oscar mendes se saiu com "minha mulher, que no íntimo não tinha nem um pouco de superstição", e josé paulo paes com "minha mulher, que no íntimo não era nem um pouco supersticiosa". nessa brenno silveira não caiu e deu corretamente como "minha mulher, que, no íntimo de seu coração, era um tanto supersticiosa".
em walden, fiz uma bobagem dessas em in a new country, fuel is an encumbrance: dei como "num país novo, combustível é um problema" (p. 71).
tal como nos outros casos, minha gafe também não engatava no contexto - pois thoreau está justamente dizendo que não é preciso se preocupar com o aquecimento das casas. foi só relendo o livro depois de impresso é que me veio num raio: pois claro, denise, que marcada! num país novo, com suas matas, a madeira - para se fazer lenha - é tanta que chega a atravancar! (numa eventual reedição, vou pedir que corrijam para algo como "num país novo, lenha é o que não falta" ou "lenha dá e sobra".)
imagens: google images
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Cara Denise:
ResponderExcluirVc. pode sugerir ao editor que imprima uma errata e encarte nos exemplares ainda em depósito.
E ficamos todos, desde já, mais fãs de sua integridade profissional.
Abraço
olá, henrique: vai ter vários - o do prego, esse da lenha e mais alguns que não lembro agora de cabeça. talvez seja boa ideia a errata - se a lpm topar, seria ótimo mesmo!
ResponderExcluirobg pela gentileza:-)
Falando da gafe do Brenno Silveira: eu pensei que Brenno tinha acertado e Fernanda errado... acho que errei também!
ResponderExcluirEsses erros também me lembram um verso do Soneto nº 10 de Shakespeare (That 'gainst thy self thou stick'st not to conspire), onde 3 de 8 tradutores erraram, incluindo a versão da Thereza Christina (conhecida virtualmente como tradução Tira-Teima), que verte o seguinte verso como "Que apenas contra ti mesma não conspiras", enquanto é justamente o contrário (que não exita tramar contra o próprio ser).