31/08/2010

última chamada!!!

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não esqueça: hoje é o último dia para dar sua opinião, crítica, contribuição à proposta de modernização da lei de direito autoral 9610/98, que está em consulta pública.
  • se você acha que 70 anos após a morte do autor é muito tempo para que uma obra entre em domínio público, vá lá e diga isso.
  • se você acha que os estudantes podem ou devem ter direito de tirar xerox de páginas indicadas em sua bibliografia de curso (sendo que um percentual do valor do xerox segue para a editora detentora dos direitos sobre a obra), vá lá e apoie a proposta.
  • se você acha que acervos públicos podem digitalizar suas obras e preservá-las em formato digital, vá lá também.
  • se você acha que obras órfãs e abandonadas deveriam poder ser reeditadas por qualquer editora interessada, deveriam poder ser livremente digitalizadas e disponibilizadas para a sociedade, vá lá e diga isso também.
  • se você acha que a lei de direito autoral deve respeitar explicitamente nossa constituição e os direitos do consumidor, vá lá e dê seu apoio.
  • é contra o jabá? vá lá e diga.
  • quer poder transferir o conteúdo de seu cd para seu mp3? quer escanear seu livro ou um livro emprestado em casa? então vá lá e diga isso também.
o endereço é http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/consulta/ - há muito material no site, muitos artigos, muitos esclarecimentos.

para participar da consulta, precisa se cadastrar, e é a coisa mais simples do mundo: http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/wp-login.php?action=register

tire uma horinha de seu tempo, leia com calma e dê sua contribuição. é muito importante.

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30/08/2010

cats e ptas

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para essa doideira, essa maluquice, essa irresponsabilidade editorial de transgooglear um texto qualquer e apresentar o conteúdo gerado como se fosse uma tradução, recomendo vivamente, urgentemente, prementemente, sem desculpa, sem choro nem vela, que os respectivos portadores e divulgadores de tais distorções antiprofissionais, antimentais e antileitorais aprendam um pouco sobre ferramentas de auxílio à tradução (os famosos gatos que não devem ser confundidos com os programas de tradução automática) e os próprios ptas da vida.

não uso, mas quem usa, sabe, conhece e domina o assunto dá boas dicas. o mais famoso e completo: tradutor profissional, de danilo nogueira, o qual não acredita em minha obstinada ignorância computácio-instrumental, o que não impede que a gente se entenda e se respeite. devem existir muitos outros bem legais, mas por ora fico devendo.

posts relacionados:
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tradução não é pafpuf

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depois de ver alguns problemas críticos envolvendo traduções publicadas pela editora alta books, resolvi dar uma pesquisada na internet. fiquei abismada com a quantidade de protestos e reclamações de leitores na rede, sobretudo (mas não só) nas áreas de computação e tecnologia da informação. fiz um breve apanhado e as opiniões parecem mais ou menos unânimes:
  • Há algum tempo comprei o SCJP e ao iniciar meu estudo por este livro, decidi jogá-lo fora, pois não dava para compreender nada tamanha era a quantidade de erros grosseiros do livro.
  • Realmente a altabooks e uma %$#@@! comprei alguns livros deles e to me arrependendo demais, atualmente estou lendo o Analise e Projeto Orientado a Objeto e tem varios erros toscos mesmos
  • Acho uma falta de respeito conosco que dependemos de um material de boa qualidade para nos mantermos atualizados, e a AltaBooks cometer este tipo de crime: imprime de qualquer jeito que está bom de mais. Revisar? Para que? Não precisa!
  • O pior de tudo sao as concessoes de tradução que a editora pega e impede que outra editora lance os mesmos livros com um tradução decente. imagina a perda para quem nao sabe inglês?? uma serie Otima como a USE A CABEÇA perdida
  • Existe algum convênio entre a editora do livro original e a nacional? Se sim, acho que as reclamações deveriam ser dirigidas à O'Reilly
  • concordo com a sugestão de denunciar a baixa qualidade do material produzido e se possível a proibição de novos exemplares
  • Além de inexplicavelmente eles acabarem com a formatação do livro (retiram margens, tabelas, mexem nos códigos, diagramas), as traduções são medíocres. Tem trechos que não resta dúvida que foi feito com tradutor automático.
  • Eu vi vários erros no livro. Tem erros ridículos! Erros q qm conhece o mínimo da linguagem não cometeria!
  • enviei um email para a editora descrevendo os erros que encontrei, e eles se limitaram a enviar uma “pequena” errata – a primeira versão, provisória, tem 3 páginas completas!
  • O conteúdo do livro é muito bom. Só tenho elogios ao autor. Infelizmente a tradução/grafia é ruim. É difícil acreditar que o livro tenha passado por uma avaliação final nesta edição em português. Aliás, coitado do nosso português. Lembra aquela tradução feita por programas de internet. Pior, com erros grosseiros na construção das frases.
  • Nota zero para editora alta books. Livro sem 17 páginas!!!!! Controle de qualidade: zero! Dor de cabeça para trocar: mil!
  • na leva de livros q tratavam de EJB 3, estava o EJB3 em ACAO, lancado pela Altabooks, o livro comecou com erros horriveis, e foi piorando, piorando e piorando.
  • Poderiamos organizar um envio de reclamações em massa a editora para quem sabe ver se eles acordam para o publico que estao perdendo
  • A Editora Alta Books é especialista em fazer traduções absurdas. Nunca mais compro livros dessa editora vagabunda. Tenho dois livros da série “Use a cabeça” recheados de inúmeros erros de traduções. Só pra citar um: DRY, que é uma sigla para “Don’t Repeat Youself”, virou SECO!!!
  • Quero manifestar a minha grande indignação com os erros de tradução, revisão e qualidade das imagens impressas no livro em português Certificação Sun Para Programador Java 6 Guia de Estudo
  • Livro “A arte do Desenvolvimento Ágil”: bacana, porém com tradução de merda
  • Recentemente terminei de ler o livro “A Arte do Desenvolvimento Ágil”, de James Shore e Shane Warden, publicado aqui no Brasil pela Alta Books. ... Um livro excelente com um trabalho de revisão e tradução que é um LIXO
  • Em alguns pontos, são feitas traduções literais que chegam ao ridículo. Por exemplo: o que você acha que é um “desenvolvimento em 10 minutos”? Respondo: “Ten Minute Build”. E esta é apenas uma das pérolas que encontrei.
  • Na realidade, o trabalho de tradução e revisão do livro é tão porco que em alguns momentos preferi consultar algumas das palavras que encontrei no site da O’Reilly para ver se REALMENTE eram o que eu estava pensando.
  • Sinceramente, dada a péssima qualidade de TODAS traduções (e diagramações também) da Alta Books, já pensei em denunciar à O’Reilly o quanto o trabalho deles perde em qualidade aqui no Brasil.
  • Total falta de respeito aos leitores brasileiros!!! Estava pensando em comprar o livro Use a cabeça SQl, mas quando li o primeiro capítulo que estava disponível gratuitamente, me senti desrespeitada!
  • Comprei “A Linguagem de Programação Ruby” maleporcamente traduzido por um “Arcanjo Miguel” (provavelmente um pseudônimo – eu também me envergonharia) e revisado por duas pessoas (uma dessas revisões foi técnica!).
  • Acabo de mandar um e-mail para a Alta Books… INSUBISTITUÍVEIS e ESTABEZEU-SE estão entre as pérolas do Meditação para Leigos…
  • Este livro, o Profissional C# e a Plataforma .NET 3.5 Curso Completo", pode ser bom em inglês, mas a sua tradução em pt-br é uma negação. ... A imagem que fica é que pediram para uma pessoa traduzir sem ela ter a mínima noção de programação!!!
  • Foram Lançados dois livros de Drupal no Brasil: * Desenvolvimento Profissional com o Drupal Vandyk, John K. / Alta Books • Usando Drupal Vários Autores / Alta Books - Porém, isso não é motivo para comemoração para aqueles que não são habituados com inglês. A tradução é de qualidade completamente questionável (estou tentando ser educado). Erros gramaticais também são constantes. O copiar e colar gera diversas aberrações no texto, como trechos repetidos, trechos truncados...
  • Não recebi ainda o Desenvolvimento Profissional com o Drupal, mas como se trata da Alta Books, já tenho certeza que irei receber outra aberração. Digo isso pois já comprei um livro de PHP da mesma editora e quase tenho um infarto lendo-o. Os "capacitados" traduzem até codificação.
  • O conteúdo é bom, principalmente do Desenvolvimento Profissional com o Drupal, mas a tradução é horrível.
  • Há erros grosseiros na tradução, que além disso é muito literal, parece que jogaram no tradutor do Google.
  • Os livros da Alta Books tem as piores traduções que já vi! (Na minha opinião)!
  • Programação em Python 3 - Uma introdução completa à linguagem P Editora Altabooks. Comprei. Traduzido. Como dizem no Twitter, #medo. Custou algo em torno de R$ 70,00. Já deveria ser o primeiro sinal, mas como dizem no mundo opensource, 'ser gratuito não quer dizer que seja ruim'. O segundo sinal deveria ter sido o namorado, que já tinha visto alguns erros de tradução. Mas eu levei em conta os falsos cognatos e coisas assim. Cheguei em casa e comecei a ler. "Erro na introdução é barra..." foi o primeiro pensamento. No capítulo 1, comandos python traduzidos (a is b => a e b , a and b => a e B) e as malditas correções automáticas que transformam letras minúsculas em início de frase em letras maiúsculas (o que gera erro de sintaxe). Comecei a me preocupar, porque conforme lia o capítulo, a idéia que se formava era a de que a tradução tinha sido feita usando o Search&Replace do Word ou um daqueles tradutores automáticos safados.
  • Ainda no capítulo 1, erros de recuo nos programas. Isso é extremamente grave, já que a linguagem Python delimita os blocos de código utilizando o recuo das linhas.
  • esse livro é uma total perda de tempo, dinheiro e paciência. Escrevi um email p/ a editora e, sem a cópia do cupom fiscal da fnac (que não tem cpf nem endereço associado), eles não entregam uma 'edição revisada gratuita' p/ quem caiu na besteira de comprar essa porcaria de livro.
  • o contato na editora confirmou que o tradutor e o revisor técnico fizeram um trabalho nas coxas e deram o aval p/ que o livro fosse p/ impressão "as is". Só por causa disso, desse comportamento de profissional de meia pataca sem ética nenhuma, me dá vontade de escrever os nomes aqui.
  • não existe errata no site, ao contrário do que falam na primeira página do livro.
  • Pelos códigos nota-se que de fato parece que foi traduzido em google tradutor ou coisa parecida.
  • O Google Tradutor não faz uma desse tipo.... To falando, porque peguei o código original (English) e coloquei no tradutor para português e não fez tanto erro
  • Eu tambem comprei essa bosta de livro (2 meses atrás) e realmente é dinheiro jogado fora,com uma péssima tradução, feita as pressas e com preço elevado, paguei 72 reais na Fnac. O que me deixa mais puto que por esse preço esse livro não chega nem perto do que promete e sinceramente espero que alguns desavisados leiam esse post e pensem dez vezes antes de adquirir o mesmo.
  • Escrevi direto p/ editora e ainda mandei uns scans da tradução porca que fizeram com um monte de rabisco meu.
  • a tradução de "Use a Cabeça! Java" é horrível, repleta de erros não apenas de tradução e diagramação como também de conceitos. Estou compilando uma lista com todos os problemas (muuuitos) que encontrei para publicar.
  • Já li quase todos do Head First (versões em inglês, pois a traduzida devolvi na livraria). ... O livro em Português é um lixo! Detonaram a didática do Head First! Conseguiram pegar uma coisa boa e transformar em algo tosco.
  • nesse livro "Use a Cabeça Desenvolvimento de Software - Dan Pilone e Russ Miles" a besta do tradutor teve a coragem de traduzir a palavra DATE para Data (de dias)
  • A primeira coisa que fiz foi devolver o livro, e falei para formalizar minha indignação.
  • comecei a notar que a maioria das traduções dos livros da editora "alta books" é de ruim a pior. Dei uma olhada naquele Head First SQL... putz, traduziram os comandos select update insert e etc. É o cúmulo!
  • OS LIVROS DA SÉRIE HEAD FIRST EM INGLÊS SÃO ÓTIMOS... MAS NA VERSÃO EM PORTUGUÊS É UM LIXO.
  • A alta books deve pagar uma miséria para os tradutores... e isso faz a tradução ficar um lixo.
  • Não recomendo livros traduzidos pela Alta Books. Traduções precárias.
  • Eu comprei há alguns anos um guia da certificação do flash 2004 quando estava me preparando para a prova e traduziram até pedaços do código, hahahaha um verdadeiro lixo.
  • “Use a Cabeça: C#” de Jennifer Greene, Andrew Stellman – Editora Alta Books. ... Lamentável a quantidade de erros na tradução dele.
  • Tem gente (não posso chamar de editora) editando livros da O`Reilly que não consegue traduzir o texto original do inglês. Fica bizarro.
  • A tradução da Alta Books é ridícula. Basta uma folheada rápida para encontrar coisas bizarras como trechos de códigos traduzidos e frases sem pé nem cabeça.
  • Python Guia de Bolso do Mark Lutz, da O’Reilly e publicado no Brasil pela Alta Books. ... Os contras desse livro ficam por conta da edição brasileira. A tradução é péssima, são incontáveis erros.
  • Use a Cabeça! (Head First) HTML com CSS & XHTML - Pra começar, a tradução é péssima. A Alta Books, que é a editora do livro, fez um trabalho extremamente descuidado na tradução, o que não me surpreendeu, já que o único outro livro traduzido que eu tenho deles, o Use a Cabeça! Java, também tem uma tradução sofrível.
  • Como exemplo deste péssimo trabalho de tradução, eu posso citar nomes de elementos sendo traduzidos, sendo o elemento head o campeão no número de ocorrências. Outro erro bizarro está nos exemplos de regras do CSS. A extrema maioria delas não possuem um par de chaves tradicional, ou seja, { e }, e sim um bisonho par de chaves { e {.
  • Uma dica para quem se interessou pelo livro: compre a versão original e se livre de uma péssima tradução.
  • A versão brasileira do livro é MUITO ruim. Traduções ao pé da letra, diversos erros de concordância, paginação e afins. Enfim, o que é dito no livro sobre usabilidade, não é visto nele na versão em português. O livro é realmente bom e Steve Krug sabe o que está dizendo, mas eu compraria o original em inglês...
  • a tradução e adaptação pro português foram horríveis.
  • Acho que a tradução do livro deixou a desejar.
  • Por que eu odeio traduções: ... Não acredito que os tradutores sejam tão estúpidos a ponto de errar coisas básicas da língua portuguesa ou que copiar uma fórmula seja tão difícil.
  • adquiri um exemplar traduzido de “the hot shoe diares” de Joe McNally que em português é conhecido por “Os Diários da Luz Sublime", onde abandonei a leitura nas primeiras páginas, por erros crassos de transcrição técnica, que nem um estagiário de fotografia com 6 meses de cursinho de inglês cometeria.
  • comprei o Diários da Luz Sublime e confesso estar perdida nas redundâncias e confusões da tradução. Muito triste!
  • Olá, estou escrevendo com o objetivo de reclamar sobre a tradução de dois livros que vocês publicam, o “Momento do Click: Segredo de um dos maiores fotográfos do mundo” e o “Os Diários da Luz Sublime” ambos do autor e fotográfo Joe Mcnally. Sou fotografo há 5 anos e consumo excessivamente livros sobre o assunto. Esses dois livros são péssimos, não pelo conteúdo (pois já tive a oportunidade de conhecer o Joe , e sei a qualidade de seu trabalho) mas pela tradução que parece que foi feita no tradutor do google. Tornarei essa minha critica pública, pois espero que nenhum fotógrafo, seja amador ou profissional, consuma essas enganações.
  • estes dois livros do Joe Mcnally ... A tradução é ruim demais.
  • É horrível perder a credibilidade na edição que começamos a ler. Tradutores nem sempre “são do ramo” e não conhecem a linguagem especifica. Mesmo lamentável. Agora, esse Arcanjo Gabriel eles inventaram na hora, né?
  • está parecendo mais uma tradução “eletrônica”, daquelas online que se faz no Google ou Babel Fish…
  • a Editora tem um “email-padrão” para os possíveis reclamões, que agora já sei que não são poucos.
  • A Alta Books não tem apenas o Arcanjo Gabriel como tradutor. O Arcanjo Miguel também é, traduzindo livros de informática.
  • Fui enganado com “A Linguagem de Programação Ruby”, Alta Books, Arcanjo Miguel.
  • Comprei "A Linguagem de Programação Ruby", mesmo tradutor, mesma editora. Um LIXO completo. Fiquei tão aterrorizado que encomendei os meus outros dois livros sobre o assunto diretamente do Amazon, em inglês! Isso é uma vergonha!
  • TODOS os Frommer's que já vi em português por essa editora são assim. A série de guias de viagem mais famosa do mundo tem essa edição/tradução tão absurdamente porca em português e é vendida aqui normalmente. Incrível.
  • Recentemente comprei o livro Código Maravilhoso (Alta Books), tradução do Beautiful Code (O’Reilly). OK, eu quis economizar e dar uma chance para a editora nacional. Foi decepcionante. Eu não consegui ler 3 capítulos do livro. ... Eu literalmente joguei o livro no lixo.
  • Comprei o guia de NY e fiquei lá horas tentando decifrar a linguagem. Acho que no mínimo eles deveriam devolver o dinheiro. Fica aqui o apelo para todos que também ficaram putos com os livros que compraram reclamarem em sites tipo o "reclame aqui" e colocar depoimentos nos maiores sites de venda, assim menos gente vai comprar estes livros.
  • Eu comprei o guia de Nova York "Gaste menos Veja mais" e a tradução é uma belezura de dar gosto. Mandei um e-mail reclamando pra editora e não tive resposta. ... "Se você comprar ou não a metafísica, a Uniqlo é um bom lugar para ver tendência, embora as roupas disponíveis (calças, jeans, blusas, roupas íntimas sejam projetadas no Japão e durarão por uma estação), incluindo centenas de padrões diferentes a preços baixos".
  • comprei vários livros da série "Use a Cabeça" traduzidos pela Altabooks, e pude constatar que os memos possuem erros grosseiros de tradução. Minha impressão é de que a tradução foi feito por um treco chamado Web Translator Pro, e que após a porca tradução foram postos à venda para arrecadar uns trocados.
  • tradução com a marca altabooks nem a pau!!  
  • A versão traduzida da série Head First pela Altabooks deixa de fato a desejar. O principal motivo é a qualidade da tradução que é péssima
  • Já folheei alguns livros da Altabooks e são terríveis. No de padrões de projeto, tem o padrão peso-mosca (flyweight). Num outro livro, "threads" eram "segmentos". E por aí vai.
  • Como confiar em uma editora que além de cometer erros grosseiros de tradução, ainda pula 16 páginas do livro SCJP 1a Ed.?
  • A Altabooks tem muito disso, péssima tradução, páginas faltando e um monte de erratas.
  • a quantidade de erros desanima. Há erros na capa, nos códigos-fonte, de tradução, erros como "Rubi", e tinha até um lembrete do tradutor: "código, não traduzir"!
  • Adestramento de Cães para Leigos: Nunca vi um livro com tantos erros de digitação ( ou de português mesmo?), fora que a tradução deve ter sido feita pelo Google, porque em alguns parágrafos dava para perceber claramente que a idéia dos autores havia sido totalmente modificada pela má tradução.
  • Comprei este livro em português no fim de 2009 e ao ler umas 100 páginas fiquei MUITO BRAVA e fiz contato com a editora reclamando da tradução. Acho uma irresponsabilidade, principalmente porque há ERROS DE TRADUÇÃO que comprometem o sentido do que está sendo dito e prejudicam cães e pessoas que com eles convivem. Devolvi o livro, fiz um puta rolo, escrevi até pra editora original (tiraram o corpo fora total) e comprei o original em inglês. Realmente a tradução é PÉSSIMA. Os caras, depois de uma intensa troca de e-mails, admitiram o trabalho LIXO que fizeram
  • Estão se LIXANDO para os incontáveis animais e pessoas que vão se prejudicar com as informações erradas que estão repassando nessas traduções lixo!
atualizado em 01/08/10

clicio barroso apontou vários problemas num livro sobre otimização de websites, e eu mesma apontei vários problemas no guia frommer's itália.

por outro lado, vejo que a alta books colocou recentemente um anúncio na catho, procurando doze tradutores. tenho minhas dúvidas se esta é a melhor maneira para recrutar bons profissionais. também tenho lá minhas dúvidas se alguém com formação em letras (conforme preferência especificada no anúncio) seria o profissional mais capacitado para textos bastante especializados nas áreas de computação, tecnologia da informação, linguagens de programação, fotografia profissional e assim por diante.


em minha humilde opinião, se a editora não investir a sério em bons tradutores com alguma familiaridade na área, em boas equipes de suporte técnico, num eficiente controle de qualidade nas várias etapas da produção editorial e também num bom atendimento ao cliente leitor, dificilmente vai conseguir melhorar a qualidade de seus produtos e sua imagem no mercado.

em tempo: nada tenho contra ferramentas de auxílio à tradução e programas de tradução automática. são úteis, mas para quem sabe usá-los: como instrumentos, meios para o trabalho, e não como resultados ou fins do trabalho em si.

imagens: freentranslation.com; papilio.wordpress.com
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29/08/2010

história da arte e turismo

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abaixo seguem alguns exemplos extraídos de Frommer's ItáliaGuia Completo de Viagem, Alta Books, tradução (?) atribuída aos nomes de "André Luiz e Ana Paula Laurinovich".

no duomo de modena você encontra:
  • uma tela de um crucifixo que é suportada pelo Lombardino "leões".
quanto à basílica de são marcos:
  • o domo-bulbo e coberto de mosaicos San Marco inspirou-se muito em Constantinopla.
em florença tem-se:
  • uma vista deste Duomo com telhado vermelho, erguido acima de um período de 14 anos de mudanças radicais de design dos Brunelleschi 
  • e a campanile (sino da torre) de Giotto
o duomo de milão apresenta:
  • uma fachada triangular estonteante e centenas de estáatuas, flanqueando a massa, mas aérea, quase fantástico exterior.
na cidade eterna:
  • hoje classistas e arqueólogos vagueiam pelas ruínas, reconjurando a glória de roma.
quanto às colinas palatinas:
  • ao encontrá-las ar elas será difícil de distinguir
já o coliseu era:
  • loucura para alimentação dos leões
pompeia foi redescoberta quando:
  • começou um sistema escavações pelas ruínas ordenadas por Charles de Bourbon

para os enólogos:
  • É fato, que o mais famoso tipo de vinho na Itália (chianti) é diretamente associado com a toscana e onde tem um (normalmente branco) Orviero e um (normalmente vermelho) Torgiano, certamente associa-se com a Umbria.
  • uvas brancas e vermelhas em abundâancia, incluindo tudo, desde as brancas suaves Soaves e pinot grigios até as vermelhas Valpolicellas e merlots.
não deixe de visitar o Vale do Pó, que:
  • sempre foi conhecido por suas vistas lisas [...] produz tudo, desde seco vermelho até espumantes brancos.
o marsala decerto há de ser o vinho mais caro do mundo, pois é:
  • um vinho para sobremesa produzido-a em tonéis de âmbar e rubi.
  • Esta produção tem um ar Britânico, eles compravam frenquentemente, na época do Império Britânico.

hospede-se:
  • neste chique hotel de boutique ... próximo a Piazza del Popolo a apenas três quarteirões dos quartos.
  • Os quartos oferece diversos gadgets high-tech e detalhes pensativos.
e durma:
  • em uma cama quadri-postada na frente de uma lareira de Luiz XVI.
para acordar em meio a:
  • um jardim mura privativo [e] um serviço de espera soberbo
neste hotel:
  • com um senso de entendimento luxuosos
e ricos detalhes:
  • é um retiro na reviera italiana ... e você pode aproveitar a amável piscina do hotel ou uma equipe pode te levar até uma caverna privativa com camarotes que mudam.
  • colunas de bougainvillea em volta de do terraço exterior.
  • Nesta construção do século XIV, que parece uma miniatura do palácio Doge, este pequeno que está em um quarteirão residencial.
  • Você entra através de um enorme chão cheio de antiguidades.

para comer:
  • Fabio Picchi, o proprietário-chefe, serve o mais inovado da cozinha florentina. ... A cozinha impossível de ser vista como uma da moda antiga por não ter um forno e um rolo de massas.
o Antico Martino foi:
  • fundado em 1720 para ser lugar para entrar na nova tendência de tomar café.
fonte: Frommer's Itália, Guia Completo de Viagem, Alta Books, tradução (?) atribuída aos nomes de "André Luiz e Ana Paula Laurinovich". Capítulo disponível no site da editora.

imagens: metal-archives.com; kegel.com; sobreorisco.blogspot.com; clker.com
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almejando altas frases KEI

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(VERY SUN TZU NÃO SEI O QUE ESSE TERMO SIGNIFICA)


agradeço a renan birck pelo link  e a julio jeha por essa pérola à p. 11, cap. I de otimização de website - o guia definitivo, pela editora alta books, com tradução (?) do arcanjo gabriel.

imagem: cabelosempeh
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28/08/2010

desde quando isso é tradução?

isso.

 "Quem foi esse Carlo Bilotti?  você pergunta.[...] Ele passou a sua vida, quando não estava vendendo a Velha Especiaria [...]"

Aaaahn? Alguém por acaso lembra a colônia Old Spice


E o que seria, por favor, "o marcante Apollo de Veio
do século VI a.C. (vestido por uma mudança)"? 

E "o grandemente multilado mais ainda poderoso
Hércules com um veado"?


"O litoral de modo torcido das Rivieras, particularmente o que está esticado desde a fronteira francesa"?

aliás, a editora oferece algumas páginas em pdf, e lá está o conselho para visitar veneza: "Um pouco mais apelativo é a pé ... você não ficará preso no tráfico e o senso de beleza, parada no tempo e declínio devagar da cidade é quase místico".

fonte: frommer's itália - guia completo de viagem, pela editora alta books, aquela mesma que "vende o livro como está". vide o post "sem garantia de qualquer tipo".

eu, como tradutora, fico revoltada que o ofício seja tão vilipendiado. não é crime recorrer a programas de tradução automática, mas entendo que os leitores merecem saber o que estão comprando, e que nenhum ser humano pode ser responsabilizado pela autoria dessas calamidades.*

* outros exemplos podem ser vistos em quando tradução vira loteria.

creio que seria mais correto se as editoras afeitas a traduções automáticas especificassem na página de créditos:
tradução: google translator (ou babelfish, ou babylon, ou o programa que for)
revisão da tradução automática: fulano de tal

a tradução é uma obra intelectual, e o autor de uma tradução é portador de direitos autorais, figura juridicamente protegida. é um contrassenso supor que possam existir direitos autorais sobre um trabalho executado por programas de tradução automática, que por definição descaracterizam e abolem o conteúdo autoral da obra.

ademais, o uso de programas de tradução automática é livre. assim, como poderia uma editora pretender deter os direitos de exploração comercial de uma obra de tradução, se a tradução automática escapa por definição ao conceito jurídico de "obra", conforme estabelecido em todas as legislações referentes aos direitos autorais? a questão é bem mais complexa do que pode parecer à primeira vista.

se eu estiver errada, de bom grado retiro minhas considerações. temo, porém, que esta seja apenas uma amostra de tendências recentes no mundo do livro, e creio que editoras, tradutores e advogados autoralistas poderiam e deveriam se debruçar sobre o problema.
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26/08/2010

"sem garantia de qualquer tipo"

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ando um pouco atropelada, sem tempo de atender devidamente ao blog. espero poder retomar a rotina dentro de dez ou quinze dias.

mas essa, que um prezado leitor mandou, eu não podia deixar passar. trata-se daquela mesma editora, a alta books, que foi objeto de indignação de clício barroso e muita gente mais, e que comentei no post quando tradução vira loteria. gostaria agora de apresentar o padrão da página de créditos utilizada pela referida editora.

o que significa, por favor:
  • Erratas e atualizações: Sempre nos esforçamos para entregar a você, leitor, um livro livre de erros técnicos ou de conteúdo; porém, nem sempre isso é conseguido [...] Sendo assim, criamos em nosso site, http://www.altabooks.com.br/, a seção Erratas, onde relataremos, com a devida correção, qualquer erro encontrado em nossos livros.
  • Avisos e Renúncia de Direitos: Este livro é vendido como está, sem garantia de qualquer tipo, seja expressa ou implícita.
não sou formada em direito, mas tenho a leve impressão de que toda e qualquer empresa que lança qualquer produto no brasil é obrigada, sim senhor, a assumir a responsabilidade pelo produto que fabrica e vende, tanto pela constituição federal quanto pelo código do consumidor. tal seria agora as empresas dizerem que não dão nenhuma garantia pelo produto que vendem! renúncia de direitos?! pffff! mais parece renúncia a suas obrigações, isso sim!

um detalhe curioso, ainda na mesma página desse livro da alta books: "Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 5988 de 14/12/1973" - até onde sei, faz mais de doze anos que a lei 5988/73 deixou de existir, substituída em 19 de fevereiro de 1998 pela lei 9610, a mesma que se encontra atualmente em fase de revisão e em consulta pública.
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25/08/2010

boas entrevistas e um acochambro

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mais entrevistas legais nestes dias:
paulo bezerra em o engenho da tradução, no verbo21
mamede jarouche em das arábias, no blog do petê


já um caso lamentável é o da editora leya poupando seus tostões:
abrasileiramento meio atamancado da tradução de jorge candeias
veja aqui e aqui
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24/08/2010

confissões, santo agostinho 1

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e por fim, entre esses livros que demorei para localizar a tradução que serviu de base para a cópia, estão as confissões de santo agostinho.

a tradução de frederico ozanam pessoa de barros - que aparenta ter sido feita a partir do francês - foi inicialmente publicada em 1961 pela editora das américas (edameris). mais tarde, foi reeditada pela ediouro (em meu volume não consta a data, mas parece ser por volta dos anos 80), naquela coleção de clássicos de bolso que, só de olhar, descolam da lombada, se desmancham e soltam as páginas. 


essa tradução de frederico ozanam (o qual, aliás, também fez uma bela tradução d'a cidade antiga, de fustel de coulanges, autorizando generosamente sua disponibilização no site booksbrasil), aparentemente serviu de base para o volume publicado pela editora martin claret em 2002.




a tradução de ozanam, que aqui reaparece com algumas pitadas de ambrósio de pina, s.j., consta em nome de um fantasmagórico "alex marins". essa edição, aliás, traz entre seus "revisores" o mais incansável trabalhador das letras, pietro nassetti.


o respectivo cotejo será publicado nesses próximos dias. devido a excesso de trabalho, o cronograma do blog se atrasou e estou devendo ainda os exemplos de infiltração em escolas, bibliotecas, artigos e teses das edições espúrias de um jogador de dostoiévski e d'as viagens de marco polo, além do caso da monarquia de dante.
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23/08/2010

marco polo

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outro livro que demorei para localizar a fonte da legítima tradução foi as viagens de marco polo.


algumas pessoas às vezes perguntam como chego a localizar os plágios de tradução ou o que coloca uma primeira pulga atrás de minha orelha. no caso dessa edição da martin claret, foi um detalhe bobo e simples: a tradução, em vez de "grã-cã" e"cã", grafava "gran-khan" e "khan". como aqui no brasil deixamos de usar essa grafia faz muito tempo, pareceu-me curioso que ela aparecesse numa edição do século XXI... a partir daí, achei que talvez valesse a pena tirar a dúvida a limpo.

por fim, acabei encontrando o fio da coisa. essa versão que nos é apresentada como se fosse da autoria de pietro nassetti é, em verdade, uma cópia com levíssimas alterações de uma antiga tradução publicada em 1950 pelo clube do livro, em nome de n. meira.


[essa mesma tradução de n. meira foi reeditada em época mais recente (1983), ainda pelo clube do livro logo antes de encerrar suas atividades, com um prefácio de carlos guilherme mota.]

por outro lado, o próprio clube do livro apresentava algumas bizarrices tradutórias em seu catálogo. a chamada que ocasionalmente vinha na capa e/ou na página de rosto - "tradução especialmente feita para o clube do livro" ou "traduzido especialmente para o clube do livro" - costumava indicar que eram traduções condensadas e/ou adaptações de traduções portuguesas para o português do brasil. neste caso d' as viagens, e em vista da inexistência de qualquer outra referência tradutória a um "n. meira" no gigantesco arquivo de consultas que é o google, não coloco a mão no fogo quanto à sua autenticidade.
 
aliás, a propósito das práticas editoriais adotadas pelo extinto clube do livro, há um livro muito informativo e esclarecedor do prof. john milton, da usp, que recomendo vivamente a quem se interessa pela história da tradução no brasil. chama-se o clube do livro e a tradução, e foi publicado pela edusc em 2002.

mas, voltando às edições em questão, seguem quatro páginas de exemplo, tomadas ao acaso:


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21/08/2010

comunicado

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reproduzo abaixo a mensagem enviada por dr. joão ibaixe jr. em comentário a o nietzsche de erwin theodor:

Prezada Senhora Denise Bottmann

Sem dúvida, é de relevante serviço público a existência de um blog nos moldes do seu, em que casos de plágio venham à tona, para a produção de efeitos corretivos e conscientização sobre a seriedade do trabalho de tradutor. Todavia, gostaria de ponderar que, na presente indicação de suposto plágio, a forma adotada pela senhora indica ao leitor que o autor do plágio seria o Prof. Márcio Pugliesi e não a respectiva editora da obra. Veja que a situação é grave, pois, como a senhora bem sabe o chamado plágio pode constituir infração penal capitulada no artigo 184 do Código Penal Brasileiro. A editora, como pessoa jurídica que é, pelo nosso sistema, não responderia a processo crime desta natureza, sendo apenas responsável pela eventual violação de direitos no âmbito civil. Contudo, se a indicação é dirigida contra uma pessoa física, no caso o Prof. Márcio Pugliesi, ele já poderia sofrer tal acusação. A pergunta que se faz é: seria ela procedente? Mesmo tendo a senhora a cautela de ler e comparar os trabalhos que apontam características de plágio, não seria melhor antes de indicar um possível autor, verificar se o eventual acusado tinha ciência do uso de seu nome? Não seria melhor verificar se houve possibilidade por parte do suspeito de plágio ter tomado providências contra quem eventualmente teria usado seu nome indevidamente? Sabemos que algumas editoras "criam" nomes para relançar traduções consagradas, mas neste caso, o nome do tradutor indicado é alguém de bastante respeito, reconhecido como teórico e professor, além de autor de livros e de outras traduções, usadas por estudiosos sérios e admitidas como bem elaboradas. Além disto, o Prof. Márcio é sim Livre-docente em Direito e Doutor em Direito e em Filosofia, fazendo parte do quadro docente do programa de pós-graduação da PUC-SP. Seria muito difícil acreditar que alguém que tivesse tal posição e possuísse tão boa titulação pretendesse correr o risco de cometer um gesto de eventuais incidências criminosas, além de absolutamente contrário a um quadro moral ao qual sabidamente estão integrados os ditames éticos do Prof. Pugliesi. A situação ainda é grave, pois configura da mesma forma eventual postura criminosa, prevista no artigo 339 do mesmo Código Penal, a conduta daquele que imputa a existência de possível ilícito penal a quem não o praticou. Sendo assim, talvez neste caso a inclinação mais prudente fosse examinar alguns trabalhos do Prof. Márcio Pugliesi, como, por exemplo, seu último livro sobre Teoria do Direito (de sua autoria) ou algumas traduções também de sua lavra - e sobre as quais jamais incidiram qualquer suspeita nem dúvida, por mínima que fosse - como, por exemplo, a tradução de Bobbio, "O positivismo jurídico" (em coautoria), publicada pela Ìcone ou mesmo a de Nietzsche, "Além do bem e do mal", publicada pela Hemus, ou qualquer outra obra das muitas que ele escreveu ou traduziu, para verificar se nestas haveria sinal sequer de qualquer tipo de cópia. Se não houvesse, o que certamente uma análise acurada há de demonstrar, apontar o Prof. Márcio Pugliesi como possível autor de plágio, num blog, o qual é reconhecido por sua seriedade e pelo número de leitores que possui, configuraria, para dizer o mínimo, uma expressão da mais alta leviandade e talvez, complementando a indicação da senhora para simplesmente ele tomar providências contra a editora - como se isso diminuísse a força negativa que certamente tal acusação tem - outras providências legais e legítimas, aí já contra o próprio blog, poderiam eventualmente ser adotadas por ele, vítima que é de todas tais circunstâncias.
não é a mais remota intenção deste blog atacar ou prejudicar quem quer que seja, e o nãogostodeplágio repete que em momento algum acusou o prof. márcio pugliesi da autoria de qualquer plágio que seja. porém, tampouco é intenção deste blog recuar da verdade dos fatos: existe uma obra de nietzsche cuja tradução é atribuída na página de rosto e na ficha catalográfica ao nome do referido professor, numa edição  pela editora madras desde 2005 e em circulação até o presente ano, a qual reproduz notas, comentários e texto de uma antiga tradução dos anos 1940. tais são os fatos, e assim foram apontados por este blog. quanto à apuração das responsabilidades, o nãogostodeplágio entende que cabe aos envolvidos, e de bom grado se prontifica, se porventura chegar a seu conhecimento, a divulgá-la no interesse dos leitores e da verdade. além disso, como demonstração de boa vontade, prontifica-se a proceder à substituição dos indevidos créditos de tradução pelo nome da editora responsável pela publicação, nas menções à obra a origem da tragédia proveniente do espírito da música, com link para este comunicado. em vivo repúdio a tais práticas editoriais, o nãogostodeplágio insiste em seu ponto de vista de que seria altamente desejável a editora madras vir a público esclarecer a questão e apresentar uma errata com os legítimos créditos de tradução da referida obra, e reitera seus vivos votos de que os prejudicados tomem ou tenham tomado as providências cabíveis, assim contribuindo para diminuir a impunidade de tais crimes editoriais e para restaurar a credibilidade das obras de tradução no país.
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leituras

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petê rissatti, a quem invejo muitíssimo por ler, falar, escrever e traduzir do alemão, mantém em seu blog uma seção semanal chamada "conversas entre tradutores". aliás, foi de lá que copiei a imagem abaixo.


são entrevistas breves, muito legais pelo nível das pessoas entrevistadas e também pela variedade das áreas de atuação, não só de tradução editorial. lá estão danilo nogueira e kelli semolini, carol alfaro, heloisa velloso, joão azenha jr., isa mara lando, entre outros mais de primeira linha.
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20/08/2010

açorianos e união latina

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que pena: recebi um comunicado da secretaria da cultura de porto alegre, que organiza o prêmio açorianos de literatura, informando que a categoria de tradução (que já era apenas trienal), foi extinta em 2008.

já o união latina, também trienal, está em sua décima edição.


os finalistas são:

  • Beatriz Perrone-Moisés, com Antropologia estrutural, de Claude Lévi-Strauss
  • Cid Knipel, com História do design gráfico, de Philip Meggs e Alston Purvis
  • Eduardo Brandão, com O paradoxo da moral, de Vladimir Jankélévitch
  • H. May, Rita Santos Pereira, João N. Pinto e Eduardo Rosas, com Ecoagricultura: Alimentação do mundo e biodiversidade, de Jeffrey Mcneely e Sara Scherr
  • Karina Jannini, com Kant – Uma leitura das três críticas, de Luc Ferry
  • Marcelo Rondinelli, com Clássicos da literatura culinária, de Rudolf Trefzer
  • Miriam Bettina Oelsner, com LTI – A linguagem do Terceiro Reich, de Victor Klemperer
  • Renata Bottini, com Chef profissional: Instituto Americano de Culinária
o nome do premiado sairá no dia 22 de agosto, na bienal do livro em são paulo. para conhecer a programação e assistir à mesa-redonda e à premiação, ver aqui.

na mesa-redonda, estaremos ivone benedetti, maurício santana dias, francis aubert, adauri brezolin e eu.

post atualizado

19/08/2010

o locke claretiano



e por aí vai, em muitos milhares de referências no google. será que, além de todos os possíveis enquadramentos legais a que tais irregularidades editoriais poderiam estar sujeitas, nenhum leitor, nenhum pesquisador, nenhum professor, nenhum estudante se deu conta do absurdo histórico e conceitual que seria locke estar falando em cidadãos na inglaterra do final do século XVII?

sobre a copidescada de "alex marins" em cima da tradução de e. jacy monteiro, com cometimentos para disfarçar a cópia que incluíam trocar "súditos" por "cidadãos", ver locke, segundo tratado sobre o governo. 

essa edição, que pouco tem a recomendá-la, encontra-se à venda nas melhores casas do ramo, por exemplo na livraria cultura. 

18/08/2010

boas conversas

a assistente editorial cindy leopoldo é colaboradora no jornal eletrônico publishnews, que trata do mundo do livro. ela mantém uma coluna quinzenal muito interessante, onde mostra por dentro as várias etapas que compõem o processo de produção de um livro, até ficar pronto para o leitor.


conversamos bastante sobre tradução editorial e também sobre esse lamentável problema dos plágios de tradução. a primeira parte da conversa está aqui: investir em tradução.

outras duas matérias recentes e superlegais sobre o ofício de tradução são: a entrevista de alison entrekin à revista época e a longa matéria na revista piauí, com depoimentos de paulo bezerra, rubens figueiredo, boris schnaiderman e bruno gomide.

17/08/2010

locke, segundo tratado sobre o governo

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às vezes leva algum tempo até localizar a fonte de eventuais plágios e apropriações de tradução. foi o caso do segundo tratado sobre o governo, de john locke, em suposta tradução em nome de "alex marins", pela editora martin claret. trata-se de uma obra fundamental, utilizada praticamente em todos os cursos de filosofia, ciência política, história e sociologia. é de se imaginar o grau de infiltração dessa edição adulterada no ensino universitário, sem contar os leitores em geral.



em vista do histórico da editora, da flagrante inexistência de um suposto "alex marins" e do extenso registro de fraudes tradutórias em seu nome, eu tinha algumas suspeitas sobre essa edição.





acabei localizando a fonte de inspiração, ou melhor, de aspiração: trata-se da tradução de e. jacy monteiro, publicada em 1963 pelo extinto ibrasa (instituto brasileiro de difusão cultural).



há algum tempo apontei que duas traduções de jacy monteiro tinham sido apropriadas sob outros nomes pela mesma martin claret: são os contos janet do pescoço torcido e markheim, de robert louis stevenson, documentados respectivamente em graças e desgraças e mais um da galeria nassettiana.

no caso em apreço, tem-se uma cópia disfarçada, com várias adulterações, num "copidesque" cerrado, com arrevesamento sintático de algumas frases, num padrão não muito difícil de identificar, e que faz a pretensa tradução ficar bastante distante do original. as notas, por sua vez, foram integralmente transcritas sem qualquer alteração.

diga-se de passagem que os padrões dessas cópias de tradução da editora martin claret mereceriam um estudo à parte: parece existir uma certa regularidade em função do(s) "revisor(es)" incumbido(s) da tarefa e citado(s) na página de créditos. há desde aqueles que optam por não alterar nada até, no outro extremo, dois ou três que parecem realmente se esmerar no disfarce. talvez não por acaso, o próprio infatigável pietro nassetti costuma aparecer como um desses "revisores" mais empenhados.


as páginas abaixo permitem ver o padrão da "reescrita", a transcrição fiel das notas e, ao mesmo tempo, um tipo de deturpação realmente deletério. refiro-me à troca de "súditos" (traduzindo corretamente subjects) por "cidadãos" ao longo de todo o livro, num anacronismo tanto mais absurdo em se tratando de uma obra de um súdito britânico escrita em 1689, um século antes do surgimento de nosso conceito moderno de cidadão. igualmente inconcebível é substituir o correto "sanção" por um descabido "lei".

 e. jacy monteiro, ibrasa




 

"alex marins", martin claret

 
  


a título ilustrativo, para mostrar como traduções individuais dificilmente se confundem, abaixo segue o trecho correspondente na tradução de magda lopes e marisa lobo da costa (editora vozes).
Capítulo XI

DA EXTENSÃO DO PODER LEGISLATIVO

134. O grande objetivo dos homens quando entram em sociedade é desfrutar de sua propriedade pacificamente e sem riscos, e o principal instrumento e os meios de que se servem são as leis estabelecidas nesta sociedade; a primeira lei positiva fundamental de todas as comunidades políticas é o estabelecimento do poder legislativo; como a primeira lei natural fundamental, que deve reger até mesmo o próprio legislativo, é a preservação da sociedade e (na medida em que assim o autorize o poder público) de todas as pessoas que nela se encontram. O legislativo não é o único poder supremo da comunidade social, mas ele permanece sagrado e inalterável nas mãos em que a comunidade um dia o colocou; nenhum edito, seja de quem for sua autoria, a forma como tenha sido concebido ou o poder que o subsidie, tem a força e a obrigação de uma lei, a menos que tenha sido sancionado pelo poder legislativo que o público escolheu e nomeou. Pois sem isso faltaria a esta lei aquilo que é absolutamente indispensável para que ela seja uma lei, ou seja, o consentimento da
sociedade, acima do qual ninguém tem o poder de fazer leis*; exceto por meio do seu próprio consentimento e pela autoridade de alguém, mesmo em virtude dos vínculos mais solenes, termina afinal neste poder supremo e é dirigida por aquelas leis que ele adota; jamais um membro da sociedade, pelo efeito de um juramento que o ligaria a qualquer poder estrangeiro ou a qualquer poder subordinado na ordem interna, pode ser dispensado de sua obediência ao legislativo e agir por sua própria conta; da mesma forma, também não é obrigado a qualquer obediência contrária às leis adotadas, ou que ultrapasse seus termos; seria ridículo imaginar que um poder que não é o poder supremo na sociedade, possa se impor a quem quer que seja.

135. O poder legislativo é o poder supremo em toda comunidade civil, quer seja ele confiado a uma ou mais pessoas, quer
seja permanente ou intermitente. Entretanto, Primeiro: ele não é exercido e é impossível que seja exercido de maneira absolutamente arbitrária sobre as vidas e sobre as fortunas das pessoas. Sendo ele apenas a fusão dos poderes que cada membro da sociedade delega à pessoa ou à assembléia que tem a função do legislador, permanece forçosamente circunscrito dentro dos mesmos limites que o poder que estas pessoas detinham no estado de natureza antes de se associarem em sociedade e a ele renunciaram em prol da comunidade social. Ninguém pode transferir para outra pessoa mais poder do que ele mesmo possui; e ninguém tem um poder arbitrário absoluto sobre si mesmo ou sobre qualquer outro para destruir sua própria vida ou privar um terceiro de sua vida ou de sua propriedade. Foi provado que um homem não pode se submeter ao poder arbitrário de outra pessoa; por outro lado, no estado de natureza, o poder que um homem pode exercer sobre a vida, a liberdade ou a posse de outro jamais é arbitrário, reduzindo-se àquele a ele investido pela lei da natureza, para a preservação de si próprio e do resto da humanidade; esta é a medida do poder que ele confia e que pode confiar à comunidade civil, e através dela ao poder legislativo, que portanto não pode ter um poder maior que esse. Mesmo considerado em suas maiores dimensões, o poder que ela detém se limita ao bem público da sociedade**. É um poder que não tem outra finalidade senão a preservação, e por isso nunca tem o direito de destruir, escravizar ou, intencionalmente,
empobrecer os súditos. As obrigações da lei da natureza não se extinguem na sociedade, mas em muitos casos elas são delimitadas mais estritamente e devem ser sancionadas por leis humanas que lhes anexam penalidades para garantir seu cumprimento. Assim, a lei da natureza impõe-se como uma lei eterna a todos os homens, aos legisladores como a todos os outros. As regras às quais eles submetem as ações dos outros homens devem, assim como suas próprias ações e as ações dos outros homens, estar de acordo com a lei da natureza, isto é, com a vontade de Deus, da qual ela é declaração; como a lei fundamental da natureza é a preservação da humanidade, nenhuma sanção humana pode ser boa ou válida contra ela.

136. Segundo: O legislativo, ou autoridade suprema, não pode arrogar para si um poder de governar por decretos arbitrários improvisados, mas se limitar a dispensar a justiça e decidir os direitos do súdito através de leis permanentes já promulgadas*** e juízes autorizados e conhecidos. Como a lei da natureza não é uma lei escrita, e não pode ser encontrada em lugar algum exceto nas mentes dos homens, aqueles que a paixão ou o interesse incitam a mal citá-la ou a mal empregá-la não podem ser tão facilmente convencidos de seu erro na ausência de um juiz estabelecido. Por isso ela não serve, como deveria, para determinar os direitos e delimitar as propriedades daqueles que vivem sob sua submissão, especialmente onde cada um é também seu juiz, intérprete e executor, e além disso em causa própria; aquele que tem o direito do seu lado não dispõe,em geral, senão de sua energia pessoal, que não tem força suficiente para defendê-lo das injustiças ou para punir os delinqüentes. Para evitar esses inconvenientes que desorganizam suas posses no estado de natureza, os homens reuniram-se em sociedades em que eles dispõem da força conjunta de toda a sociedade para proteger e defender suas propriedades, e que eles podem delimitar segundo regras permanentes que permitem a cada um saber o que lhe pertence. Foi com esta finalidade que os homens renunciaram a todo o seu poder natural e o depuseram nas mãos da sociedade em que se inseriram, e a comunidade social colocou o poder legislativo nas mãos que lhe pareceram as mais adequadas; ela o encarregou também de governá-los segundo leis promulgadas, sem as quais sua paz, sua tranqüilidade e seus bens permaneceriam na mesma precariedade que no estado de natureza.

* “Como o poder legítimo de legislar para comandar sociedades humanas inteiras pertence, como propriedade particular, a estas mesmas sociedades em sua totalidade, cada vez que um príncipe ou um potentado da terra, seja de que espécie for, o exerce por sua própria iniciativa e não por delegação expressa imediata e pessoalmente recebida de Deus, ou por qualquer mandato que emana desde o início do consentimento daqueles sobre os quais ele legisla, isso não é melhor que uma mera tirania. Portanto, as leis não têm valor se não recebem a aprovação pública” (Hooker, Eccl. Pol., liv. i, sec. 10). “Sobre este ponto, então, devemos observar que tais homens não têm por natureza o poder completo e perfeito para comandar multidões humanas inteiras, e por isso não poderemos depender das ordens de ninguém se de alguma maneira não consentirmos nisso. Nós aceitamos ser comandados quando a sociedade de que fazemos parte consentiu ela própria, em qualquer época passada, sem revogar depois este consentimento através do mesmo acordo universal. “As leis humanas, sejam de que tipo forem, podem portanto ser adotadas através do consentimento” (Hooker, ibid.).
** “As sociedades públicas repousam sobre duas fundações; a primeira é uma inclinação natural pela qual todo homem deseja a vida social e a companhia; a segunda é uma ordem, estabelecida em termos expressos ou secretos, que regulamenta as modalidades de sua união na vida comum.Esta última constitui o que chamamos de direito de uma comunidade social, a verdadeira alma de um corpo político, do qual este direito anima e mantém unidos os elementos e os coloca em funcionamento em todas as atividades requeridas pelo bem público. As leis políticas, regidas por uma ordem e uma organização externas entre os homens, nunca são estruturadas como deveriam, amenos que se presumisse que a vontade do homem fosse intimamente obstinada, rebelde e adversa a qualquer obediência às leis sagradas de sua natureza; em resumo, a menos que se presumisse que o homem, considerado por seu espírito depravado, não valesse mais que um animal selvagem; apesar disso, as leis prevêem disposições próprias para orientar, externamente, os atos humanos, a fim de que eles não prejudiquem o bem comum, em vista do qual as sociedades são instituídas. Do contrário, elas não seriam perfeitas” (Hooker, Eccl. Pol., liv. i, sec. 10).

*** “As leis humanas desempenham o papel de critérios com respeito aos homens cujas ações elas regulamentam, mas estes critérios não são submetidos a regulamentos mais altos que regem sua apreciação; estas leis são duas – a lei de Deus e a lei da natureza; portanto, as leis humanas devem estar de acordo com as leis gerais da natureza e não contradizer nenhuma lei positiva da Escritura, senão elas estão mal feitas” (Hooker, Eccl. Pol., liv. iii, sec. 9); “Constranger os homens a atos inconvenientes parece irracional” (ibid., liv. i, sec. 10)

o original de locke se encontra disponível na internet, por exemplo aqui.

imagem: emoticon, google images
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