11 de mai de 2008

nova cultural, avaliação I


passo à pouco edificante tarefa de tentar avaliar as declarações da ed. nova cultural na matéria "plágio leva l&pm a processar editora", fsp, 10/05/2008, p. E11, http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada (para assinantes uol ou fsp)

afirma o jornal que procurou a editora, e esta declarou que "o assunto está sendo tratado diretamente com as empresas editoras detentoras dos direitos, com as quais a Nova Cultural mantém e/ou manteve contratos".

poderia a Nova Cultural esclarecer melhor essa declaração aos leitores? ou o público terá de ficar especulando o sentido dessa frase?

quais editoras? que contratos?

seriam outros contratos de sublicenciamento como no caso ocorrido com a L&PM? neste caso, a Nova Cultural sublicenciou também a outras editoras o direito de publicação de edições fraudulentas? e quais teriam sido as editoras que compraram traduções plagiadas?

ou seriam contratos por meio dos quais essas editoras teriam cedido, elas, à NC os direitos de publicação das traduções? e neste caso quais seriam elas?a globo, a nova aguilar (ediouro), a civilização brasileira (record), a saraiva?

a globo, por exemplo, afirmou recentemente à imprensa que nunca foi procurada pela NC...

e quando os plágios da nova cultural foram feitos a partir de edições portuguesas?

e quando são editoras que encerraram suas atividades e não existem mais?

e quando são traduções caídas em domínio público?

não, não, isso está muito vago...

e se a NC mantém e/ou mantinha contrato legítimo e regular de cessão de direitos com essas tais editoras, vivas, mortas, nacionais, estrangeiras, a troco do quê havia de rompê-los com uma política editorial ilícita, se ela está e/ou estaria protegida por tais contratos?

é muita poeira nos olhos para mim, é muita nuvem de juno para minha compreensão.

em português rasteiro, e numa avaliação grosseira, parece mais conversa para boi dormir.

a NC parece esquecer a quem ela deve satisfações: é a nós brasileiros, que compramos esses exemplares e lhe demos nosso suado dinheirinho, nela depositando nossa fiel crença de que, assim fazendo, estaríamos adquirindo "uma coleção literária valiosa que se torna patrimônio cultural da família" (http://www.obrasprimas.com.br/colecao.htm).

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