25 de out de 2010

entrevista de jorio dauster

ótima entrevista de jorio dauster a lucas deschains, do meia palavra. AQUI.

13 de out de 2010

breique

.

o nãogostodeplágio retorna em novembro

imagem: dimensione morgana
.

8 de out de 2010

oi denise

Oi Denise,
 Sou leitor do seu blog faz um tempo já. Não lembro como cheguei nele; acho que foi no ano passado. Minha reação inicial ao descobrir quão generalizada está a questão do plágio no Brasil foi de asco e revolta, especialmente ao conferir minha humilde biblioteca e verificar quantos volumes tinham problemas. Até parecia que você estava perseguindo minhas escolhas... Divina Comédia, Sócrates, Robinson Crusoe, até um Fausto que me dei de presente (na pretensa de "Alberto Maximiliano"). Enfim, em resumo, o estrago foi enorme, não só financeiro como intelectual, claro, 13 livros (a imagem deles segue em anexo)... Ainda bem que não li todos. Mas, para compensar, alguns li mais de uma vez... Ainda os mantenho aqui por medo de que, se rumarem para a reciclagem, alguém os recolha e queira ler (de modo que continuariam a causar seus estragos). Talvez o melhor seja mantê-los até o próximo São João e fazer uma fogueira...

Um outro motivo também me leva a lhe escrever: algum tempo atrás, visitando um sebo aqui em Brasília fiquei muito triste ao ver em promoção vários e vários e vários volumes da edição do Cyrano de Bergerac plagiada pela Nova Cultural conforme mostrado por você. Lembrei-me do caso imediatamente por causa dos belos textos de Ivo Barroso acerca do caso. A única explicação que me ocorreu para isso é que, vendo a sua denúncia, os vários donos das edições espúrias não quiseram ficar no prejuízo e trataram de vendê-las mesmo sabendo que eram plágio (ou exatamente por causa disso?). Na hora não consegui aceitar como seu trabalho, tão relevante para leitores, tradutores, pesquisadores, enfim, para o nosso patrimônio cultural e cultura, poderia ter isso como consequência... Não consigo aceitar que nesse país os ishpertos sempre ganhem... mesmo quando perdem.

Já voltei tempos depois no sebo [fazer o quê? se formos parar de comprar em locais que vendem plágio (e nós sabemos que eles sabem) não vamos mais comprar livros... e pesquisas na Estante Virtual mostrariam que não é apenas um] e não havia mais tantas edições, sinal de que elas continuam livres por aí propagando seu conteúdo podre... Quem dera tivessem ido para o lixo.. O que eu poderia ter feito? Não sei muito o que fazer além de evitar as edições e divulgar seu blogue.

Obrigado,

Jorge.

.
obrigada, jorge. um, cem, mil fazem toda a diferença.
denise
.

6 de out de 2010

enquanto isso...

.
teotônio simões, do ebooksbrasil, relata:


Todos os ebooks do eBooksBrasil fora do Scribd - Explicação:


A culpa é dos cupins. A ABDR, em seu trabalho incessante de proteger os interesses editoriais de seus mantenedores, já tinha solicitado ao Scribd a retirada de conteúdos legítimos, aproveitando-se do DMCA, como pode ser visto aqui. Dei todo o tempo do mundo para que a ABDR criasse vergonha e se retratasse, como pode ser visto aqui. Não só não se retratou, como voltou a atacar, solicitando ao Scribd a retirada de outro conteúdo legítimo, como pode ser visto aqui. Como cada vez constato, à abundância, o grau de pouca vergonha vigente, não estranho o comportamento dos térmitas da ABDR. Mas não estou com disposição de ficar brincando de notificações e contra-notificações, principalmente porque todos os livros que coloquei lá estão aqui. Assim, todos os ebooks colocados na estante do eBooksBrasil no Scribd foram retirados. Os autores e/ou tradutores, legítimos detentores dos direitos autorais, poderão, caso queiram, fazer a inclusão diretamente no Scribd. Este é mais um desserviço da ABDR à democratização da cultura em nosso país. Não reclamem comigo (http://www.ebooksbrasil.org/), nem com o Scribd (http://www.scribd.com/). Se quiserem reclamar com alguém, reclamem com a ABDR (http://www.abdr.org.br/).

http://www.ebooksbrasil.org/index2.html#abdr2
.

5 de out de 2010

.

este não conhece a martin claret.


agradeço o toque de eugenio 13, ofs
imagem: bibliocomics
.

4 de out de 2010

menos mau

.
jane austen em português noticia: um enrico corvisieri a menos no mercado!

explico-me: a editora best-seller, do grupo record, tem em seu catálogo um tristésimo orgulho e preconceito numa pretensa tradução em nome do fantasmagórico "enrico corvisieri".

"enrico corvisieri" foi o pietro nassetti da editora nova cultural entre os anos 1996 e 2005, isto é, em seu nome constavam traduções alheias do mais variado leque de obras das mais variadas línguas. a editora best-seller pertencia, junto com a nova cultural, ao grupo C.L.C. comandado por richard civita.

em 2003 a C.L.C. vendeu a editora best-seller ao grupo record, do rio de janeiro, que levou no catálogo orgulho e preconceito na pretensa tradução de "enrico corvisieri". na verdade, tratava-se de uma cópia adulterada da antiga tradução de lúcio cardoso (1940).


hoje em dia, a tradução legítima de lúcio cardoso é publicada pela civilização brasileira, que também faz parte do grupo record.

a best-bolso é a linha pocket da best-seller, do mesmo grupo record. então havia o risco de que a best-bolso perpetuasse a fraude de enrico corvisieri da best-seller. ufa, não! a best-bolso está publicando a tradução de lúcio cardoso, que está na civilização.

agora é torcer para que o monstrengo corvisieriano acabe de definhar na best-seller, e nunca mais seja reeditado. quanto aos leitores que leram esse copidesque atamancado da tradução de lúcio cardoso, é uma pena. como a bestbolso é da best-seller, ficaria bonito se a record oferecesse aos infelizes compradores da edição de orgulho e preconceito pela best-seller a nova edição da bestbolso, em tradução legítima.

acompanhe o caso em orgulho e preconceito da best seller.

imagem: albo.co.uk
.

3 de out de 2010

leitura

.


found in translation, artigo muito legal
de michael cunningham no new york times.

imagem: nyt
.

2 de out de 2010

jabuti 2010

.
Os prêmios Jabuti de tradução literária deste ano:
  • 1. O Leão e o Chacal Mergulhador, por Mamede Mustafa Jarouche (Editora Globo)
  • 2. Canção do Venerável, por Carlos Alberto Fonseca (Editora Globo)
  • 3. Trabalhar Cansa, por Maurício Santana Dias (Cosac Naify)

Na categoria especial (este ano, espanhol-português), os premiados são:
  • 1. Purgatório, de Bernardo Ajzenberg (Companhia das Letras)
  • 2. Três Tristes Tigres, de Luís Carlos Cabral (Editora José Olympio)
  • 3. Cem Anos de Solidão, de Eric Nepomuceno (Record)
parabéns a todos!!
 
imagem: hollywood-blog.net

1 de out de 2010

perplexidades III

.
retomo o caso de dostoiévski, no volume noites brancas e outras histórias, com tradução estranhamente atribuída a isa silveira leal, porque ele tem uma peculiaridade. ocorreu algo parecido na editora itatiaia, que publicou a tradução de MARIO QUINTANA de zadig de voltaire, atribuindo-a porém a GALEÃO COUTINHO.


ora, aí não se trata de mero plágio ou contrafação, de uma editora que toma uma obra X e atribui sua autoria a um fantasma qualquer, a algum amigo ou funcionário da casa. trata-se de algo ainda pior, em meu entender: toma-se uma obra de um intelectual conhecido, vivo ou morto, troca-se o título, elimina-se o nome do autor e pespega-se no lugar o nome de outro intelectual também famoso, este, se não necessariamente, pelo menos preferencialmente já morto.

veja os posts relacionados:

e assim, por obra e graça de contrafações e motivos empresariais pouco claros, o autor morto aparece como plagiador póstumo, ou o autor vivo parece um plagiador em vida.

pois é evidente que os livros têm uma vida útil bastante longa, e mais cedo ou mais tarde algum leitor, algum historiador da tradução literária brasileira, algum amante de dostoiévski, vai se dar conta de que as traduções são idênticas. e ficará a dúvida: quem plagiou quem? dificilmente lhe passará pela cabeça a rede de artimanhas editoriais utilizadas sabe-se lá para quais finalidades.

imagem: rede 
.