28 de jul de 2011

poe XXXVIII, o poço da irresponsabilidade

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Prosseguindo, o segundo conto do volume, "O poço e o pêndulo", tem sua tradução atribuída a Sandro Pivatto. O nome não me é muito familiar, mas vejo várias referências a traduções suas para a Bruguera e a Cedibra entre os anos 60 e 70. Transcrevo as frases iniciais do conto na edição Edibolso, com licença da Cedibra:
Estava exausto, mortalmente exausto com aquela longa agonia - e, quando por fim me desamarraram e pude sentar-me, senti que perdia os sentidos. A sentença - a terrível sentença de morte - foi a última frase que chegou, claramente, aos meus ouvidos. Depois, o som das vozes dos inquisidores pareceu apagar-se naquele zumbido indefinido de sonho.
Veja-se a tradução de Brenno Silveira:
Estava exausto, mortalmente exausto com aquela longa agonia - e, quando por fim me desamarraram e pude sentar-me, senti que perdia os sentidos. A sentença - a terrível sentença de morte - foi a última frase que chegou, claramente, aos meus ouvidos. Depois, o som das vozes dos inquisidores pareceu apagar-se naquele zumbido indefinido de sonho.
Para a argumentação geral sobre o tema, ver o post anterior. Sobre a importância de uma manifestação pública de Sandro Pivatto desautorizando essa barbaridade da Edibolso/ Cedibra, idem. Se alguém se interessar pelo original e outras traduções do mesmo trecho, é só avisar.

imagem: o poço e o pêndulo
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