12 de mai de 2008

nova cultural, avaliação II


de mais a mais, por que essa insistência da NC em afirmar, pela terceira ou quarta vez, que foi ela mesma que constatou os problemas?

se foi, ótimo, tanto melhor - realmente é feio uma editora com o renome da NC ficar levando puxão de orelha dos cidadãos em público, e bem faz em tentar se defender, dizendo que ela sozinha já tinha percebido o problema antes que ele viesse à tona.

mas aí, por outro lado, fico ainda mais intrigada pois, se ela constatou as irregularidades em setembro de 2007, por que até hoje, passados oito meses, ainda estamos discutindo isso?

não teria dado tempo mais do que suficiente para algum esclarecimento que fosse além dos alegados surtos de amnésia e ignorância da empresa em relação aos fatos, e da mania de invocar a ausência da famosa equipe que saiu faz três anos da editora?

o que, diga-se de passagem, nem corresponde plenamente à verdade, visto que o sr. shozi ikeda, que assinou o criminoso contrato de sublicenciamento de alguns títulos da coleção "Obras-primas" para a l&pm em 2003, parece continuar firme, forte e fiel na empresa em pleno 2008, até se fazendo porta-voz dela.

digamos então que o papelão agora parece ser outro: ir empurrando com a barriga as providências necessárias junto ao público leitor e à sociedade ludibriada em sua boa-fé. e aí, me desculpem dizer, mas, quanto mais tempo passa, mais feio fica.

imagem: www.portuguesbrasileiro.istockphoto.com

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