28 de nov de 2011

zaratustra, editora escala IV

aqui mostrei alguns exemplos de inexplicável identidade entre as duas traduções de assim falava zaratustra, uma feita ou revista por josé mendes de souza e outra em nome de ciro mioranza.

agora apresento outro tipo de caso, que parece indicar alguma manipulação deliberada no começo e no fim de um aforismo, enquanto todo o corpo principal mantém a identidade do texto de base. o exemplo dado abaixo é o aforismo 30 de "das antigas e das novas tábuas":

      Ó tu, vontade, necessidade minha, trégua de toda a miséria! Livra-me de todas as pequenas vitórias!
      Azar da minha alma a que chamo destino! Tu que estás em mim e sobre mim, livra-me e reserva-me para um grande destino!
      E tu, última grandeza, vontade minha, conserva-a para um fim, para que sejas implacável na tua vitória! Ai! Quem não sucumbirá à sua vitória?
      Ai! Que olhos se não têm turvado nessa embriaguez de crepúsculo? Que pé não tem tropeçado e perdido sua firmeza na vitória?
      A fim de estar preparado e maduro quando chegar o Grande Meio-Dia, preparado e maduro como o bronze reluzente, como a nuvem cheia de relâmpagos e o seio cheio de leite.
      Preparado para mim mesmo e para a minha vontade mais oculta. Um arco anelante da sua flecha, uma flecha anelante da sua estrela.
      Uma estrela preparada e madura no seu meio-dia, ardente e trespassada, satisfeita da flecha celeste que a destrói.
      Sol e implacável vontade de sol, pronta a destruir na vitória.
      Ó vontade, necessidade minha, trégua de toda a miséria! Reserva-me para uma grande vitória!"
      Assim falava Zaratustra. (JMS) 
    Ó minha vontade, vértice de todas as necessidades, necessidade minha, livra-me de todas as vitórias pequenas!
      Ó sorte de minha alma, a que chamo destino! Tu que estás em mim e sobre mim, livra-me e reserva-me para um grande destino!
      E tu, última grandeza, vontade minha, conserva-a para um fim, para que sejas implacável em tua vitória! Ai! Quem não sucumbirá à sua vitória?
      Ai! Que olhos não se têm turvado nessa embriaguez de crepúsculo? Que pé não tem tropeçado e perdido sua firmeza na vitória?
      A fim de estar preparado e maduro quando chegar o grande meio-dia, preparado e maduro como o bronze reluzente, como a nuvem cheia de relâmpagos e o seio cheio de leite.
      Preparado para mim mesmo e para minha vontade mais oculta. Um arco anelante de sua flecha, uma flecha anelante de sua estrela.
      Uma estrela preparada e madura em seu meio-dia, ardente e trespassada, satisfeita da flecha celeste que a destrói.
      Sol e implacável vontade inexorável de sol, pronta a destruir na vitória.
      Ó vontade, vértice de toda necessidade, ó minha necessidade! Reserva-me para uma só grande vitória!"
      Assim falava Zaratustra. (CM)
imagem: aqui
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

comentários anônimos, apócrifos e ofensivos não serão liberados.