricar mozzarella de búfala. da criação a gente desistiu, mas a fábrica tivemos por dezoito anos.

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  24. Anônimo7.12.14

    Uau! Como outros já escreveram, eu já te conhecia e não sabia... =)
    Passei um domingo bastante interessante vasculhando o teu blog. Parabéns por ele e pelas traduções!
    Quando crescer* quero ter um currículo como o teu! =D
    Abraço;
    José Leonardo Sousa Buzelli.

    *Com a minha idade, só se for para os lados...

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    Respostas
    1. hahaha!
      puxa, mas obrigada, josé leonardo, e que bom que vc gostou do blog.
      abraço,
      d.

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  25. Cara Denise,,

    Saberia informar se já temos disponível (ou quando) em português os volumes II e III do Franco Moretti?
    A propósito, parabéns pelo trabalho! Bom saber que temos figuras como você por aqui!
    Abraços!

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    Respostas
    1. olá, fernanda, obrigada! pois é, as traduções já foram entregues há alguns anos; receio que seja algum problema de programação da editora.

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  26. Fábio10.7.15

    Olá, Denise. Parabéns pelo blog! Tenho algumas dúvidas. Pretendo traduzir e publicar obras de autores estrangeiros que ainda não foram publicadas no Brasil. Elas já estão sob domínio público. Tenho três perguntas: (1) As editoras se interessam por traduções não encomendadas que lhes são apresentadas? (2) Dependendo da relevância do título, pagam bem pela tradução já realizada? (3) Se mais de uma editora se interessar pela obra, como devo proceder? Pretendo entrar no mercado de tradução e vejo as obras de domínio público como um bom ponto de partida. Estou certo ou errado? Obrigado.

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