6 de set de 2011

a título de curiosidade

no primeiro post sobre jane eyre no brasil, aqui, citei uma edição de 1926 pela vozes; a rigor, por "Natalino Typographia das VOZES DE PETRÓPOLIS".

não descobri muito sobre ela, e não sou tão fã assim de charlotte brontë para comprá-la (já estou comprando a edição da pongetti e a da itatiaia). mas pedi informações a dois livreiros da estante virtual, que me dizem o seguinte: de fato não consta o nome do tradutor de joanna eyre, mas há um "prefacio do traductor" datado de 1916, em porto alegre, e mais adiante, a menção ao ano de 1925, florianópolis - provavelmente para essa segunda edição de 1926.

assim, parece lícito crer que a edição inicial saiu em 1916 ou pouco depois.


aliás, a respeito desta tradução, encontro aqui um trecho do prefácio do anônimo tradutor: "“Na segunda metade, porém, onde as reflexões e considerações às vezes estorvavam o andamento da narração, tomei a liberdade de cortar desapiedadamente tudo quanto pudesse impedir a carreira dos eventos para o desenlace final. Mais de uma nuance de sentimentos, aliás subtilissima, mais de uma flôr poetica, aliás fragrantissima, ficaram esmagadas pela marcha inexoravel que os factos peremptoriamente exigiam.”

bom, se respeito pela pena da autora ele não tinha, pelo menos senso de humor parecia ter.
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Um comentário:

  1. Uau. Se os editores atuais resolverem imitar o nobre tradutor de "Joanna Eyre", não teremos mais livros que excedam 100 páginas.
    Tudo o que "estorvar o andamento da narrativa" vai ser limado "desapiedadamente".

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