nietzsche estreou sua chegada entre nós, até onde descobri, com o crepúsculo dos ídolos, em tradução de persiano da fonseca, pela editora vecchi, em 1934:

c. 1936, a edições brasil lança ecce homo, como cheguei a ser o que sou, como quinto volume de sua "biblioteca de autores célebres", na tradução de lourival de queiroz henkel e prefácio de afonso bertagnoli. décadas depois, essa tradução passa a ser publicada pela ediouro:


em 1940, a livraria martins lança o pensamento vivo de nietzsche, de heinrich mann, com excertos ordenados em seções temáticas de várias obras de nietzsche (a origem da tragédia, pensamentos extemporâneos, aurora, a gaia ciência, assim falou zaratustra, além do bem e do mal, a genealogia da moral, o caso wagner, nietzsche contra wagner, o crepúsculo dos ídolos, o anticristo, ecce homo e vontade de potência), em tradução de sérgio milliet::

em 1945, pela editora globo, sai vontade de potência, na tradução do polemista mário d. ferreira santos:
em 1947, saem mais duas traduções de mário d. ferreira santos, aurora e além do bem e do mal, ambas pela sagitário:


em 1949, o germanista erwin theodor rosenthal lança sua tradução de a origem da tragédia, proveniente do espírito da música, pela cupolo:

também em 1949, a josé olympio, em sua coleção rubaiyat, lança nietzschiana, uma coleção de excertos de assim falou zaratustra, selecionados e traduzidos por alberto ramos:

em 1950, pela edições e publicações brasil, sai assim falava zaratustra, um livro para toda a gente e para ninguém, em tradução feita ou revista por josé mendes de souza (ver a este respeito aqui), abaixo na capa de sua sexta edição em 1965:

em 1953, a organização simões publica a tradução portuguesa de carlos josé de menezes de o anticristo, estudo crítico sobre a crença cristã. consegui apenas uma minúscula imagem de capa:

ainda em 1953, a simões lança a genealogia da moral. como ela costumava reeditar as publicações da portuguesa guimarães, imagino que também seja a tradução de carlos josé de menezes (1913).
em 1954, mário d. ferreira santos, tendo fundado editora própria, a logos, lança sua tradução anotada e comentada de assim falava zaratustra, um livro para todos e para ninguém:

em 1953, a organização simões publica a tradução portuguesa de carlos josé de menezes de o anticristo, estudo crítico sobre a crença cristã. consegui apenas uma minúscula imagem de capa:
ainda em 1953, a simões lança a genealogia da moral. como ela costumava reeditar as publicações da portuguesa guimarães, imagino que também seja a tradução de carlos josé de menezes (1913).
em 1954, mário d. ferreira santos, tendo fundado editora própria, a logos, lança sua tradução anotada e comentada de assim falava zaratustra, um livro para todos e para ninguém:

em 1957, a simões lança a tradução portuguesa de josé marinho (ed. guimarães) de ecce homo, como se chega a ser o que se é:

em 1958, a simões publica poesias. não localizei imagem de capa, mas há um exemplar em nosso acervo na biblioteca nacional, sem referência ao autor da tradução.


em suma, as obras traduzidas e publicadas na íntegra foram, em ordem cronológica de publicação:
- o crepúsculo dos ídolos
- ecce homo
- o viandante e a sua sombra
- vontade de potência
- aurora
- além do bem e do mal
- a origem da tragédia
- assim falava zaratustra
além das traduções brasileiras, publicam-se no brasil cinco traduções portuguesas, também em ordem cronológica de lançamento: assim falava zaratustra, o anticristo, a genealogia da moral, ecce homo e poesias. embora constem necessariamente deste levantamento, não considero que façam parte de uma nietzscheana brasileira.
numa linha menos "militante", mais propriamente acadêmica, chama a atenção a presença de erwin theodor rosenthal entre os primeiros tradutores de nietzsche no brasil. comentou-me este germanista certa vez que a origem da tragédia foi sua primeira tradução na carreira acadêmica.
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