5 de ago de 2009

alvoroço

desde julho está um fuzuê nas entidades do livro (cbl, snel, abrelivros, anl etc.). em 2004 o governo federal eliminou a carga tributária sobre o livro e as principais entidades do setor, animadíssimas, assinaram um compromisso que contribuiriam com 1% de suas receitas para um fundo de incentivo à leitura.

enrola pra cá, enrola pra lá, o tal fundo pró-leitura acabou nunca se formando. teve umas iniciativas no setor, umas minutas do governo, mas sempre aquela coisa meio em banho-maria. agora o governo começou a preparar uma papelada para o congresso, para ver se a coisa anda. aí as entidades ficaram algumas meio aflitas, outras meio histéricas.

a. p. quartim de moraes, em fala, tiago!, foi direto: "Resumindo: há quase cinco anos as entidades do livro prometeram e até agora não cumpriram a devida contrapartida à desoneração fiscal. Durante todo esse tempo se beneficiaram de recursos que pertencem a todos nós, a brava gente brasileira. E continuam negaceando. Alguma coisa que ver com ética?"

o snel, na figura da presidenta sônia jardim, chia e avisa que, se depender dele, o acordo vai por água abaixo: "Essa é a posição firme do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. Posição que defenderemos com vigor no Congresso, na imprensa e nos demais fóruns da opinião pública. Aqueles que pensam impor uma medida gravosa, inoportuna e imprópria ao setor do livro não devem ter dúvidas a esse respeito."

galeno amorim, do observatório do livro e da leitura, informa: "A maioria das entidades já se mostra favorável a manter o combinado. Já o Snel promete briga - diz, textualmente, tratar-se de uma nova taxa e que brigará contra ela."

para quem quiser um bom histórico da coisa, vale a pena ler o artigo de felipe lindoso.

imagem: www.delymyth.net

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