em 1984, a moraes lança a origem da tragédia, sem nome do tradutor, mas com créditos de preparação a joaquim josé de faria, o qual, ao lado de um tal "peter klaus ivanov", ressurge como autor da mesma tradução na centauro - na verdade, não passa de mera cópia da tradução portuguesa de álvaro ribeiro, pela guimarães editora, como mostrei aqui. capa na centauro:

também em 1984, a moraes lança uma anônima tradução de o anticristo, que mais tarde ressurge na centauro em nome de rubens eduardo frias. aqui na capa da centauro:

em 1985, a ediouro lança a tradução de davi jardim jr. de o anticristo:

também em 1985, a max limonad lança ecce homo, como alguém se torna o que é, em tradução de paulo césar de souza:

em 1986, a moraes lança mais uma suspeita tradução, a genealogia da moral, assinada por joaquim josé de faria:

em 1986, paulo césar de souza lança sua tradução de crepúsculo dos ídolos pela companhia das letras:


em 1987, sai pela brasiliense genealogia da moral: um escrito polêmico em tradução de paulo césar de souza, transitando depois para a companhia das letras:


em 1987, a moraes lança o livro do filósofo com tradução que reaparece na centauro em nome de rubens eduardo frias, com indicação a partir do francês:

em 1992, ainda a moraes lança o apócrifo a minha irmã e eu, com tradução atribuída a rubens eduardo frias, mera cópia da tradução portuguesa de pedro josé leal, como mostrei aqui.

em 1996, pela newton compton, sai o anticristo, maldição do cristianismo, em tradução do italiano por mario fondelli:

em 1997, a sette letras lança cinco prefácios para cinco livros não escritos, em tradução de pedro süssekind:

em 1997, a editora martin claret lança um "livro-clipping" chamado nietzsche: vida e pensamentos, uma colagem de excertos extraídos de edições alheias:

em 1997, a sette letras lança cinco prefácios para cinco livros não escritos, em tradução de pedro süssekind:

em 1997, a editora martin claret lança um "livro-clipping" chamado nietzsche: vida e pensamentos, uma colagem de excertos extraídos de edições alheias:

em 1999, sai uma suspeita tradução de assim falou zaratustra, atribuída inicialmente a uma "equipe de tradutores da martin claret" e depois a "alex marins":
também em 1999, sai a tradução de paulo césar de souza de o caso wagner/ nietzsche contra wagner, pela companhia das letras:

ainda em 1999, a companhia das letras lança o nascimento da tragédia, ou helenismo e pessimismo, em tradução anotada de jacó guinsburg:

em 1999, a escala publica humano, demasiado humano em tradução de antônio carlos braga:

aparentemente os anos 80 e 90 consolidam e aprofundam duas tendências da década anterior: de um lado, a proliferação de edições pouco idôneas; de outro lado, a sedimentação de uma bibliografia nietzschiana sólida, com cuidadosas retraduções anotadas. no meio, ininterruptas reedições de décadas anteriores e eventualmente alguma nova tradução íntegra e honesta, de boa qualidade e sem maiores pretensões críticas.
ressalvo uma vez mais que se trata de uma cronologia tal como consegui reconstituir a partir de acervos de bibliotecas, livrarias e sebos. os posts estão sujeitos a alterações para complementar ou eventualmente corrigir dados.
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Boa noite.
ResponderExcluirApenas uma pequena observação: salvo engano, a tradução do Nascimento da Tragédia por Guinsburg é de 1992, não de 1999, conforme consta no curriculum Lattes do tradutor.