27 de abr de 2010

meditações

reproduzo uma informação dada por jefferson maleski em comentário neste blog:


olá novamente, denise.

encontrei a tradução original na qual a madras e a martin claret [parecem ter se inspirado]:

meditações : marco aurélio
tradução e prefácio de lucia miguel pereira
livraria josé olympio editôra, 1957
vale ressaltar que eu estava apenas fazendo um comparativo de qual seria a melhor tradução de meditações para a minha aula de filosofia, [...] mas o fato é que notei palavras antigas repetindo-se nas duas edições. achei coincidência demais, e como já conhecia o seu blog, resolvi te cutucar.
algumas das palavras que me levantaram a suspeita (fauces ao invés de faces e fumo ao invés de fumaça):

cap. 10, VIII
josé olympio - "...suplicam entretanto que os deixem viver até o dia seguinte, para serem entregues às mesmas garras e fauces."

martin claret - "...suplicam todavia que os deixem viver até o dia seguinte, para serem entregues às mesmas garras e fauces."

madras - "...porém suplicam que os deixem viver até o dia seguinte para serem entregues às mesmas garras e fauces."

cap. 10, XXXI
josé olympio - "Dêsse modo aprenderás a não ver nas coisas humanas senão fumo e nada..."

martin claret - "Aprenderás a não ver nas coisas humanas senão fumo e nada, dessa forma,..."

madras - "Aprenderás a ver nas coisas humanas apenas fumo e nada; dessa maneira,..."

pelos trechos acima pode-se ver que [...] as palavras chegaram até a sofrer alguma deturpação de sentido em comparação com a tradução original.

e pensar quantos compraram as edições da madras e martin claret pensando que eram traduções modernas, quando na verdade eram máscaras de uma de 1957!
a informação de jefferson maleski me parece justificar uma pesquisa específica sobre este caso. lúcia miguel-pereira é uma figura destacada de nossa história literária, e não se pode fazer tabula rasa de suas contribuições para a tradução no país. a editora madras já retirou a obra de seu catálogo, e em breve procederei a uma análise comparada entre a edição da josé olympio (lúcia miguel-pereira) e a da martin claret ("alex marins").

ver também:

8 comentários:

  1. Eduardo Marques27.4.10

    Eu tenho esse livro. Cheio de erros. É um atentado à língua portuguesa. Plagiado então...

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  2. Denise;

    Fico pensando. Esses caras não são só criminosos. São é chatos pra c@r%lho. Custa fazer direito? Preguiça e arrogância juntas não valem a refeição.

    Que saco!

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  3. quaquá, verdadíssima, caro refrator! tem horas que não aguento mais, é uma chatice absurda! além do nojo, da revolta, da repugnância quase física, às vezes dá um tédio absolutamente mortal.
    bota chatice nisso!

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  4. desculpem-me os que se sentirem mortalmente lesados em sua honra, com profundos danos morais e que pleiteiam quatrocentos e vinte mil reais por danos materiais e morais, mas caramba!, é de matar qualquer santo de paciência, é de fazer corar qualquer santo de vergonha...

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  5. caro refrator, quero criar um clubinho dos injuriados, topas? caríssimo, exclusivíssimo, mas pelamordideus essa gente já encheu demais, não?

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  6. Um absurdo.
    De qualquer forma, deixo a sugestão ao Jefferson: há uma tradução do Jaime Bruna, lançada pela Cultrix. É bem boa.

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  7. Denise;

    se no clubinho tiver uma mesa de sinuca, cerveja de primeira (AMBEV NÂÂÂÂO!), rolando um Art Blakey ou Cartola (pras horas de boa melancolia); se tiver carteirinha com fotos comprometedoras dos associados, e expulsão sumária de quaisquer que atrasem a vida alheia, levanto o clubinho na mão e na porrada.

    Em outras palavras: vamos, sim, fazer o nosso próprio Centro Acadêmico. Ai, pra hora da boa preguiça.

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  8. Falando em gente chata, li a matéria da Veja sobre um outro tópico, dos que me dóem nos calos. Te dou um docinho se advinhar qual, o que explica por que diabos eu vou fugir pr´Angola... O nível está baixando pra grave, se a metáfora musical me permite.

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