24 de ago de 2009

mala herba


alguns dias atrás, um leitor deixou um comentário interessante em hard facts, dizendo entre outras coisas:

"Em fevereiro estive [na Livraria Saraiva] e adquiri uma fake-tradução do Mulheres apaixonadas, de D.H.Lawrence, pela Editora Germinal. [...] Bem, a tradução era surrupiada; a 'tradutora' era uma parente da trupe editorial. A Livraria Saraiva se pronunciou da seguinte forma: que o seu trabalho era trazer ao leitor/cliente todos — todos, irrestritamente — os lançamentos e edições existentes no mercado, independentemente da fidedignidade ou procedência."

a atitude da saraiva e de praticamente todas as livrarias, já sabemos, é de se pôr acima do bem e do mal, a despeito do que determina a lei, que atribui às livrarias o papel de responsabilidade solidária com os crimes editoriais. é um gravíssimo problema, que também tem de ser enfrentado e combatido (veja no arquivo livrarias).

mas o que me surpreendeu no comentário foi que as edições da germinal ainda continuem à venda. a germinal praticamente parou de publicar qualquer coisa após a morte de seu fundador, o advogado e jornalista wilson hilário borges, em 2002. até achei que ela tinha encerrado as atividades, mas pelo visto continua distribuindo lixo tóxico pelo país, agora como selo editorial do grupo vervi de assessoria de comunicação. a germinal é um caso triste: tinha sérios problemas editoriais, com diversos plágios de tradução, vários deles publicamente desmascarados anos atrás.

erva daninha é difícil de arrancar. para reavivar a memória, nesses próximos dias farei alguns posts sobre o caso da germinal.

imagem: logo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

comentários anônimos, apócrifos e ofensivos não serão liberados.