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ando um pouco atropelada, sem tempo de atender devidamente ao blog. espero poder retomar a rotina dentro de dez ou quinze dias.
mas essa, que um prezado leitor mandou, eu não podia deixar passar. trata-se daquela mesma editora, a alta books, que foi objeto de indignação de clício barroso e muita gente mais, e que comentei no post quando tradução vira loteria. gostaria agora de apresentar o padrão da página de créditos utilizada pela referida editora.
o que significa, por favor:
- Erratas e atualizações: Sempre nos esforçamos para entregar a você, leitor, um livro livre de erros técnicos ou de conteúdo; porém, nem sempre isso é conseguido [...] Sendo assim, criamos em nosso site, http://www.altabooks.com.br/, a seção Erratas, onde relataremos, com a devida correção, qualquer erro encontrado em nossos livros.
- Avisos e Renúncia de Direitos: Este livro é vendido como está, sem garantia de qualquer tipo, seja expressa ou implícita.
um detalhe curioso, ainda na mesma página desse livro da alta books: "Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 5988 de 14/12/1973" - até onde sei, faz mais de doze anos que a lei 5988/73 deixou de existir, substituída em 19 de fevereiro de 1998 pela lei 9610, a mesma que se encontra atualmente em fase de revisão e em consulta pública.
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A editora em questão é conhecida por pagar mal aos seus tradutores (cometeria eu uma indiscrição ao dizer que a supracitada costuma oferecer 5 reais por laudas de 2.100 caracteres???).
ResponderExcluirNão me surpreende, portanto, o nível das traduções (vide o artigo "quando tradução vira loteria") nem o fato de que eles não se responsabilizam pelo que publicam!
Mais uma piada do mundinho tradutório"
Denise, talvez a pérola mais graúda de todas seja a página de seu site na qual a Alta se descreve:
ResponderExcluirhttp://altabooks.tempsite.ws/aeditora.php?osCsid=kc1n7u3br06tvj49n8gbsr6hl0
É assim que se cresce no mercado editorial.
Anotaram?
olá, ana: só não virem querendo nos processar pela "indiscrição" ;-)
ResponderExcluirmas aí é o tal faz a fama e deita na cama: se não são 5, que sejam 10 ou 15 - ainda assim seria um escárnio sem tamanho.
mas eu me pergunto: são tradutores? o tal arcanjo miguel ou gabriel? se isso é tradutor, eu me recuso a ser incluída na mesma categoria.
como passar texto em máquina de tradução automática não é traduzir, talvez seja o caso de criar um novo ofício: "googleador" ou "google-transleador" ou "babelfisheiro" ou quais máquinas sejam essas.
agora, a empresa ter o desplante de afirmar publicamente, preto no branco, que não é responsável pelo que vende (ou não dá nenhuma garantia, o que para mim vem a ser mais ou menos o mesmo, para alguns fins práticos, como reclamações de clientes insatisfeitos, p.ex.), achei assim, tipos, como dizer... de uma singeleza que beira o suicídio programado.
mundinho editório, não tradutório!
Acho lamentável que sujeitos com essa postura ganhem a vida imprimindo livros.
ResponderExcluirAliás, se fossem tentar a vida de outra forma com essa mesma postura é bem possível que fossem parar na cadeia.
crime confesso.
Há mais de trinta anos trabalho com livros, de alguma forma: revendo, traduzindo, editando. Ah, já vendi também. Nunca vi algo como não dar garantia ao livro, à escrita, à tradução... não consigo sequer compreender. Assombração sabe pra quem aparece, não é mesmo?
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