3 de jul de 2010

o que mais?

complicada a avaliação de noemi jaffe sobre a publicação de eugênio oneguin, de púchkin, na tradução de dário castro alves.

segundo a articulista, a tradução "pode até ser muito boa", mas "é de estranhar" que "a introdução do tradutor ao livro seja tão "pouco informativa".

noemi jaffe tinha lido edmund wilson, que dizia: "Nenhum poeta supera Pushkin - nem mesmo Dante -, pela velocidade, precisão e beleza de sua narrativa. Quanto chão Oneguin cobre em tão pouco espaço! Quanta concisão e ainda quanta facilidade em cada estrofe!"

mas ela ficou aborrecida porque: "Lemos o poema, admiramos a história, as alusões à cultura russa da época e a enorme influência da França sobre a vida de sua elite, percebemos fluência rítmica e poética, mas não entendemos as palavras de Wilson".

como dário castro alves não fez "comentários extensivos sobre detalhes, problemas e soluções do trabalho de tradução, sobre especificidades do próprio poema e da língua russa", o veredito da crítica foi que o livro em português é apenas regular...

será que edmund wilson precisou ler uma extensa introdução do tradutor do poema para o inglês para então ser capaz de apreciar a obra e formular seu juízo?


imagem: ateliê cynthia mello

3 comentários:

  1. tuitadas pertinentes:
    @honkshu: Tradução de Oneguin para português considerada "regular" por não levar articulista pela mãozinha.
    @paduafernandes: Resenha sobre tradução feita por quem não é capaz de avaliá-la. A N. Jaffe deveria ter recusado o trabalho.

    concordo.

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  2. Carlos Baboni13.7.10

    Господи, помилуй

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  3. olá, carlos: senhor, tende piedade, é isso? assim diz meu google translator ;-)

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