9 de mar de 2012

dostoiévski no brasil, niétotchka

adotando a ideia de bruno gomide de listar as obras por ordem alfabética, é como vou apresentar minha pesquisa sobre as traduções de dostoiévski no brasil. para as edições até 1936, vou me basear nos dados apresentados por bruno em sua tese. a partir de 1937, farei minhas pesquisas nos locais habituais: acervos da fbn, de bibliotecas públicas, da estante virtual e onde mais calhar encontrar.

começo então por alma de criança. o título em português indica que se trata de tradução pelo francês, âme d'enfant, nome que o tradutor franco-russo ilia (ely) halpérine-kaminsky deu à sua versão do original russo niétotchka niezvânova (primeiro romance de dostoiévski, inacabado).


I.
alma de creança, trad. henrique marques junior ("coleção chic", 1915):

Autor:Dostoevskii, Fedor Mikhailovich, 1821-1881.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes
Título / Barra de autoria:Alma de creança.
Imprenta:Rio de Janeiro, 1915. 
Descrição física:135 p.
Notas:Registro Pré-MARC
Classificação Dewey:
Edição:
891.73
Indicação do Catálogo:I-247,1,7 

bruno gomide, em sua tese já citada, identifica henrique marques junior como tradutor da edição de 1915. neste caso, o lançamento da editora brasileira em 1936 ("nossa coleção"), pelo mesmo tradutor, seria uma reedição:



no entanto, essa edição da brasileira (cadastrada no acervo da fbn em 1938) apresenta uma diferença razoável na quantidade de páginas (quase o dobro) em comparação à edição de 1915. naturalmente isso pode se dever a diferenças no formato do livro. para qualquer conclusão mais segura, seria preciso comparar as duas edições.

Autor:Dostoevskii, Fedor Mikhailovich, 1821-1881.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes
Título / Barra de autoria:Alma de criança.
Imprenta:São Paulo, Ed. brasileira, 1938. 
Descrição física:254 p.
Notas:Registro Pré-MARC
Entradas secundárias:Marques Junior, Henrique, 1881- trad.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes 
Classificação Dewey:
Edição:
891.73
Indicação do Catálogo:I-248,1,28 

II.
alma de criança, trad. ??, universal (1932):

Autor:Dostoevskii, Fedor Mikhailovich, 1821-1881.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes
Título / Barra de autoria:Alma de criança, romance.
Imprenta:Rio, Ed. Universal, 1932. 
Descrição física:193 p.
Notas:Registro Pré-MARC
Classificação Dewey:
Edição:
891.73
Indicação do Catálogo:I-247,1,9 

III.
nietótchka, trad. costa neves. vol. V das obras completas, josé olympio (1949, aqui 3a. ed., 1952).

Nietótchka - Fiodor Dostoiévski - Ilustrado

IV.
niétotchka niezvánova, trad. boris schnaiderman. vol. X das obras completas, josé olympio (1961).

V.
niétotchka niezvânova. boris schnaiderman refaz sua antiga tradução, ed. 34 (2002):




acompanhe a pesquisa sobre as traduções de dostoiévski no brasil aqui.

3 comentários:

  1. Caro Blogueiro: Quem é você; ou eu não sei ler?
    Tenho um Alma de Creança, edição de 1914, de Guimarães & Cia, Lisboa, tradução de Henrique Marques Junior, Coleção Horas de Leitura, 235 p., autor Dostoïewsky (sic). Cotejei-o com a edição brasileira de 1936; a única diferença é que o português foi traduzido para o brasileiro, asneira mais antiga do que eu esperava. Interessante esse seu trabalho. Eduardo Kanan Marques. edkmarques@gmail.com
    São excertos com algum rearranjo de Niétotcka Niezvânova.

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  2. Consegui descobrir: É Denise Bottman. Parabéns pelo seu trabalho. Infelizmente cansei desse assunto de traduções no Brasil e não tenho força para trazer-lhe novos elementos. Sei é que sempre que posso compro livro no original. Até o livro de Umberto Eco sobre tradução,"Dire quasi la stessa cosa", teve o seu título estupidamente traduzido para "Quase a mesma coisa". Quando eu puder, se puder, colaborarei com imagem do meu Alma de Creança.

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  3. prezado eduardo: tradução é uma questão complicada, de fato. além de nossas inevitáveis falhas e imperfeições como tradutores (e este é um prato farto, na verdade inesgotável), a própria tradutibilidade de um texto, digamos assim, é um conceito meio quimérico. de qq forma, traduções sempre são traduções; idealmente, tomadas em conjunto, contribuem para enriquecer uma obra do ponto de vista histórico-cultural, mas na prática e até por definição, tomadas isoladamente, estão sempre aquém de qualquer original. há quem diga que tradução é um jogo de perdas e ganhos. do meu ponto de vista, é inevitavelmente um jogo apenas de perdas, onde o desafio é tentar minimizá-las o máximo possível.

    quanto a títulos, de modo geral, quem escolhe é o editor, não o tradutor.

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