24 de set de 2008

as sombras e as luzes

ainda sobre fundamentação da metafísica dos costumes e outros escritos, pela martin claret, a editora das sombras neste país.

a editora vozes, contatada, declara que está encaminhando a questão a seu departamento jurídico para as providências cabíveis sobre a cópia dos outros escritos, isto é, os opúsculos supostamente pouco conhecidos de kant, apresentados ontem no post as luzes e as sombras.

a edição da claret traz também o texto da própria fundamentação. devo alertar que ainda não fiz o cotejo da fundamentação, embora já tenha indícios da origem dessa tradução atribuída a leopoldo holzbach na claret. darei notícias mais concretas quando fizer o cotejo definitivo.

mas o que quero apontar desde já são outros fatos sugerindo graves irregularidades:

- em primeiro lugar, a edição das sombras não traz ficha catalográfica, em flagrante violação do art. 6 da lei do livro
- na "página de créditos", estampa os dizeres "Copyright desta tradução: Editora Martin Claret, 2002"
- ainda na "página de créditos", abaixo, estampa "1a. REIMPRESSÃO - 2008", em letras capitulares

essas duas declarações são enganosas:
- a martin claret não é detentora legítima do copyright da tradução
- desde 2002 encontram-se na praça várias edições desta fundamentação da claret: 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2008

a martins fontes, por exemplo, vende a edição de 2006 como primeira edição.

já a fnac vende a edição de 2002 como primeira edição.

a edição que tenho em mãos, como disse, é de 2008, com a chamada "1a. REIMPRESSÃO".

aí minha pergunta seria: primeira reimpressão de qual edição?

e por que várias edições de diferentes anos aparecem como "1a. edição"?

o que se está tentando disfarçar com essa subestimação da quantidade de exemplares no mercado?

ainda não começamos a questionar seriamente o papel das livrarias, mas não resta dúvida de que quem possibilita o prosseguimento desse absurdo é quem comercializa as edições fraudulentas.

como dispõe o art. 104, no capítulo referente às sanções civis que aplicam às violações dos direitos autorais, da lei 9.610/98, as livrarias são solidariamente responsáveis com o editor responsável pela fraude: a meu ver, seria muito importante que as livrarias começassem a exercer um maior discernimento na seleção das obras que colocam à disposição do público consumidor.

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