29 de jul de 2010

por que sou a favor da revisão da lda XIII

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cito:
Se antes vivíamos numa era de leitura apenas, em que a passividade era regra, hoje com as inúmeras ferramentas que a tecnologia da informação nos oferece, podemos ler, editar, reescrever, alterar, transformar. Basta querer e ter a criatividade necessária. Não é a mesma coisa que fotocopiar páginas e distribuir, é recriar. As leis, criadas na era anterior, não previam isso e não conseguem lidar com esse novo cenário. No máximo, enxugam gelo.

Cecília Meirelles foi engavetada por culpa da lei de direitos autorais que deveria promover sua obra. A briga de seus herdeiros por seu espólio é apenas um dos efeitos colaterais desse regramento anacrônico. Se seus livros estivessem livremente sendo publicados, reeditados, comentados e, sim!, recriados por fãs, todos estaríam ganhando - a autora e sua família, os leitores, a indústria. No caso, seguir a lei foi a pior opção.
em overmundo

imagem: hora do voo

2 comentários:

  1. Anônimo3.8.10

    O que vc entende por "recriação de fã"?

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  2. prezado anônimo: aí teria que ver com o pessoal do overmundo, de onde extraí a citação.

    em meu entendimento, recriações podem ser de vários tipos: reescrever um determinado poema parafraseando o original; fazer uma obra em quadrinhos ou um graphic novel usando a obra original; colocar em prosa algo que originalmente é em verso; fazer montagem com trechos de outros autores favoritos (ou não), e assim por diante.
    e vc, teria outras sugestões de recriações possíveis?

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