18/05/2010

Instituto de Letras UFRGS



MOÇÃO DE APOIO A DENISE BOTTMANN


Há algum tempo vem sendo veiculada, pelos meios de comunicação, a prática de algumas editoras de se apropriar de traduções anteriormente publicadas por outras, trocando o nome do tradutor verdadeiro por outro, quase sempre forjado, fazendo alterações cosméticas e as apresentando como novas. A fim de denunciar tal abuso que, além de ferir a lei de direitos autorais, desfigura o trabalho de muitos profissionais sérios e reconhecidos, constitui concorrência desleal com as editoras que arcam com os custos de tradução das obras e compromete a qualidade do texto desta forma oferecido ao público, a tradutora Denise Bottmann criou um blog com o nome de Não Gosto de Plágio. Sua atividade consiste principalmente em denunciar tal prática, através de transcrições de trechos da tradução original e da “nova”, demonstrando que as diferenças entre elas são insignificantes e, em alguns casos, inexistentes. Por conta disso, já sofreu vários processos. Atualmente está sendo processada pela Editora Landmark, que, numa clara tentativa de intimidação, exige vultosa indenização por pretensos danos morais e materiais e a imediata extinção do blog Não Gosto de Plágio (invocando o “direito de esquecimento”).

Tal processo vem sendo noticiado na imprensa e também no site de algumas editoras que se sentem lesadas por tal prática. Também circulou na internet um abaixo assinado em apoio de Denise Bottmann, redigido pelos tradutores Heloisa Jahn, Jorio Dauster, Ivo Barroso e Ivone Castilho Benedetti, que recolheu cerca de 2900 assinaturas.

Diante dos fatos relatados, o Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em reunião realizada em 13 de abril de 2010, manifesta-se solidário à campanha empreendida por Denise Bottmann em defesa dos direitos dos tradutores de terem seu trabalho reconhecido e respeitado.

Um comentário:

  1. Concordo e apoio sua batalha épica. Denise agora me diz uma coisa por acaso o livro Emboscada no Forte Bragg, de Tom Wof, foi plagiado? É que acabei de ler e me diverti tanto que fiquei pensando será que esta obra foi alterada? Seria uma decepção, talvez ainda seja um trauma de quando descobri que A Divina Comédia foi plagiada.
    Abraços,
    Bruno Figueiredo.

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