7 de abr de 2009

perguntar não ofende

estou tentando entender um pouco melhor esta que a mim parece esdrúxula proposta da anl em fixar o preço do livro em todo o brasil pela sua tabela cheia.

estou com o número de 2.700 livrarias na cabeça, que é a cifra apresentada pela referida associação nacional das livrarias.

vi em seu site a lista das associadas. dei uma contada, são 100. não sou muito boa em aritmética, mas nas minhas contas isso corresponderia a 3,7% do universo das livrarias do país.

então o que significa esta frase no mesmo site: "A Associação, que representa cerca de 65% do setor, através de livrarias de pequeno e médio porte"?

imagem: scratching head, images google

2 comentários:

  1. Anônimo8.4.09

    Prezada, desculpe-me, mas acho que você se equivoca neste post em vários pontos:
    1. A proposta da ANL não é esdrúxula. Ela representa um movimento que vem ocorrendo em vários países, contra o monopólio do mercado editorial, em favor do leitor, da civilidade e da cadeia produtiva do livro (editoras, livrarias e distribuidoras). Sugiro que você visite o site wwww.libre.org.br e leia o texto "Proteger o livro".
    2. Questionar legitimidade de representação da entidade livreira do Brasil não é legal. Isso não resolve os problemas, na verdade o agrava. Fortalece o monopólio e desmerece o movimento que procura organizar minimamente o setor.
    3. Vc poderia, na minha modesta opinião, ter questionado os motivos de quem se coloca contra a Lei do Preço Único. Certamente aí estão os editores de livros didáticos (afinal eles têm o governo como principal comprador e não precisa de livrarias para vender seus livros), os editores descomprometidos com uma política de ampliação do número de pontos de distribuição e venda nem de leitores do país.

    Saudações,

    Rogério Chaves
    Editora Fundação Perseu Abramo
    Membro da diretoria executiva da LIBRE

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  2. prezado rogério:
    agradeço o comentário. lerei com toda a atenção o texto indicado.
    só um esclarecimento: não questionei em momento algum a legitimidade da representação. indaguei sobre os percentuais da representatividade. parece-me uma pergunta bem simples, mas infelizmente não me senti esclarecida com sua resposta.
    quanto aos motivos empresariais dos vários envolvidos, concordo que seria bem melhor se todos apresentassem seus pontos com maior transparência.
    por outro lado, como cidadã leitora, constato que a questão dos plágios e das fraudes editoriais é igualmente acoutada seja pelos defensores, seja pelos opositores do tabelamento do preço do livro. e isso me parece lamentável.

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