9 de mar de 2012

obras completas



sem dúvida, dostoiévski é um sucesso no brasil. deve ser dos poucos, se não o único autor com nada menos de três conjuntos (semi)completos de sua obra em nossa língua: pela josé olympio (de 1944 a 52), pela aguilar (1963) e pela 34, em andamento desde 2001.

aqui o conteúdo da nova aguilar, com tradução de natália nunes (e oscar mendes) por interposição do espanhol, na tradução de rafael cansinos assens, publicada pela aguilar de madri:
VOLUME 1: INTRODUÇÃO GERAL - NOVELAS DE JUVENTUDE: Pobre gente - O duplo - O senhor Prokhártchin - A dona da casa - Um romance em nove cartas - Polzunkov - Coração frágil - O ladrão honrado - A mulher alheia - A árvore de Natal - Noites brancas - Niétotchka Niezvânova - O pequeno herói - O sonho do tio - A granja de Stiepântchikovo
VOLUME 2: OBRAS DE TRANSIÇÃO: Humilhados e ofendidos - Memórias da casa dos mortos - Uma história aborrecida - Notas de inverno sobre impressões de verão - Memórias do subterrâneo - ROMANCES DA MATURIDADE: Crime e Castigo
VOLUME 3: O jogador - O idiota - O eterno marido - Os demônios
VOLUME 4: O adolescente - Os irmãos Karamázovi - OUTROS ESCRITOS: Esquema para o grande pecador - O crocodilo - O Mujique Márei - Uma doce criatura - O sonho de um homem ridículo - Excertos do diário de um escritor.
o conjunto da josé olympio, com vários tradutores, por interposição do inglês, do francês e do espanhol, pode ser consultado aqui. terá algumas modificações em 1960, com substituição de duas traduções de costa neves (o jogador e niétotchka) pelas correspondentes de boris schnaiderman, direto do russo.

o andamento da obra completa na 34 pode ser visto aqui, com vários tradutores, direto do russo.

acompanhe a pesquisa sobre as traduções de dostoiévski no brasil aqui

8 comentários:

  1. Enzo Potel9.3.12

    Denise, você podia fazer uma pesquisa mais pra frente das traduções do Faulkner hein??
    Acho foda um dos autores mais influentes do século passado, com ecos em García Márquez e Lobo Antunes, ter sua obra-prima (O Som e a Fúria) no mercado brasileiro somente a uma edição que beira 80 reais (Cosac).
    Pela Estante Virtual, uma tal de Portugália editou o livro em 1960 e na década de 80 foi a Nova Fronteira.
    Sinto necessidade também de uma biografia dele em português. Chove biografia sobre a Woolf até em livraria de shopping; mas do ser citado, nada!

    bjones!

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  2. pois ééééé!
    na wiki dá uma biografia e um breve estudo:
    NATHAN, Monique, Faulkner, tradução de Hélio Pólvora, Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1991
    O'CONNOR, William Van, Vida e Obra de William Faulkner, tradução de Lourdes Souza de Alencar, in FAULKNER, William, Paga de Soldado, Rio de Janeiro: Opera Mundi, 1970

    é, na nova fronteira era em tradução de fernando nuno rodrigues. li faz mto tempo numa edição portuguesa (não lembro qual, my bad...)

    é absurdo mesmo o preço da cosac.

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  3. Enzo Potel9.3.12

    olha, que bom, existe uma então, com 169 páginas. Quem sabe...

    Comprei o Som e Fúria da Cosac, mas a R$40 com frete na EV. Na página 11 já fiquei muito impressionado com a sagacidade da escrita, fui atingido. Tive que fechar o livro pra respirar, pra contemplar. O modo como o Faulkner vai revelando que o narrador (que é em primeira pessoa!!!) é um débil mental, aos poucos, e de repente esse personagem chora porque quer uma flor do buquê, a irmã tira uma flor e dá para ele. Aí vem a frase colossal: "ela me deu uma flor e a mão dela foi embora".
    Eu consigo VER o olhar do demente seguindo a mão que parte ao invés de se fixar no que ganhou; até uma língua pra fora, quem sabe...
    bjones!

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  4. Anônimo19.7.12

    Denise, você sabe quais obras do Dostoiévski estão faltando no conjunto da Nova Aguilar? Sei que nela estão faltando o conto "Bobok" e um outro chamado "A Submissa". Você sabe de mais algum?

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  5. olá, anônimo: a submissa não é uma doce criatura? o bobok eu não sabia, mas parece que era inédito no brasil e não constava em nenhuma das obras completas de dostoievski entre nós (i. é, nova aguilar e josé olympio), e saiu agora pela 34, em tradução de paulo bezerra.
    pessoalmente não sei lhe responder, mas não deve ser difícil saber se há outras coisas faltantes: seria uma questão de comparar os conteúdos e consultar os dostoievskianos de carteirinha.

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  6. Quando se lê, v.g., Memórias do Subsolo, cotejando a tradução do Boris Schnaiderman com a edição da Aguilar, tem-se a nítida ideia do que é uma tradução interposta.

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  7. Anônimo12.11.14

    N-ista.
    O imagem acima não é do Dostoiévski, mas do pintor contemporâneo Ivan Nikolaevich Kramskoi. É um auto-retrato[1] de 1867. Também russo, Kramskoi fazia parte do grupo de pintores realistas (e um tanto românticos) chamado 'Itinerantes', ou Peredvizhniki; o qual incluía Vasily Perov, responsável por um dos retratos mais famosos do Dostô, de 1872[2]. Kramskoi pintou Tolstoi em 73 e o próprio Dostô no leito de morte em 81[3]. Acho que uma leve semelhança física e o uso desse auto-retrato nas edições Penguin Classics[4] acabaram confundindo muita gente.
    -
    [1]http://en.wikipedia.org/wiki/Ivan_Kramskoi#mediaviewer/File:Ivan_kramskoy_self_portrait_edited.jpg
    [2]http://pijamasurf.com/wp-content/uploads/2013/10/Dostoevsky.jpg
    [3]http://en.wikipedia.org/wiki/File:Dostoyevsky_on_his_Bier,_Kramskoy.jpg
    [4]http://media-cache-ec0.pinimg.com/236x/f1/c6/10/f1c6100545602c61b8eb6d8071c5b130.jpg

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    1. opa, obrigada! que interessante!

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