31 de ago de 2010

última chamada!!!

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não esqueça: hoje é o último dia para dar sua opinião, crítica, contribuição à proposta de modernização da lei de direito autoral 9610/98, que está em consulta pública.
  • se você acha que 70 anos após a morte do autor é muito tempo para que uma obra entre em domínio público, vá lá e diga isso.
  • se você acha que os estudantes podem ou devem ter direito de tirar xerox de páginas indicadas em sua bibliografia de curso (sendo que um percentual do valor do xerox segue para a editora detentora dos direitos sobre a obra), vá lá e apoie a proposta.
  • se você acha que acervos públicos podem digitalizar suas obras e preservá-las em formato digital, vá lá também.
  • se você acha que obras órfãs e abandonadas deveriam poder ser reeditadas por qualquer editora interessada, deveriam poder ser livremente digitalizadas e disponibilizadas para a sociedade, vá lá e diga isso também.
  • se você acha que a lei de direito autoral deve respeitar explicitamente nossa constituição e os direitos do consumidor, vá lá e dê seu apoio.
  • é contra o jabá? vá lá e diga.
  • quer poder transferir o conteúdo de seu cd para seu mp3? quer escanear seu livro ou um livro emprestado em casa? então vá lá e diga isso também.
o endereço é http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/consulta/ - há muito material no site, muitos artigos, muitos esclarecimentos.

para participar da consulta, precisa se cadastrar, e é a coisa mais simples do mundo: http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/wp-login.php?action=register

tire uma horinha de seu tempo, leia com calma e dê sua contribuição. é muito importante.

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30 de ago de 2010

cats e ptas

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para essa doideira, essa maluquice, essa irresponsabilidade editorial de transgooglear um texto qualquer e apresentar o conteúdo gerado como se fosse uma tradução, recomendo vivamente, urgentemente, prementemente, sem desculpa, sem choro nem vela, que os respectivos portadores e divulgadores de tais distorções antiprofissionais, antimentais e antileitorais aprendam um pouco sobre ferramentas de auxílio à tradução (os famosos gatos que não devem ser confundidos com os programas de tradução automática) e os próprios ptas da vida.

não uso, mas quem usa, sabe, conhece e domina o assunto dá boas dicas. o mais famoso e completo: tradutor profissional, de danilo nogueira, o qual não acredita em minha obstinada ignorância computácio-instrumental, o que não impede que a gente se entenda e se respeite. devem existir muitos outros bem legais, mas por ora fico devendo.

posts relacionados:
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tradução não é pafpuf

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depois de ver alguns problemas críticos envolvendo traduções publicadas pela editora alta books, resolvi dar uma pesquisada na internet. fiquei abismada com a quantidade de protestos e reclamações de leitores na rede, sobretudo (mas não só) nas áreas de computação e tecnologia da informação. fiz um breve apanhado e as opiniões parecem mais ou menos unânimes:
  • Há algum tempo comprei o SCJP e ao iniciar meu estudo por este livro, decidi jogá-lo fora, pois não dava para compreender nada tamanha era a quantidade de erros grosseiros do livro.
  • Realmente a altabooks e uma %$#@@! comprei alguns livros deles e to me arrependendo demais, atualmente estou lendo o Analise e Projeto Orientado a Objeto e tem varios erros toscos mesmos
  • Acho uma falta de respeito conosco que dependemos de um material de boa qualidade para nos mantermos atualizados, e a AltaBooks cometer este tipo de crime: imprime de qualquer jeito que está bom de mais. Revisar? Para que? Não precisa!
  • O pior de tudo sao as concessoes de tradução que a editora pega e impede que outra editora lance os mesmos livros com um tradução decente. imagina a perda para quem nao sabe inglês?? uma serie Otima como a USE A CABEÇA perdida
  • Existe algum convênio entre a editora do livro original e a nacional? Se sim, acho que as reclamações deveriam ser dirigidas à O'Reilly
  • concordo com a sugestão de denunciar a baixa qualidade do material produzido e se possível a proibição de novos exemplares
  • Além de inexplicavelmente eles acabarem com a formatação do livro (retiram margens, tabelas, mexem nos códigos, diagramas), as traduções são medíocres. Tem trechos que não resta dúvida que foi feito com tradutor automático.
  • Eu vi vários erros no livro. Tem erros ridículos! Erros q qm conhece o mínimo da linguagem não cometeria!
  • enviei um email para a editora descrevendo os erros que encontrei, e eles se limitaram a enviar uma “pequena” errata – a primeira versão, provisória, tem 3 páginas completas!
  • O conteúdo do livro é muito bom. Só tenho elogios ao autor. Infelizmente a tradução/grafia é ruim. É difícil acreditar que o livro tenha passado por uma avaliação final nesta edição em português. Aliás, coitado do nosso português. Lembra aquela tradução feita por programas de internet. Pior, com erros grosseiros na construção das frases.
  • Nota zero para editora alta books. Livro sem 17 páginas!!!!! Controle de qualidade: zero! Dor de cabeça para trocar: mil!
  • na leva de livros q tratavam de EJB 3, estava o EJB3 em ACAO, lancado pela Altabooks, o livro comecou com erros horriveis, e foi piorando, piorando e piorando.
  • Poderiamos organizar um envio de reclamações em massa a editora para quem sabe ver se eles acordam para o publico que estao perdendo
  • A Editora Alta Books é especialista em fazer traduções absurdas. Nunca mais compro livros dessa editora vagabunda. Tenho dois livros da série “Use a cabeça” recheados de inúmeros erros de traduções. Só pra citar um: DRY, que é uma sigla para “Don’t Repeat Youself”, virou SECO!!!
  • Quero manifestar a minha grande indignação com os erros de tradução, revisão e qualidade das imagens impressas no livro em português Certificação Sun Para Programador Java 6 Guia de Estudo
  • Livro “A arte do Desenvolvimento Ágil”: bacana, porém com tradução de merda
  • Recentemente terminei de ler o livro “A Arte do Desenvolvimento Ágil”, de James Shore e Shane Warden, publicado aqui no Brasil pela Alta Books. ... Um livro excelente com um trabalho de revisão e tradução que é um LIXO
  • Em alguns pontos, são feitas traduções literais que chegam ao ridículo. Por exemplo: o que você acha que é um “desenvolvimento em 10 minutos”? Respondo: “Ten Minute Build”. E esta é apenas uma das pérolas que encontrei.
  • Na realidade, o trabalho de tradução e revisão do livro é tão porco que em alguns momentos preferi consultar algumas das palavras que encontrei no site da O’Reilly para ver se REALMENTE eram o que eu estava pensando.
  • Sinceramente, dada a péssima qualidade de TODAS traduções (e diagramações também) da Alta Books, já pensei em denunciar à O’Reilly o quanto o trabalho deles perde em qualidade aqui no Brasil.
  • Total falta de respeito aos leitores brasileiros!!! Estava pensando em comprar o livro Use a cabeça SQl, mas quando li o primeiro capítulo que estava disponível gratuitamente, me senti desrespeitada!
  • Comprei “A Linguagem de Programação Ruby” maleporcamente traduzido por um “Arcanjo Miguel” (provavelmente um pseudônimo – eu também me envergonharia) e revisado por duas pessoas (uma dessas revisões foi técnica!).
  • Acabo de mandar um e-mail para a Alta Books… INSUBISTITUÍVEIS e ESTABEZEU-SE estão entre as pérolas do Meditação para Leigos…
  • Este livro, o Profissional C# e a Plataforma .NET 3.5 Curso Completo", pode ser bom em inglês, mas a sua tradução em pt-br é uma negação. ... A imagem que fica é que pediram para uma pessoa traduzir sem ela ter a mínima noção de programação!!!
  • Foram Lançados dois livros de Drupal no Brasil: * Desenvolvimento Profissional com o Drupal Vandyk, John K. / Alta Books • Usando Drupal Vários Autores / Alta Books - Porém, isso não é motivo para comemoração para aqueles que não são habituados com inglês. A tradução é de qualidade completamente questionável (estou tentando ser educado). Erros gramaticais também são constantes. O copiar e colar gera diversas aberrações no texto, como trechos repetidos, trechos truncados...
  • Não recebi ainda o Desenvolvimento Profissional com o Drupal, mas como se trata da Alta Books, já tenho certeza que irei receber outra aberração. Digo isso pois já comprei um livro de PHP da mesma editora e quase tenho um infarto lendo-o. Os "capacitados" traduzem até codificação.
  • O conteúdo é bom, principalmente do Desenvolvimento Profissional com o Drupal, mas a tradução é horrível.
  • Há erros grosseiros na tradução, que além disso é muito literal, parece que jogaram no tradutor do Google.
  • Os livros da Alta Books tem as piores traduções que já vi! (Na minha opinião)!
  • Programação em Python 3 - Uma introdução completa à linguagem P Editora Altabooks. Comprei. Traduzido. Como dizem no Twitter, #medo. Custou algo em torno de R$ 70,00. Já deveria ser o primeiro sinal, mas como dizem no mundo opensource, 'ser gratuito não quer dizer que seja ruim'. O segundo sinal deveria ter sido o namorado, que já tinha visto alguns erros de tradução. Mas eu levei em conta os falsos cognatos e coisas assim. Cheguei em casa e comecei a ler. "Erro na introdução é barra..." foi o primeiro pensamento. No capítulo 1, comandos python traduzidos (a is b => a e b , a and b => a e B) e as malditas correções automáticas que transformam letras minúsculas em início de frase em letras maiúsculas (o que gera erro de sintaxe). Comecei a me preocupar, porque conforme lia o capítulo, a idéia que se formava era a de que a tradução tinha sido feita usando o Search&Replace do Word ou um daqueles tradutores automáticos safados.
  • Ainda no capítulo 1, erros de recuo nos programas. Isso é extremamente grave, já que a linguagem Python delimita os blocos de código utilizando o recuo das linhas.
  • esse livro é uma total perda de tempo, dinheiro e paciência. Escrevi um email p/ a editora e, sem a cópia do cupom fiscal da fnac (que não tem cpf nem endereço associado), eles não entregam uma 'edição revisada gratuita' p/ quem caiu na besteira de comprar essa porcaria de livro.
  • o contato na editora confirmou que o tradutor e o revisor técnico fizeram um trabalho nas coxas e deram o aval p/ que o livro fosse p/ impressão "as is". Só por causa disso, desse comportamento de profissional de meia pataca sem ética nenhuma, me dá vontade de escrever os nomes aqui.
  • não existe errata no site, ao contrário do que falam na primeira página do livro.
  • Pelos códigos nota-se que de fato parece que foi traduzido em google tradutor ou coisa parecida.
  • O Google Tradutor não faz uma desse tipo.... To falando, porque peguei o código original (English) e coloquei no tradutor para português e não fez tanto erro
  • Eu tambem comprei essa bosta de livro (2 meses atrás) e realmente é dinheiro jogado fora,com uma péssima tradução, feita as pressas e com preço elevado, paguei 72 reais na Fnac. O que me deixa mais puto que por esse preço esse livro não chega nem perto do que promete e sinceramente espero que alguns desavisados leiam esse post e pensem dez vezes antes de adquirir o mesmo.
  • Escrevi direto p/ editora e ainda mandei uns scans da tradução porca que fizeram com um monte de rabisco meu.
  • a tradução de "Use a Cabeça! Java" é horrível, repleta de erros não apenas de tradução e diagramação como também de conceitos. Estou compilando uma lista com todos os problemas (muuuitos) que encontrei para publicar.
  • Já li quase todos do Head First (versões em inglês, pois a traduzida devolvi na livraria). ... O livro em Português é um lixo! Detonaram a didática do Head First! Conseguiram pegar uma coisa boa e transformar em algo tosco.
  • nesse livro "Use a Cabeça Desenvolvimento de Software - Dan Pilone e Russ Miles" a besta do tradutor teve a coragem de traduzir a palavra DATE para Data (de dias)
  • A primeira coisa que fiz foi devolver o livro, e falei para formalizar minha indignação.
  • comecei a notar que a maioria das traduções dos livros da editora "alta books" é de ruim a pior. Dei uma olhada naquele Head First SQL... putz, traduziram os comandos select update insert e etc. É o cúmulo!
  • OS LIVROS DA SÉRIE HEAD FIRST EM INGLÊS SÃO ÓTIMOS... MAS NA VERSÃO EM PORTUGUÊS É UM LIXO.
  • A alta books deve pagar uma miséria para os tradutores... e isso faz a tradução ficar um lixo.
  • Não recomendo livros traduzidos pela Alta Books. Traduções precárias.
  • Eu comprei há alguns anos um guia da certificação do flash 2004 quando estava me preparando para a prova e traduziram até pedaços do código, hahahaha um verdadeiro lixo.
  • “Use a Cabeça: C#” de Jennifer Greene, Andrew Stellman – Editora Alta Books. ... Lamentável a quantidade de erros na tradução dele.
  • Tem gente (não posso chamar de editora) editando livros da O`Reilly que não consegue traduzir o texto original do inglês. Fica bizarro.
  • A tradução da Alta Books é ridícula. Basta uma folheada rápida para encontrar coisas bizarras como trechos de códigos traduzidos e frases sem pé nem cabeça.
  • Python Guia de Bolso do Mark Lutz, da O’Reilly e publicado no Brasil pela Alta Books. ... Os contras desse livro ficam por conta da edição brasileira. A tradução é péssima, são incontáveis erros.
  • Use a Cabeça! (Head First) HTML com CSS & XHTML - Pra começar, a tradução é péssima. A Alta Books, que é a editora do livro, fez um trabalho extremamente descuidado na tradução, o que não me surpreendeu, já que o único outro livro traduzido que eu tenho deles, o Use a Cabeça! Java, também tem uma tradução sofrível.
  • Como exemplo deste péssimo trabalho de tradução, eu posso citar nomes de elementos sendo traduzidos, sendo o elemento head o campeão no número de ocorrências. Outro erro bizarro está nos exemplos de regras do CSS. A extrema maioria delas não possuem um par de chaves tradicional, ou seja, { e }, e sim um bisonho par de chaves { e {.
  • Uma dica para quem se interessou pelo livro: compre a versão original e se livre de uma péssima tradução.
  • A versão brasileira do livro é MUITO ruim. Traduções ao pé da letra, diversos erros de concordância, paginação e afins. Enfim, o que é dito no livro sobre usabilidade, não é visto nele na versão em português. O livro é realmente bom e Steve Krug sabe o que está dizendo, mas eu compraria o original em inglês...
  • a tradução e adaptação pro português foram horríveis.
  • Acho que a tradução do livro deixou a desejar.
  • Por que eu odeio traduções: ... Não acredito que os tradutores sejam tão estúpidos a ponto de errar coisas básicas da língua portuguesa ou que copiar uma fórmula seja tão difícil.
  • adquiri um exemplar traduzido de “the hot shoe diares” de Joe McNally que em português é conhecido por “Os Diários da Luz Sublime", onde abandonei a leitura nas primeiras páginas, por erros crassos de transcrição técnica, que nem um estagiário de fotografia com 6 meses de cursinho de inglês cometeria.
  • comprei o Diários da Luz Sublime e confesso estar perdida nas redundâncias e confusões da tradução. Muito triste!
  • Olá, estou escrevendo com o objetivo de reclamar sobre a tradução de dois livros que vocês publicam, o “Momento do Click: Segredo de um dos maiores fotográfos do mundo” e o “Os Diários da Luz Sublime” ambos do autor e fotográfo Joe Mcnally. Sou fotografo há 5 anos e consumo excessivamente livros sobre o assunto. Esses dois livros são péssimos, não pelo conteúdo (pois já tive a oportunidade de conhecer o Joe , e sei a qualidade de seu trabalho) mas pela tradução que parece que foi feita no tradutor do google. Tornarei essa minha critica pública, pois espero que nenhum fotógrafo, seja amador ou profissional, consuma essas enganações.
  • estes dois livros do Joe Mcnally ... A tradução é ruim demais.
  • É horrível perder a credibilidade na edição que começamos a ler. Tradutores nem sempre “são do ramo” e não conhecem a linguagem especifica. Mesmo lamentável. Agora, esse Arcanjo Gabriel eles inventaram na hora, né?
  • está parecendo mais uma tradução “eletrônica”, daquelas online que se faz no Google ou Babel Fish…
  • a Editora tem um “email-padrão” para os possíveis reclamões, que agora já sei que não são poucos.
  • A Alta Books não tem apenas o Arcanjo Gabriel como tradutor. O Arcanjo Miguel também é, traduzindo livros de informática.
  • Fui enganado com “A Linguagem de Programação Ruby”, Alta Books, Arcanjo Miguel.
  • Comprei "A Linguagem de Programação Ruby", mesmo tradutor, mesma editora. Um LIXO completo. Fiquei tão aterrorizado que encomendei os meus outros dois livros sobre o assunto diretamente do Amazon, em inglês! Isso é uma vergonha!
  • TODOS os Frommer's que já vi em português por essa editora são assim. A série de guias de viagem mais famosa do mundo tem essa edição/tradução tão absurdamente porca em português e é vendida aqui normalmente. Incrível.
  • Recentemente comprei o livro Código Maravilhoso (Alta Books), tradução do Beautiful Code (O’Reilly). OK, eu quis economizar e dar uma chance para a editora nacional. Foi decepcionante. Eu não consegui ler 3 capítulos do livro. ... Eu literalmente joguei o livro no lixo.
  • Comprei o guia de NY e fiquei lá horas tentando decifrar a linguagem. Acho que no mínimo eles deveriam devolver o dinheiro. Fica aqui o apelo para todos que também ficaram putos com os livros que compraram reclamarem em sites tipo o "reclame aqui" e colocar depoimentos nos maiores sites de venda, assim menos gente vai comprar estes livros.
  • Eu comprei o guia de Nova York "Gaste menos Veja mais" e a tradução é uma belezura de dar gosto. Mandei um e-mail reclamando pra editora e não tive resposta. ... "Se você comprar ou não a metafísica, a Uniqlo é um bom lugar para ver tendência, embora as roupas disponíveis (calças, jeans, blusas, roupas íntimas sejam projetadas no Japão e durarão por uma estação), incluindo centenas de padrões diferentes a preços baixos".
  • comprei vários livros da série "Use a Cabeça" traduzidos pela Altabooks, e pude constatar que os memos possuem erros grosseiros de tradução. Minha impressão é de que a tradução foi feito por um treco chamado Web Translator Pro, e que após a porca tradução foram postos à venda para arrecadar uns trocados.
  • tradução com a marca altabooks nem a pau!!  
  • A versão traduzida da série Head First pela Altabooks deixa de fato a desejar. O principal motivo é a qualidade da tradução que é péssima
  • Já folheei alguns livros da Altabooks e são terríveis. No de padrões de projeto, tem o padrão peso-mosca (flyweight). Num outro livro, "threads" eram "segmentos". E por aí vai.
  • Como confiar em uma editora que além de cometer erros grosseiros de tradução, ainda pula 16 páginas do livro SCJP 1a Ed.?
  • A Altabooks tem muito disso, péssima tradução, páginas faltando e um monte de erratas.
  • a quantidade de erros desanima. Há erros na capa, nos códigos-fonte, de tradução, erros como "Rubi", e tinha até um lembrete do tradutor: "código, não traduzir"!
  • Adestramento de Cães para Leigos: Nunca vi um livro com tantos erros de digitação ( ou de português mesmo?), fora que a tradução deve ter sido feita pelo Google, porque em alguns parágrafos dava para perceber claramente que a idéia dos autores havia sido totalmente modificada pela má tradução.
  • Comprei este livro em português no fim de 2009 e ao ler umas 100 páginas fiquei MUITO BRAVA e fiz contato com a editora reclamando da tradução. Acho uma irresponsabilidade, principalmente porque há ERROS DE TRADUÇÃO que comprometem o sentido do que está sendo dito e prejudicam cães e pessoas que com eles convivem. Devolvi o livro, fiz um puta rolo, escrevi até pra editora original (tiraram o corpo fora total) e comprei o original em inglês. Realmente a tradução é PÉSSIMA. Os caras, depois de uma intensa troca de e-mails, admitiram o trabalho LIXO que fizeram
  • Estão se LIXANDO para os incontáveis animais e pessoas que vão se prejudicar com as informações erradas que estão repassando nessas traduções lixo!
atualizado em 01/08/10

clicio barroso apontou vários problemas num livro sobre otimização de websites, e eu mesma apontei vários problemas no guia frommer's itália.

por outro lado, vejo que a alta books colocou recentemente um anúncio na catho, procurando doze tradutores. tenho minhas dúvidas se esta é a melhor maneira para recrutar bons profissionais. também tenho lá minhas dúvidas se alguém com formação em letras (conforme preferência especificada no anúncio) seria o profissional mais capacitado para textos bastante especializados nas áreas de computação, tecnologia da informação, linguagens de programação, fotografia profissional e assim por diante.


em minha humilde opinião, se a editora não investir a sério em bons tradutores com alguma familiaridade na área, em boas equipes de suporte técnico, num eficiente controle de qualidade nas várias etapas da produção editorial e também num bom atendimento ao cliente leitor, dificilmente vai conseguir melhorar a qualidade de seus produtos e sua imagem no mercado.

em tempo: nada tenho contra ferramentas de auxílio à tradução e programas de tradução automática. são úteis, mas para quem sabe usá-los: como instrumentos, meios para o trabalho, e não como resultados ou fins do trabalho em si.

imagens: freentranslation.com; papilio.wordpress.com
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29 de ago de 2010

história da arte e turismo

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abaixo seguem alguns exemplos extraídos de Frommer's ItáliaGuia Completo de Viagem, Alta Books, tradução (?) atribuída aos nomes de "André Luiz e Ana Paula Laurinovich".

no duomo de modena você encontra:
  • uma tela de um crucifixo que é suportada pelo Lombardino "leões".
quanto à basílica de são marcos:
  • o domo-bulbo e coberto de mosaicos San Marco inspirou-se muito em Constantinopla.
em florença tem-se:
  • uma vista deste Duomo com telhado vermelho, erguido acima de um período de 14 anos de mudanças radicais de design dos Brunelleschi 
  • e a campanile (sino da torre) de Giotto
o duomo de milão apresenta:
  • uma fachada triangular estonteante e centenas de estáatuas, flanqueando a massa, mas aérea, quase fantástico exterior.
na cidade eterna:
  • hoje classistas e arqueólogos vagueiam pelas ruínas, reconjurando a glória de roma.
quanto às colinas palatinas:
  • ao encontrá-las ar elas será difícil de distinguir
já o coliseu era:
  • loucura para alimentação dos leões
pompeia foi redescoberta quando:
  • começou um sistema escavações pelas ruínas ordenadas por Charles de Bourbon

para os enólogos:
  • É fato, que o mais famoso tipo de vinho na Itália (chianti) é diretamente associado com a toscana e onde tem um (normalmente branco) Orviero e um (normalmente vermelho) Torgiano, certamente associa-se com a Umbria.
  • uvas brancas e vermelhas em abundâancia, incluindo tudo, desde as brancas suaves Soaves e pinot grigios até as vermelhas Valpolicellas e merlots.
não deixe de visitar o Vale do Pó, que:
  • sempre foi conhecido por suas vistas lisas [...] produz tudo, desde seco vermelho até espumantes brancos.
o marsala decerto há de ser o vinho mais caro do mundo, pois é:
  • um vinho para sobremesa produzido-a em tonéis de âmbar e rubi.
  • Esta produção tem um ar Britânico, eles compravam frenquentemente, na época do Império Britânico.

hospede-se:
  • neste chique hotel de boutique ... próximo a Piazza del Popolo a apenas três quarteirões dos quartos.
  • Os quartos oferece diversos gadgets high-tech e detalhes pensativos.
e durma:
  • em uma cama quadri-postada na frente de uma lareira de Luiz XVI.
para acordar em meio a:
  • um jardim mura privativo [e] um serviço de espera soberbo
neste hotel:
  • com um senso de entendimento luxuosos
e ricos detalhes:
  • é um retiro na reviera italiana ... e você pode aproveitar a amável piscina do hotel ou uma equipe pode te levar até uma caverna privativa com camarotes que mudam.
  • colunas de bougainvillea em volta de do terraço exterior.
  • Nesta construção do século XIV, que parece uma miniatura do palácio Doge, este pequeno que está em um quarteirão residencial.
  • Você entra através de um enorme chão cheio de antiguidades.

para comer:
  • Fabio Picchi, o proprietário-chefe, serve o mais inovado da cozinha florentina. ... A cozinha impossível de ser vista como uma da moda antiga por não ter um forno e um rolo de massas.
o Antico Martino foi:
  • fundado em 1720 para ser lugar para entrar na nova tendência de tomar café.
fonte: Frommer's Itália, Guia Completo de Viagem, Alta Books, tradução (?) atribuída aos nomes de "André Luiz e Ana Paula Laurinovich". Capítulo disponível no site da editora.

imagens: metal-archives.com; kegel.com; sobreorisco.blogspot.com; clker.com
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almejando altas frases KEI

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(VERY SUN TZU NÃO SEI O QUE ESSE TERMO SIGNIFICA)


agradeço a renan birck pelo link, onde está disponível o primeiro capítulo, e a julio jeha por essa pérola à p. 11, cap. I de otimização de website - o guia definitivo, pela editora alta books, com tradução (?) do arcanjo gabriel.

a frase completa diz: "Almejando altas frases KEI com um volume de pesquisa adequado da a você a melhor chance para rankear rapidamente em termos em particular por indo onde os outros não estão competindo. (VERY SUN TZU NÃO SEI O QUE ESSE TERMO SIGNIFICA)"

imagem: cabelosempeh

28 de ago de 2010

desde quando isso é tradução?

isso.

 "Quem foi esse Carlo Bilotti?  você pergunta.[...] Ele passou a sua vida, quando não estava vendendo a Velha Especiaria [...]"

Aaaahn? Alguém por acaso lembra a colônia Old Spice


E o que seria, por favor, "o marcante Apollo de Veio
do século VI a.C. (vestido por uma mudança)"? 

E "o grandemente multilado mais ainda poderoso
Hércules com um veado"?


"O litoral de modo torcido das Rivieras, particularmente o que está esticado desde a fronteira francesa"?

aliás, a editora oferece algumas páginas em pdf, e lá está o conselho para visitar veneza: "Um pouco mais apelativo é a pé ... você não ficará preso no tráfico e o senso de beleza, parada no tempo e declínio devagar da cidade é quase místico".

fonte: frommer's itália - guia completo de viagem, pela editora alta books, aquela mesma que "vende o livro como está". vide o post "sem garantia de qualquer tipo".

eu, como tradutora, fico revoltada que o ofício seja tão vilipendiado. não é crime recorrer a programas de tradução automática, mas entendo que os leitores merecem saber o que estão comprando, e que nenhum ser humano pode ser responsabilizado pela autoria dessas calamidades.*

* outros exemplos podem ser vistos em quando tradução vira loteria.

creio que seria mais correto se as editoras afeitas a traduções automáticas especificassem na página de créditos:
tradução: google translator (ou babelfish, ou babylon, ou o programa que for)
revisão da tradução automática: fulano de tal

a tradução é uma obra intelectual, e o autor de uma tradução é portador de direitos autorais, figura juridicamente protegida. é um contrassenso supor que possam existir direitos autorais sobre um trabalho executado por programas de tradução automática, que por definição descaracterizam e abolem o conteúdo autoral da obra.

ademais, o uso de programas de tradução automática é livre. assim, como poderia uma editora pretender deter os direitos de exploração comercial de uma obra de tradução, se a tradução automática escapa por definição ao conceito jurídico de "obra", conforme estabelecido em todas as legislações referentes aos direitos autorais? a questão é bem mais complexa do que pode parecer à primeira vista.

se eu estiver errada, de bom grado retiro minhas considerações. temo, porém, que esta seja apenas uma amostra de tendências recentes no mundo do livro, e creio que editoras, tradutores e advogados autoralistas poderiam e deveriam se debruçar sobre o problema.
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26 de ago de 2010

"sem garantia de qualquer tipo"

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ando um pouco atropelada, sem tempo de atender devidamente ao blog. espero poder retomar a rotina dentro de dez ou quinze dias.

mas essa, que um prezado leitor mandou, eu não podia deixar passar. trata-se daquela mesma editora, a alta books, que foi objeto de indignação de clício barroso e muita gente mais, e que comentei no post quando tradução vira loteria. gostaria agora de apresentar o padrão da página de créditos utilizada pela referida editora.

o que significa, por favor:
  • Erratas e atualizações: Sempre nos esforçamos para entregar a você, leitor, um livro livre de erros técnicos ou de conteúdo; porém, nem sempre isso é conseguido [...] Sendo assim, criamos em nosso site, http://www.altabooks.com.br/, a seção Erratas, onde relataremos, com a devida correção, qualquer erro encontrado em nossos livros.
  • Avisos e Renúncia de Direitos: Este livro é vendido como está, sem garantia de qualquer tipo, seja expressa ou implícita.
não sou formada em direito, mas tenho a leve impressão de que toda e qualquer empresa que lança qualquer produto no brasil é obrigada, sim senhor, a assumir a responsabilidade pelo produto que fabrica e vende, tanto pela constituição federal quanto pelo código do consumidor. tal seria agora as empresas dizerem que não dão nenhuma garantia pelo produto que vendem! renúncia de direitos?! pffff! mais parece renúncia a suas obrigações, isso sim!

um detalhe curioso, ainda na mesma página desse livro da alta books: "Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 5988 de 14/12/1973" - até onde sei, faz mais de doze anos que a lei 5988/73 deixou de existir, substituída em 19 de fevereiro de 1998 pela lei 9610, a mesma que se encontra atualmente em fase de revisão e em consulta pública.
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25 de ago de 2010

boas entrevistas e um acochambro

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mais entrevistas legais nestes dias:
paulo bezerra em o engenho da tradução, no verbo21
mamede jarouche em das arábias, no blog do petê


já um caso lamentável é o da editora leya poupando seus tostões:
abrasileiramento meio atamancado da tradução de jorge candeias
veja aqui e aqui
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24 de ago de 2010

confissões, santo agostinho 1

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e por fim, entre esses livros que demorei para localizar a tradução que serviu de base para a cópia, estão as confissões de santo agostinho.

a tradução de frederico ozanam pessoa de barros - que aparenta ter sido feita a partir do francês - foi inicialmente publicada em 1961 pela editora das américas (edameris). mais tarde, foi reeditada pela ediouro (em meu volume não consta a data, mas parece ser por volta dos anos 80), naquela coleção de clássicos de bolso que, só de olhar, descolam da lombada, se desmancham e soltam as páginas. 


essa tradução de frederico ozanam (o qual, aliás, também fez uma bela tradução d'a cidade antiga, de fustel de coulanges, autorizando generosamente sua disponibilização no site booksbrasil), aparentemente serviu de base para o volume publicado pela editora martin claret em 2002.




a tradução de ozanam, que aqui reaparece com algumas pitadas de ambrósio de pina, s.j., consta em nome de um fantasmagórico "alex marins". essa edição, aliás, traz entre seus "revisores" o mais incansável trabalhador das letras, pietro nassetti.


o respectivo cotejo será publicado nesses próximos dias. devido a excesso de trabalho, o cronograma do blog se atrasou e estou devendo ainda os exemplos de infiltração em escolas, bibliotecas, artigos e teses das edições espúrias de um jogador de dostoiévski e d'as viagens de marco polo, além do caso da monarquia de dante.
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23 de ago de 2010

marco polo

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outro livro que demorei para localizar a fonte da legítima tradução foi as viagens de marco polo.


algumas pessoas às vezes perguntam como chego a localizar os plágios de tradução ou o que coloca uma primeira pulga atrás de minha orelha. no caso dessa edição da martin claret, foi um detalhe bobo e simples: a tradução, em vez de "grã-cã" e"cã", grafava "gran-khan" e "khan". como aqui no brasil deixamos de usar essa grafia faz muito tempo, pareceu-me curioso que ela aparecesse numa edição do século XXI... a partir daí, achei que talvez valesse a pena tirar a dúvida a limpo.

por fim, acabei encontrando o fio da coisa. essa versão que nos é apresentada como se fosse da autoria de pietro nassetti é, em verdade, uma cópia com levíssimas alterações de uma antiga tradução publicada em 1950 pelo clube do livro, em nome de n. meira.


[essa mesma tradução de n. meira foi reeditada em época mais recente (1983), ainda pelo clube do livro logo antes de encerrar suas atividades, com um prefácio de carlos guilherme mota.]

por outro lado, o próprio clube do livro apresentava algumas bizarrices tradutórias em seu catálogo. a chamada que ocasionalmente vinha na capa e/ou na página de rosto - "tradução especialmente feita para o clube do livro" ou "traduzido especialmente para o clube do livro" - costumava indicar que eram traduções condensadas e/ou adaptações de traduções portuguesas para o português do brasil. neste caso d' as viagens, e em vista da inexistência de qualquer outra referência tradutória a um "n. meira" no gigantesco arquivo de consultas que é o google, não coloco a mão no fogo quanto à sua autenticidade.
 
aliás, a propósito das práticas editoriais adotadas pelo extinto clube do livro, há um livro muito informativo e esclarecedor do prof. john milton, da usp, que recomendo vivamente a quem se interessa pela história da tradução no brasil. chama-se o clube do livro e a tradução, e foi publicado pela edusc em 2002.

mas, voltando às edições em questão, seguem quatro páginas de exemplo, tomadas ao acaso:


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atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.



21 de ago de 2010

comunicado

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reproduzo abaixo a mensagem enviada por dr. joão ibaixe jr. em comentário a o nietzsche de erwin theodor:

Prezada Senhora Denise Bottmann

Sem dúvida, é de relevante serviço público a existência de um blog nos moldes do seu, em que casos de plágio venham à tona, para a produção de efeitos corretivos e conscientização sobre a seriedade do trabalho de tradutor. Todavia, gostaria de ponderar que, na presente indicação de suposto plágio, a forma adotada pela senhora indica ao leitor que o autor do plágio seria o Prof. Márcio Pugliesi e não a respectiva editora da obra. Veja que a situação é grave, pois, como a senhora bem sabe o chamado plágio pode constituir infração penal capitulada no artigo 184 do Código Penal Brasileiro. A editora, como pessoa jurídica que é, pelo nosso sistema, não responderia a processo crime desta natureza, sendo apenas responsável pela eventual violação de direitos no âmbito civil. Contudo, se a indicação é dirigida contra uma pessoa física, no caso o Prof. Márcio Pugliesi, ele já poderia sofrer tal acusação. A pergunta que se faz é: seria ela procedente? Mesmo tendo a senhora a cautela de ler e comparar os trabalhos que apontam características de plágio, não seria melhor antes de indicar um possível autor, verificar se o eventual acusado tinha ciência do uso de seu nome? Não seria melhor verificar se houve possibilidade por parte do suspeito de plágio ter tomado providências contra quem eventualmente teria usado seu nome indevidamente? Sabemos que algumas editoras "criam" nomes para relançar traduções consagradas, mas neste caso, o nome do tradutor indicado é alguém de bastante respeito, reconhecido como teórico e professor, além de autor de livros e de outras traduções, usadas por estudiosos sérios e admitidas como bem elaboradas. Além disto, o Prof. Márcio é sim Livre-docente em Direito e Doutor em Direito e em Filosofia, fazendo parte do quadro docente do programa de pós-graduação da PUC-SP. Seria muito difícil acreditar que alguém que tivesse tal posição e possuísse tão boa titulação pretendesse correr o risco de cometer um gesto de eventuais incidências criminosas, além de absolutamente contrário a um quadro moral ao qual sabidamente estão integrados os ditames éticos do Prof. Pugliesi. A situação ainda é grave, pois configura da mesma forma eventual postura criminosa, prevista no artigo 339 do mesmo Código Penal, a conduta daquele que imputa a existência de possível ilícito penal a quem não o praticou. Sendo assim, talvez neste caso a inclinação mais prudente fosse examinar alguns trabalhos do Prof. Márcio Pugliesi, como, por exemplo, seu último livro sobre Teoria do Direito (de sua autoria) ou algumas traduções também de sua lavra - e sobre as quais jamais incidiram qualquer suspeita nem dúvida, por mínima que fosse - como, por exemplo, a tradução de Bobbio, "O positivismo jurídico" (em coautoria), publicada pela Ìcone ou mesmo a de Nietzsche, "Além do bem e do mal", publicada pela Hemus, ou qualquer outra obra das muitas que ele escreveu ou traduziu, para verificar se nestas haveria sinal sequer de qualquer tipo de cópia. Se não houvesse, o que certamente uma análise acurada há de demonstrar, apontar o Prof. Márcio Pugliesi como possível autor de plágio, num blog, o qual é reconhecido por sua seriedade e pelo número de leitores que possui, configuraria, para dizer o mínimo, uma expressão da mais alta leviandade e talvez, complementando a indicação da senhora para simplesmente ele tomar providências contra a editora - como se isso diminuísse a força negativa que certamente tal acusação tem - outras providências legais e legítimas, aí já contra o próprio blog, poderiam eventualmente ser adotadas por ele, vítima que é de todas tais circunstâncias.
não é a mais remota intenção deste blog atacar ou prejudicar quem quer que seja, e o nãogostodeplágio repete que em momento algum acusou o prof. márcio pugliesi da autoria de qualquer plágio que seja. porém, tampouco é intenção deste blog recuar da verdade dos fatos: existe uma obra de nietzsche cuja tradução é atribuída na página de rosto e na ficha catalográfica ao nome do referido professor, numa edição  pela editora madras desde 2005 e em circulação até o presente ano, a qual reproduz notas, comentários e texto de uma antiga tradução dos anos 1940. tais são os fatos, e assim foram apontados por este blog. quanto à apuração das responsabilidades, o nãogostodeplágio entende que cabe aos envolvidos, e de bom grado se prontifica, se porventura chegar a seu conhecimento, a divulgá-la no interesse dos leitores e da verdade. além disso, como demonstração de boa vontade, prontifica-se a proceder à substituição dos indevidos créditos de tradução pelo nome da editora responsável pela publicação, nas menções à obra a origem da tragédia proveniente do espírito da música, com link para este comunicado. em vivo repúdio a tais práticas editoriais, o nãogostodeplágio insiste em seu ponto de vista de que seria altamente desejável a editora madras vir a público esclarecer a questão e apresentar uma errata com os legítimos créditos de tradução da referida obra, e reitera seus vivos votos de que os prejudicados tomem ou tenham tomado as providências cabíveis, assim contribuindo para diminuir a impunidade de tais crimes editoriais e para restaurar a credibilidade das obras de tradução no país.
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leituras

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petê rissatti, a quem invejo muitíssimo por ler, falar, escrever e traduzir do alemão, mantém em seu blog uma seção semanal chamada "conversas entre tradutores". aliás, foi de lá que copiei a imagem abaixo.


são entrevistas breves, muito legais pelo nível das pessoas entrevistadas e também pela variedade das áreas de atuação, não só de tradução editorial. lá estão danilo nogueira e kelli semolini, carol alfaro, heloisa velloso, joão azenha jr., isa mara lando, entre outros mais de primeira linha.
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20 de ago de 2010

açorianos e união latina

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que pena: recebi um comunicado da secretaria da cultura de porto alegre, que organiza o prêmio açorianos de literatura, informando que a categoria de tradução (que já era apenas trienal), foi extinta em 2008.

já o união latina, também trienal, está em sua décima edição.


os finalistas são:

  • Beatriz Perrone-Moisés, com Antropologia estrutural, de Claude Lévi-Strauss
  • Cid Knipel, com História do design gráfico, de Philip Meggs e Alston Purvis
  • Eduardo Brandão, com O paradoxo da moral, de Vladimir Jankélévitch
  • H. May, Rita Santos Pereira, João N. Pinto e Eduardo Rosas, com Ecoagricultura: Alimentação do mundo e biodiversidade, de Jeffrey Mcneely e Sara Scherr
  • Karina Jannini, com Kant – Uma leitura das três críticas, de Luc Ferry
  • Marcelo Rondinelli, com Clássicos da literatura culinária, de Rudolf Trefzer
  • Miriam Bettina Oelsner, com LTI – A linguagem do Terceiro Reich, de Victor Klemperer
  • Renata Bottini, com Chef profissional: Instituto Americano de Culinária
o nome do premiado sairá no dia 22 de agosto, na bienal do livro em são paulo. para conhecer a programação e assistir à mesa-redonda e à premiação, ver aqui.

na mesa-redonda, estaremos ivone benedetti, maurício santana dias, francis aubert, adauri brezolin e eu.

post atualizado

19 de ago de 2010

o locke claretiano



e por aí vai, em muitos milhares de referências no google. será que, além de todos os possíveis enquadramentos legais a que tais irregularidades editoriais poderiam estar sujeitas, nenhum leitor, nenhum pesquisador, nenhum professor, nenhum estudante se deu conta do absurdo histórico e conceitual que seria locke estar falando em cidadãos na inglaterra do final do século XVII?

sobre a copidescada de "alex marins" em cima da tradução de e. jacy monteiro, com cometimentos para disfarçar a cópia que incluíam trocar "súditos" por "cidadãos", ver locke, segundo tratado sobre o governo. 

essa edição, que pouco tem a recomendá-la, encontra-se à venda nas melhores casas do ramo, por exemplo na livraria cultura. 

18 de ago de 2010

boas conversas

a assistente editorial cindy leopoldo é colaboradora no jornal eletrônico publishnews, que trata do mundo do livro. ela mantém uma coluna quinzenal muito interessante, onde mostra por dentro as várias etapas que compõem o processo de produção de um livro, até ficar pronto para o leitor.


conversamos bastante sobre tradução editorial e também sobre esse lamentável problema dos plágios de tradução. a primeira parte da conversa está aqui: investir em tradução.

Investir em tradução para economizar depois (1/2)

17/08/2010
 
A ordem das minhas colunas talvez pareça caótica para os leitores, mas, usando uma boa resposta de autor, posso afirmar que ela tem uma lógica muito clara – para mim –, que é a seguinte: estou seguindo o trabalho do editorial descrito na coluna de 06/07/2010 com algumas pausas para comentar as reações ao que escrevo.
 
A coluna de hoje é mais uma “de sequência”, falaremos sobre a tradução. Sim, “falaremos”, no plural, porque jamais traduzi e por isso resolvi pedir ajuda a tradutores experientes para que eles pudessem expor sem intermediários as questões de sua área. E hoje teremos aqui Denise Bottmann, do corajoso Não gosto de plágio, que terá sua entrevista dividida em duas partes.
 
Bem, aqui na coluna o centro é o departamento editorial, então tudo é visto em relação a ele. E, para o editorial, a tradução define sozinha grande parte da qualidade de um livro. Mesmo considerando que teremos depois dela ao menos um copidesque, uma revisão técnica e duas revisões tipográficas, sabemos bem que se a tradução for ruim dificilmente teremos um bom livro no final.
 
Vamos lá:
 
Quantos trabalhos em média você faz ao ano?
Depende do tamanho do livro e da complexidade da obra. Levo de 45 a 60 dias para traduzir um livro médio (300 páginas, i.e., cerca de 400 laudas de 2100 toques com espaço) de complexidade média. Em casos excepcionais, atendo a alguma solicitação de urgência da editora, e aí, eventualmente, a coisa vai mais rápido. Assim, em média, dá uns seis, sete livros por ano.
 
O que faz com que você diga “não” a um trabalho?
Basicamente, três ou quatro razões: quando não tenho domínio ou pelo menos um pouco de familiaridade com o assunto da obra; quando os prazos são demasiado estreitos; quando minha “agenda”, por assim dizer, está muito lotada; e eventualmente quando alguma editora meio desatualizada quanto às faixas de remuneração faz propostas de pagamento um tanto inusitadas.
 
E quais são as faixas de remuneração?
Olha, não sei dizer. Curiosamente, parece até ser uma espécie de segredo de estado que o setor gosta de guardar ciosamente. Na verdade, e não é má-vontade, é verdade verdadeira, só sei o que eu recebo. Mas, pelo que posso depreender de algum comentário aqui e ali nos fóruns de tradutores na internet, cheguei a ter notícia de propostas a R$ 20,00 a lauda, e uns dois anos atrás já me ofereceram traduções que iam de R$ 18,00 a 25,00 a lauda. Aí não tem como. Por outro lado, sei de vários tradutores e algumas editoras que trabalham com um X de remuneração mais um percentual Y sobre as vendas. Tradutores muito consagrados e/ou de línguas menos usuais, ao que sei, também têm faixas diferenciadas. Então, pelo que entendo, há um espaço razoável de negociação. Na verdade, na resposta anterior eu me expressei mal: então reformulo – “quando alguma editora apresenta propostas de pagamento um tanto defasadas em relação às faixas de remuneração com que eu pessoalmente trabalho”.
 
Você calcula o prazo necessário de acordo com laudas por dia?
Geralmente a editora, ao oferecer aquela proposta de tradução, já dá uma base dos prazos, que costumam ser mais do que suficientes. Mas pode acontecer que a complexidade do texto seja maior do que eu imaginava, e aí, para ter margem de segurança, aviso a editora e peço que estipulem um prazo mais dilatado. Acho fundamental estabelecer de partida, ou logo no começo, os prazos que atendam à necessidade da editora.
 
Leio em seu blog diversas denúncias de plágio de tradução. Na maior parte das editoras, esse seria um problema a ser detectado e corrigido em seus departamentos editoriais, já que geralmente é ele que contrata e avalia a tradução. Considerando que o editorial costuma ter muito pouco tempo para cada livro e que o processo de fusão ou compra de editoras é bastante frequente (isto é, há editoras que compraram todo o catálogo de outras e não participaram da produção daqueles livros), qual método você considera mais prático para a detecção dessa fraude? Qual o seu método?
Vixe, daria um tratado! Vamos lá: em primeiro lugar, nesses dois anos e meio de pesquisa, cheguei à conclusão de que são relativamente poucas as editoras que lançam mão da “apropriação indébita”, digamos assim, de traduções. E essas poucas aparentam recorrer com certa frequência a tais práticas. Algumas dessas que lançam ou lançavam mão de plágios ou apropriações de traduções alheias até nem existem mais, fecharam, mudaram de razão social ou foram adquiridas por outras editoras. Outras editoras, mediante contato e diálogo, tiveram por bem tirar de circulação e catálogo as edições com problemas, afiançando que poriam fim a tal prática. Digo isso pelo seguinte: minha impressão não é que algum tradutor delinquente esteja ou estivesse impingindo uma fraude à editora. Minha impressão é que, nestes casos, trata-se ou tratava-se de uma opção editorial consciente.
 
Portanto, dificilmente seria “um problema a ser detectado e corrigido em seus departamentos editoriais, já que geralmente é ele que contrata e avalia a tradução”, pois, como disse, tenho a impressão de que seriam casos de políticas empresariais dentro dessas poucas editoras, que evidentemente, portanto, não teriam chegado a contratar qualquer tradução para tais obras. De modo geral, nos contatos que tenho mantido com essas editoras, a explicação que ouvi em vários casos é que a responsabilidade coubera a algum coordenador editorial, supostamente sem o conhecimento do proprietário, e que, atualmente, esse editor nem estaria mais na empresa.
 
Quanto ao método que utilizo, veja uma coisa interessante: a esmagadora maioria dessas obras fraudadas corresponde a obras clássicas, de referência praticamente obrigatória na área de literatura, filosofia e ciências humanas (e, assim, com baixa qualidade gráfica, papel de não muito boa qualidade e a preços populares – mesmo porque o item editorial mais expressivo no custo de um livro é a tradução, até onde sei, e sendo traduções “roubadas” também criam concorrência desleal, ao eliminar um dos principais custos, barateando fraudulentamente suas edições e aumentando suas margens de lucro – atendem a uma enorme demanda que se criou principalmente nas faculdades após 1998, com a proibição da fotocópia pela atual lei de direito autoral).
 
Por um lado, como gosto muito de ler, tenho a sorte de dispor de uma biblioteca razoável em casa, que fomos, meu marido e eu, montando ao longo dos anos. Então, em vários casos, bastava-me comprar o título que me parecia bizarro e consultar edições antigas que tenho em casa. Foi como iniciei meus cotejos. Com o desenvolver das pesquisas de outros títulos, naturalmente tive que começar a procurar edições que não havia em nossa biblioteca. E aí, veja você, quanto à Biblioteca Nacional: que coisa! Muito infelizmente, nem todas as editoras atendem ao que dispõe a Lei do Livro e nem todas enviam exemplares de suas edições para o devido depósito legal e a constante atualização de nosso acervo bibliográfico nacional. Por outro lado, o site da Biblioteca Nacional é bastante eficiente e as consultas eletrônicas fornecem muitos dados do que ela tem em acervo. De modo que as fontes mais completas, digamos assim, para localizar edições antigas são os sites dos sebos ou da própria Estante Virtual.
 
Da mesma maneira como são poucas editoras que lançam mão dessas práticas ilegais e são relativamente poucos os nomes dos falsos tradutores que se repetem em incontáveis obras, também acontece que, como primeiro filtro, são relativamente poucas as editoras saqueadas com mais assiduidade, digamos assim. Por exemplo, entre três ou quatro traduções legítimas de uma mesma obra, que também tenha sido publicada em edição um tanto suspeita, é muito mais provável que, se de fato ocorreu um plágio, tenha sido em cima de uma edição mais antiga ou de uma editora que já encerrou suas atividades do que de uma editora viçosa e expressiva no cenário contemporâneo (embora isso também tenha ocorrido num ou noutro caso).
 
Na maioria, são de fato obras esgotadas há décadas, abandonadas, largadas, que ainda não entraram em domínio público. Assim, selecionando num primeiro filtro essas traduções semiesquecidas de antigas editoras, encomendo os livros e recebo em casa, onde procedo aos cotejos, aí sim, claro, comparando um a um (imagine a fortuna que já gastei e a quantidade de traduções das mesmas obras que tenho em casa!). Mas nem sempre localizo a fonte exata, e aquele livro que me desperta alguma desconfiança fica de lado, para retomar adiante. Foi até curioso, porque entre a semana retrasada e a passada, meio por acaso, localizei três traduções antigas de edições espúrias que fazia uns dois anos que eu não conseguia localizar! Encomendei tudo, as edições antigas já chegaram, comecei a analisar, e, concluindo, passo a publicar no blog. Também costumo fazer um levantamento da presença desses títulos espúrios usados em teses, artigos, programas de curso, editais e licitações públicas para aquisição do governo etc., e publico esses
 
Nos concentrando agora nas boas práticas editoriais, quais deveriam ser incentivadas? Cito como exemplo a inserção do minicurrículo dos tradutores, que acho importante e simples de ser feito pelas editoras.
Mas essa sua ideia de inserção de minicurrículo dos tradutores me parece muito boa: a editora Hedra tem esse hábito, e recentemente a Civilização Brasileira lançou uma edição assim, Papéis inesperados, de Julio Cortázar, em tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht. Até saudei a iniciativa em meu blog. Aliás, parece que a antiga José Olympio tinha esse hábito em sua coleção Fogos Cruzados, dos anos 40 e 50. Pelo menos é o que vejo em alguns exemplares que tenho em casa, e poucos dias atrás publiquei no blog a página referente a Costa Neves, em sua tradução de Um jogador (cuja primeira edição saiu em 1948, se não me engano, e foi “surripiada” por uma editora atual).
 
E algumas editoras, como a Cosac, a Cia. das Letras, a Martins, mantêm um perfil de seus colaboradores em seus respectivos sites, o que também me parece muito legal. Outra boa coisa seria que os sites das livrarias também incluíssem os nomes dos responsáveis pelas traduções nos livros à venda. Quando tive contato com algumas delas, disseram que não colocavam porque nos releasesenviados pelas editoras, que usavam para cadastrar os dados dos livros, não costumavam constar os créditos de tradução. Se isso for verdade, creio que seria legal se todas as editoras pudessem adotar sistematicamente o hábito de dar os devidos créditos. O mesmo em relação a seus próprios sites: quantas editoras não incluem um dado tão fundamental quanto o nome do tradutor! Aliás, por lei, seria obrigatório, até onde consigo entender.
 
Outro aspecto que me preocupa: os livros lacrados em livrarias, bancas etc. Não tenho dúvidas: quando vou comprar algum livro traduzido e ele está lacrado e não consta o nome do tradutor na capa ou na contracapa, peço para abrirem para eu poder saber o que estou comprando. Aliás, acho que este é um ponto que alguma das entidades de tradutores poderia tomar a si, e lutar para que se cumpra a lei.
 
Pessoalmente, estou insistindo com a ABNT para que retifique a norma referente às referências bibliográficas: hoje em dia, o nome do tradutor é classificado na 6023 e na 6029 como dado complementar opcional. Por lei, é dado obrigatório e teria de ser normalizado como essencial.
 
E os contratos de cessão de direitos autorais? O que mudaria neles de acordo com a atual revisão da lei dos direitos autorais?
Os contratos variam de editora para editora, e sempre é possível negociar caso a caso. Tenho acompanhado bastante o debate para a modernização de alguns pontos da atual LDA 9610/98, sobretudo no aspecto do acesso a obras órfãs e esgotadas. Pois o que ficou muito evidente nesse trabalho de pesquisa de plágios de tradução foi que, na imensa maioria dos casos, as traduções copiadas e atribuídas a outrem eram justamente de edições esgotadas há décadas, mas que ainda não ingressaram em domínio público. Então são traduções dos anos 30, 40, 50 das quais ninguém mais se lembra, não estão em DP, e acabam abastecendo espuriamente catálogos de algumas editoras.
 
Além do problema da concorrência desleal que certamente deve afetar as editoras íntegras, vejo isso como uma dilapidação de nosso patrimônio lítero-tradutório (como diz Jorio Dauster, é como violar sepulcros). São traduções esgotadíssimas, antigas, que ficam no que chamo de “limbo editorial” e, em alguns casos, de “baú mofado das editoras”, que infelizmente acabam sendo saqueadas. Até por isso também sou muito favorável a que haja uma redução do período de proteção das obras para que ingressem em domínio público, adotando o recomendado pela Convenção de Berna: no Brasil, atualmente é de 70 anos após a morte do autor (tradutor), sendo que a convenção internacional adotada no Brasil prevê o prazo mínimo de 50 anos post mortem.
 
Quanto a alterações especificas nos contratos de cessão, não observei nenhuma alteração de grande monta. O que vi é que, nesta atual proposta, ficaria claramente especificado no capítulo sobre os contratos de edição que ele se aplica também a tradutores, ilustradores etc. Na prática, para mim não altera muito, ou nada, pois me parece ser uma especificação para os casos de editoras que não fazem contratos de direitos autorais, e sim de prestação de serviços. Não sei quais seriam as editoras com esse tipo de procedimento, mas já ouvi falar sim de um ou outro tradutor que se vê obrigado a emitir nota fiscal ou recibo de prestação de serviços para a editora que encomendou a tradução. Então imagino que este acréscimo na atual LDA visa a esclarecer melhor este aspecto: a obra de tradução tem direitos de autor, e a forma contratual de negociar direitos de autor é por CDA, e não por NF ou RPA, o que me parece bastante evidente.
 
O que também está sendo proposto, e que sinceramente ainda não entendi muito bem, é a recriação da figura da “obra sob encomenda”, que existia na lei de 1973 e foi eliminada na de 1998. Creio que vem bastante vinculada a essa inclusão de um parágrafo explícito com tradutores, ilustradores, repórteres fotográficos, no capítulo dos contratos de edição, e remetendo ao fato de serem obras criadas a partir de uma encomenda: para não recair na ambiguidade de prestação de serviços, empresa de tradução ou CDA, entendo que nesse capítulo da obra sob encomenda fica ali explícito que se trata de um contrato de cessão, junto com um contrato de edição.
 
Acho que pode ser interessante, pois, como disse, conheço casos de tradutores que recebem suas remunerações com descontos de ISS e INSS, que de fato não se aplicariam a um CDA (onde se retém apenas a alíquota de IRPF). Mas ainda não tenho plena clareza se entendi bem e quero ver se antes do prazo final da consulta pública (que vai até dia 31 de agosto) consigo formar uma opinião mais definida.
 
Denise Bottmann, curitibana, 55 anos, historiadora, pesquisadora e tradutora na área de humanidades. Blog: http://naogostodeplagio.blogspot.com


outras duas matérias recentes e superlegais sobre o ofício de tradução são: a entrevista de alison entrekin à revista época e a longa matéria na revista piauí, com depoimentos de paulo bezerra, rubens figueiredo, boris schnaiderman e bruno gomide.