28 de fev de 2009

a abdr e o trauma por existirem bibliotecas, xeroxes e internet

o cinismo e o corporativismo protofascista da abdr horrorizam:

http://www.abdr.org.br/fotos/pages/cg16-2_jpg.htm
http://www.abdr.org.br/fotos/pages/curitiba2_jpg.htm
http://www.abdr.org.br/fotos/pages/pusp3-4_jpg.htm

na última foto fica evidente o tamanhozinho do capítulo xerocado e o tamanhão do original. só que a abdr usa a polícia com metralhadora para invadir as oficinas de xerox, enquanto protege a martin claret, sua associada. o pior é que a abdr inventou agora uma tal pasta-professor, que é um absurdo sem tamanho, e está tentando vender a idéia como se fosse boa coisa.

pela abdr, nem existiria biblioteca no mundo. imaginem só, pessoas poderem ler livros sem pagar por isso!

fiquei com raiva e mandei essa mensagem no faleconosco da abdr:

"a editora martin claret é a maior pirateadora de livros no país. lesa o mercado editorial com sua concorrência desleal, lesa os tradutores vivos e falecidos, lesa as editoras legítimas titulares dos direitos patrimoniais das obras.
ela sozinha pirateia muito mais do que muitas oficinas de xerox somadas. e além do mais mente: quem paga por um xerox sabe que é xerox. quem compra claret pensa que está comprando coisa que preste, e não sabe que está sendo enganado.
a abdr não pode ser tão corporativista e defender a martin claret enquanto manda a polícia invadir com armas os espaços de escolas e universidades. a abdr não pode abusar da disparidade entre pessoa jurídica e pessoa física, e ficar acoitando pessoas jurídicas fraudulentas em seu quadro de associados. quer dizer, poder pode, mas é feio pra danar e só se desmoraliza ao não tomar providências em relação às piratarias da claret."

em tempo: abdr quer dizer "associação brasileira de direitos reprográficos", e o ideário programático dela é criminalizar e perseguir toda e qualquer leitura que não seja no exemplar físico impresso comprado nas livrarias.

em tempo ainda: pessoalmente não creio que xerox de livro, em parte ou na íntegra, com finalidades de ensino, seja a rigor "pirataria". só o é numa leitura muito patrimonialista, interesseira e unilateral de um infame capítulo da lei de direitos autorais de 1998, que converteu o brasil num dos países mais atrasados e retrógrados do mundo - verdade, não é retórica não! - nessa questão dos limites que a sociedade pode e deve impor aos interesses privados na área da cultura. uma hora retorno ao tema.

Um comentário:

  1. eu estou REALMENTE impressionado com essa notícia, com as fotos, com tudo! estamos retrocedendo ou é impressão?

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