22/02/2011

questão prática II

tenho comentado nos posts mais recentes o problema de fraudes e obras espúrias à venda em livrarias físicas e virtuais.

até onde entendi, se um leitor cliente da amazon constata que um livro à venda no site é uma fraude, basta comunicar à empresa e ela providencia a pronta devolução do dinheiro e a remoção do título espúrio (imagino que depois de confirmada a procedência da reclamação). se um leitor cliente da livraria cultura (e costumo mencionar geralmente a livraria cultura por tomá-la quase como um símbolo) constata que um livro à venda em uma de suas lojas ou no site é uma fraude, não acontece nada e o reclamante ainda leva de brinde comentários do tipo: "se é assim, então me traga uma ordem judicial, e acatarei sua reclamação".

mas imaginei que, por outro lado, quando é a própria editora a reconhecer o problema, as livrarias iriam se mostrar mais solícitas. parece que não é bem assim. por isso hoje até me compadeci da situação em que se debate o grupo geração editorial: a empresa volta a admitir em mensagem ao nãogostodeplágio que teve problemas em seu catálogo e tomou as devidas medidas: providenciou nova tradução de um título e interrompeu a publicação de outros - no entanto, esses títulos espúrios continuam a ser anunciados e vendidos em diversas livrarias.

fui examinar diversos títulos de outras editoras que igualmente declararam ter tomado suas devidas providências em relação às irregularidades de seus catálogos, como a rideel e a madras. aparentemente, estas tiveram mais sorte junto ao circuito livreiro: pesquisei os sites de várias livrarias, e não encontrei à venda nenhuma das obras apontadas e reconhecidas como irregulares.

isso reforça minha impressão de que seria interessante que o sr. willian novaes, que foi o representante do grupo geração editorial a entrar em contato recente com o nãogostodeplágio, também entrasse em contato com essas livrarias que continuam a comercializar obras irregulares do selo jardim dos livros, a despeito de todo o empenho da editora em sanar a situação.
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4 comentários:

  1. Se a editora não recolhe os livros (procedimento que sabemos possível, porque a editora que publicou a biografia do Roberto Carlos tirou todos de circulação facilmente) ela continua sendo conivente com essa venda espúria. E continua ganhando com essas edições falsas. Sabemos que a maioria das lojas (virtuais ou não) não compra o livro. faz acordo com a editora e só paga o que vender em determinado período. Se não vender, o livreiro recebe os títulos de volta.

    De nada adianta mudar a tradução e continuar a permitir a circulação destes exemplares.

    Seria o mesmo que, salvo o exagero, uma montadora anunciar que descobriu e que corrigirá apenas nos novos algum defeito e que os que estão em estoque serão comercializados normalmente.

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  2. é, thiago, também faz sentido o que vc está dizendo.
    é que a geração tem demonstrado tanta boa vontade (vide a mensagem que reproduzi) que imagino que não lhe tenha ocorrido essa providência também...

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  3. Quanto à Amazon, não sei se é bem assim. Comprei uma edição de Mrs. Dalloway (Virginia Woolf), anunciada como uma rara (pelas notas e confronto das edições britânica e americana originais) edição do livro. Quando recebi, era uma simples versão disponível em qualquer site da Internet. Reclamei, supostamente me reembolsaram (não conferi), mas até agora o anúncio enganoso continua no site da Amazon US (http://goo.gl/YMFBW) e, suponho, também no da Amazon UK. Aliás, sobre isso (as edições Kindle de livros em domínio público), há aqui (http://goo.gl/d3ZLa) uma nota interessante, focalizada sobretudo no plágio de capas.
    Tomaz Tadeu

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  4. olá, tomaz, que coisa, vai entender...
    divertidíssimo o link do caustic cover critic, obg!

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