boas festas, feliz 2010 a todos!
o nãogostodeplágio retorna em 11 de janeiro.
Comprei o livro A da editora B, para fazer meu trabalho de conclusão do curso e, para minha surpresa, havia vários erros de concordância, de tradução e de digitação. Enviei um e-mail para o sr. X, alertando-o do problema, mas não obtive resposta. Fiquei realmente indignada, pois comprei o livro e gostaria de ter podido usá-lo para o embasamento do meu trabalho... Resumindo: fui ao tribunal de pequenas causas e, na audiência conciliatória, a editora não quis nenhum acordo. Vamos, então, para a próxima etapa: audiência de instrução e julgamento.não conheço a edição específica que a comentarista mencionou e não me cabe julgar do mérito ou demérito da questão. mas achei fenomenal a iniciativa da moça. se cada leitor que comprasse um livro com vários erros de revisão, digitação e tradução resolvesse reclamar, fosse devolver na livraria ou, como no relato acima, fosse ao tribunal de pequenas causas, creio que em seis meses ou, no máximo, um ano todos poderíamos contar com uma qualidade editorial imbatível no país.
a meu ver, por todos os lados que se olhe a questão, a moça estaria coberta de razão: moralmente, civicamente, culturalmente, economicamente, juridicamente. belo exemplo - e, se non è vero, è ben trovato.
em relação ao episódio da inscrição e seleção de obra póstuma ao arrepio do regulamento da fbn, recebi hoje a seguinte mensagem:
neste ano, o regulamento para a inscrição dos interessados lançou uma novidade: o concurso estava aberto apenas a pessoas físicas, e a inscrição só poderia ser feita diretamente pelo autor, tradutor ou designer, sem intermediação da editora que a houvesse publicado.
quanto a vieira neto, responsável por várias traduções de jules verne publicadas pela matos peixoto, reeditadas pela hemus, pela germape e agora pela cedic e pela leopardo, tratar-se-ia de um antigo amigo seu, já falecido. quanto a gilson césar de souza, tratar-se-ia de um conhecido tradutor do grego e outras línguas, ainda em atividade. finalmente, quanto a dois outros tradutores que assinam traduções no catálogo da germape, a saber, henry dualib e hillary dias, não foi possível obter nenhuma informação.
"[...] será que não seria bom você ouvir tradutor e editora antes de publicar os posts? Há mais coisas entre tradutor e bastidores de editoras do que você imagina..."
o centro difusor de cultura (cedic) é uma editora de minas gerais, com uma linha variada que abrange livros e dvds pedagógicos, bíblicos, artísticos e outros. no segmento de literatura, a editora mantém uma coleção chamada "projeto ler literatura universal".