26/07/2010

por que sou a favor da revisão da lda VII



A Cinemateca Brasileira fica de mãos amarradas enquanto o tempo destrói o original do filme A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965), de Roberto Santos, adaptação do conto de Guimarães Rosa estrelada por Leonardo Villar, e os herdeiros disputam os valores que querem pela digitalização da obra.

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6 comentários:

  1. Cinco anos sem restaurar por conta própria ou sem autorizar restauração? Pena: perda dos direitos autorais e multa por crime cultural.
    A propósito, a tipificação, como *crime cultural*, de todo e qualquer atentado contra bens culturais, tangíveis ou intangíveis, deveria constar em Lei dos Direitos Autorais e no Código Penal.
    Obra para os legisladores de plantão.

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  2. Não vejo por que a cinemateca precisaria dalguma autorização pra digitalizar os filmes de seu acervo.
    Os herdeiros têm direito sobre a exibição, não sobre o armazenamento, acho.
    (Assisti a esse grande filme há vários anos num cinema universitário.)

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  3. é, mas a obra de guimarães rosa é protegida. se houve cessão ou autorização anterior para o filme, não abrangia a digitalização.
    é um pepino grande que vai abarcar todas as obras anteriores a 2000, quando mal se falava em digitalização. o sérgio rodrigues, do todoprosa, fez uma entrevista interessante com a lúcia riff a este respeito em:
    http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/tres-perguntas-para/lucia-riff-sobre-o-%E2%80%98affair%E2%80%99-wylie-agente-nao-e-editor/

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  4. isto é, mutatis mutandis, pois o que a lúcia riff expõe é a digitalização de livros em forma de ebook para comercialização.

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  5. Mas quantos acordos já foram feitos com herdeiros mais sensatos? é justo prejudicar os direitos de herdeiros "sensatos" por conta da prole malcriada de Roberto Santos?

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  6. prezado anônimo: não se trata de "castigar" os malcriados e acabar sobrando para os "bonzinhos", de maneira nenhuma. trata-se da impotência da sociedade vendo a destruição de obras sem que existam dispositivos de lei que permitam a reprodução para montar acervos e preservar a memória cultural do pais.

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