24/03/2009

listinha dos plagiados

atualizo a listinha dos tombados à sanha bandoleira conforme vou publicando os cotejos que faço ou os informes que recebo. ela fica em duas partes: uma no cabeçalho do blog e outra num post chamado "outras vítimas", com link em "clique para ver", na coluna da direita.

mas acho que não custa apresentá-la com sua última atualização. muito, muito infelizmente até hoje não consegui tirar nenhum nome. os candidatos mais fortes seriam:

1. joão paulo monteiro, com o leviatã de hobbes garfado pela martin claret sob o nome de "jean melville", para o qual até soltei um foguetinho. segundo o que dra. maria luiza egéa, advogada da martin claret, me disse em setembro do ano passado e me autorizou a usar como fiel informação, sua cliente estaria fechando um acordo com a editora lesada, a martins fontes, e indenizaria o tradutor. de fato a martin claret até publicou outra tradução, mas fez o favor de NÃO retirar o plágio de circulação. tampouco publicou qualquer retificação dos créditos em errata pública, com vistas a esclarecer os leitores que haviam comprado muitas dezenas e dezenas de milhares da fraude. a sociedade, portanto, continua ludibriada em sua boa-fé e atropelada pela incontrolável vigarice da martin claret.

2. luiz costa lima, com o vermelho e o negro de stendhal, garfado pela nova cultural sob o nome de "maria cristina figueiredo da silva" desde 1995, na coleção "os imortais da literatura", até recentemente, nas sucessivas reedições pela coleção "obras-primas", em parceria com o instituto ecofuturo. seu advogado, dr. marco túlio de barros castro, chegou a um acordo com a editora, a qual ressarciu o tradutor e até publicou uma pífia errata na imprensa. o nome de luiz costa lima continua na listinha porque acho que nenhum leitor deve ter visto a retificação e nenhuma biblioteca deve ter se dado conta. calculo por baixo, por baixo, uns 150 mil exemplares assim. como o principal lesado é o leitor, é a sociedade, falta ainda uma verdadeira reparação, substituindo os exemplares fraudados por obras legítimas, e uma errata decente que possa preencher - ah, conselheiro acácio - sua finalidade de errata.

então segue a listinha atualizada até o cotejo de ontem.


adolfo casais monteiro
antônio pinto de carvalho
araújo nabuco
artur morão
bento prado jr.
blásio demétrio
boris schnaiderman
brenno silveira
carlos chaves
carlos porto carreiro
casimiro fernandes
cunha medeiros
de souza fernandes
eça de queiroz
éverton ralph
fernando de aguiar
galeão coutinho
godofredo rangel
hernâni donato
isabel sequeira
jacó guinsburg
jaime bruna
jamil almansur haddad
joão ângelo oliva neto
joão baptista de mello e souza
joão paulo monteiro
joaquim machado
josé augusto drummond
josé duarte
leila v. b. gouvêa
leonel vallandro
leonidas hegenberg
líbero rangel de andrade
ligia junqueira
lívio xavier
luísa derouet
luiz costa lima
manuel odorico mendes
margarida garrido esteves
maria beatriz nizza da silva
maria francisca ferreira de lima
maria helena rocha pereira
maria irene szmrecsányi
mário quintana
moacyr werneck de castro
modesto carone
monteiro lobato
natália nunes
neide smolka
octany silveira da mota
octavio mendes cajado
olinda gomes fernandes
oscar mendes
paulo m. oliveira
péricles eugênio da silva ramos
ricardo iglésias
rodrigo richter
sarmento de beires
sérgio milliet
silvio deutsch
silvio meira
sodré viana
suely bastos
tamás szmrecsányi
vera pedroso
wilson lousada
ymaly salem chammas

alguns desses casos sofreram mais de um saque. por exemplo: monteiro lobato, octavio mendes cajado, paulo m. oliveira, oscar mendes, mário quintana, j.b. mello e souza.

imagem: saphan, pierre reymond, 1578

6 comentários:

  1. Anônimo25.3.09

    Você tem toda razão ao reclamar do plágio. Mas há uma outra questão em jogo que não foi pensada: Os livros da Martin Claret permitem o acesso barato aos livros, e no meu caso, que não possuo muito dinheiro, considero bom poder acessar um maior número de obras com um preço mais barato.

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  2. prezado anônimo: algumas considerações.

    a questão do suposto preço mais barato da claret já foi abordada aqui no blog.

    mas não é bem assim como vc afirma. no caso de várias obras, existem outras edições de outras editoras na mesma faixa de preço e até mais em conta, com boas e legítimas traduções.

    além disso, se a pessoa de fato tiver um mínimo de interesse em ir atrás, os sebos oferecem todos esses títulos em edições baratésimas com excelentes traduções, bem mais baratos que as fraudes da claret.

    ademais, se a pessoa tiver acesso a computador, boa parte das fraudes da claret se encontra disponível na internet para download gratuito.

    na verdade, esse mito de que os livros da claret são mais baratos faz parte da propaganda que ela impinge ao povo faz mais de dez anos.

    vai por mim, corre um pouco atrás que vc vai ganhar, e muito - vai ganhar em cultura, na qualidade do produto e em não se deixar roubar.

    um abraço,
    denise

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  3. Prezado Anônimo,
    e gostaria de lembrar também que essas "traduções" da Claret, como a Denise tem sempre aqui demonstrado por meio de cotejos cuidadosos, trazem erros crassos que deturpam o sentido original do texto. Ao tentar camuflar o plágio, o copidesque da Claret tende a fazer substituições mais ou menos aleatórias de palavras por "sinônimos" que na realidade não o são.
    Portanto, esses livros, por mais baratos que sejam, não valem o que custam, já que trazem textos inexatos, mal escritos, e com erros conceituais.
    Vale a pena investir alguns reais a mais para ter uma tradução correta, que não induz ao erro.
    Joana Canêdo

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  4. Marcos Almeida9.4.09

    Eu não sabia disso sobre a Martin Claret e achei um absurdo, mas confesso que o preço da editora é um grande atrativo.

    Pode até ser que existam outras edições mais baratas, mas eu não vivo em grandes centros como São Paulo, então tenho que contar com as livrarias locais (que cobram bem mais caro), os poucos sebos existentes (com livros em péssimo estado e pra mim que sou alérgico não dá) ou com a internet, mas mesmo assim tem a questão do frete e não dá para avaliar com confiança a qualidade do material de longe. Desperdicei dinheiro certa vez com uma tradução péssima de "O Mundo Perdido". Ao menos os livros da Claret tem uma "aparente" qualidade. Comprei vários ano passado numa promoção, gastei pouco e valeu o investimento.

    Particularmente, nunca gostei de livros baratinhos demais porque tempos depois eu descubro que existem traduções melhores e mais completas. Como exemplo cito a versão de "Moby Dick", da editora Cosac Naify e o "Livro das mil e uma noites", com a tradução de Mamede Jarouche, que são excepcionais! Mas essas traduções de qualidade costumam ser bemmmm mais caras e nem sempre dá pra comprar.

    Além disso, a maioria das pessoas que eu conheço não gosta de ler livros no computador e eu me incluo nisso. Já baixei vários livros da net, mas só li uns 2. Acho chato, desconfortável e dói a vista. Sem falar que os donwloads gratuitos nem sempre são das obras que você está realmente querendo ler, e muita gente acaba fazendo download ilegal...é só ver a quantidade de comunidades no orkut para este fim. E imprimir grandes livros além de ser custoso, vai contra a questão ambiental, até porque o material não vai ser impresso num papel de qualidade para armazenar.

    Enfim, irei pensar duas vezes antes de voltar a comprar da Claret, mas se o preço estiver bom... :) Marcos Almeida

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  5. Por gentileza, você tem mais detalhes sobre o plágio sobre as obras de J. B. de Mello e Souza? É muito interessante para meu trabalho.
    Obrigada,
    Sônia Gabriel

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  6. olá, sônia: o que sei é o que está acima. mas que legal! se puder, compartilhe o que vc localizou quanto às fontes usadas por ele!

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