9 de mai de 2008

a dupla questão da metafísica transcendental

por algum mistério que apenas o mais excelso filósofo das especulações espácio-temporais poderia se atrever a especular, o ano de 1978 se tornou o grande Ano Zero da editora nova cultural.

da parte dos humanos mortais, nada parece ter acontecido de tão cataclismático em nossa vulgar datação correspondente ao ano de 1978 (afora o lançamento da coleção Os Pensadores da Abril Cultural - mas não é deles que se trata).

em algumas vezes a nova cultural, expressando-se por meio de diferentes porta-vozes, inclusive na grande imprensa e em longa matéria na famosa revista Veja, da Editora Abril, apontou o ano 1978 como um marco nas edições de grandes obras da literatura universal.

opa, opa, gente, sou ignorante, mas have i missed something nessa história?

pedi esclarecimentos à nova cultural e à editora abril aqui neste blog - o que aconteceu em 1978 que nem sequer no histórico da editora abril consta, mas que tem servido como grande ponto de referência e justificativa nas pesquisas da nova cultural, para rastrear até sua suposta primogenitura a verdadeira autoria das traduções publicadas em 1995 e 1996 pelo círculo do livro e/ou pela nova cultural?

me desculpe, gente, mas embolar o meio do campo não é a melhor política não.

não vamos perder o foco: em 1995-96 a editora nova cultural começa a publicar uns nomes estranhos de tradutores em reedições de obras traduzidas já bem consagradas. aí, em 2002, com o maior carnaval possível na imprensa, a nova cultural e a suzano celulose lançam a coleção obras-primas, com inúmeras publicidades sobre suas benemerências públicas, coleção esta, porém, que reaproveita alguns títulos já meio estranhos de 1995-96 e lança outros igualmente ou mais estranhos ainda, dizendo que tudo isso é pela democratização da leitura no brasil e com a paralela contribuição de fundos (1% do faturamento das vendas de alguns milhões de exemplares meio esquisitos da nova cultural) para a ong "ler é preciso" da suzano.

e querem que a gente engula um tal fábio m. alberti que posa de carlos porto carreiro, e fique dando dinheiro honesto e suado para ter em nossas prateleiras um "patrimônio cultural da família" composto por nomes como enrico corvisieri, mirtes ugeda coscodai, fábio m. alberti, maria cristina figueiredo da silva, carmen da silva lomonaco, roberto nunes whitaker, alberto maximiliano, silvana laplace, fernando corrêa fonseca e sabe-se lá mais o quê?

e depois dizem que até reconhecem as irregularidades, mas não sabem por que elas ocorreram, visto que os funcionários da época já foram todos embora, e por isso "não existe forma de determinar quais as falhas" ...

só que o sr. shozi ikeda - que, como assessor da diretoria da nova cultural, manda um fax no dia 17 de abril de 2008 ao jornal o globo do rio de janeiro - é o mesmo que co-assinou o contrato de sublicenciamento de edições meio estranhas para a l&pm em janeiro de 2003.

então como é que eles podem dizer que os funcionários daquela época não estão mais na empresa? o mesmo fulano que assina como diretor em 2003, e em 2008 se apresenta como assessor de diretoria, diz que notaram diferenças e irregularidades, mas que ninguém sabe de nada? pois se ele mesmo estava lá naquela época e continua estando agora..., como é que fica?

vixe, memoriol neles! sr. shozi, acorda!

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