6 de jan de 2011

eia nóis

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no final do livro história da beleza, de umberto eco, pela editora record, tradução de eliana aguiar, consta uma lista chamada "referências bibliográficas das traduções utilizadas".

ali, impertérritos, comparecem os fantasmáticos enrico corvisieri (platão, a república, nova cultural) e alex marins (platão, fedro, martin claret).


vá lá que em 2004, quando foi lançada a primeira edição de história da beleza no brasil, não se tinha muito conhecimento do que estava acontecendo em matéria de contrafações e plágios tradutórios, e apenas algumas vozes solitárias bradavam no deserto - a saber, ivo barroso, alfredo monte e euler de frança belém.

mas a imagem acima reproduzida corresponde à p. 341 do volume da record publicado em julho de 2010, quando esse fenômeno de fraude editorial já era razoavelmente notório, e a própria editora nova cultural já tinha retirado de circulação e catálogo ess'a república de platão.

dona record, custava dar uma limpadinha nessa sua reedição e substituir os trechos espúrios por trechos legítimos? não é que faltem boas traduções dessas duas obras em português!

agradeço a rogério bettoni pela informação e pela imagem. como afirma ele, e compartilho: "fico triste ao ver que todo mundo sabe dos plágios e, ainda assim, continua indicando as obras como referência".
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