8 de mar de 2009

a triste história do livro no brasil

é complicado. peguem-se essas editoras com livros destinados ao grande público, com o discurso barato sobre a pseudodemocratização do livro no país, a nova cultural e a martin claret. [...]

[parte II: a impassibilidade]

outra coisa que não engulo é a impassibilidade de nossos órgãos públicos.

uma hora voltarei com calma a mais um episódio envolvendo algo que parece cheirar a falsidade ideológica de uma dessas editoras junto ao pilatístico monumento nacional do "não tenho nada a ver com isso", encarnado pela gloriosa Agência Brasileira do ISBN, a Fundação Biblioteca Nacional.

a esta relembro a antiqüíssima máxima: poder e responsabilidade caminham juntos.

sra. fbn, se quiser o poder de atribuir isbns, que assuma a responsabilidade inerente a isso.

do contrário, não conseguirá provar ser mais do que uma emperrada, inútil e, na verdade, perniciosa máquina de fazer dinheiro (sim, amigos, pois é preciso pagar cada pedido de isbn), a qual, depois de receber seus pingados nove reais por número, lava as mãos e deixa o povo a ver navios.

queremos livros de verdade! queremos cultura! queremos transparência! queremos honestidade! (cópia devidamente enviada à atenciosa funcionária substituta de algum departamento da fbn que nos mandou vaga consideração a esse respeito, e ao presidente da mesma entidade, dr. muniz sodré)

Publicado por denise bottmann at 21:25 (UTC-3)

originalmente publicado em 22/05/2008, em "assinado-tradutores"

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