04/12/2011

prêmio de tradução de humanidades

creio ser inegável que as obras de tradução têm um peso considerável no brasil. as cifras indicando a participação das obras de tradução no total de obras publicadas anualmente no país não são muito exatas: variam de um mínimo de 24% a um máximo de 80%, dependendo dos critérios adotados, dos universos analisados, das fontes utilizadas. acho 40% um número razoável, e bastante elevado, se considerarmos os percentuais de obras traduzidas na produção editorial americana (cerca de 2 a 4%) e europeia em geral (de 12 a 16%).

apesar dessa presença significativa de obras traduzidas no país, o reconhecimento do ofício de tradução está muito aquém do que se poderia esperar. uma das formas de reconhecimento público, em todo o mundo, é a outorga de prêmios a obras de destacada qualidade. no brasil, porém, conta-se nos dedos de uma das mãos o número de prêmios de tradução. 

a situação atual dos prêmios de tradução no brasil é a seguinte:
  • jabuti (CBL, tradução literária) 
  • paulo rónai (FBN, tradução literária)
  • monteiro lobato (FNLIJ, tradução literária, duas categorias: "criança" e "jovem")
  • apca (APCA, tradução literária)
  • abl (ABL, tradução literária, por indicação interna)
  • união latina (UL, tradução técnica e científica, trienal)

vê-se que a única entidade que contempla a tradução não literária é a transnacional União Latina, sediada na espanha, que promove sua premiação no brasil uma vez a cada três anos!


em vista do processo de dinamização pelo qual vem passando a fundação biblioteca nacional, com a nova gestão de galeno amorim, e por ocasião da outorga do prêmio paulo rónai 2011 da fbn, creio que é um momento adequado para sugerir a criação de um prêmio nacional para obras de tradução na área de humanidades, tão fundamental e tão solenemente negligenciada entre nós.

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4 comentários:

  1. Meu irrestrito apoio à vossa iniciativa.

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  2. Anônimo7.12.11

    apoio totalmente. Boa sorte a todos!

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  3. Anônimo7.12.11

    Condordo plenamente
    Rosalia Munhoz

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  4. Anônimo7.12.11

    Concordo plenamente,
    Ingrid Campregher

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