31 de mai de 2008


certa vez, o caro amigo mauro pinheiro encontrou um livrinho numa biblioteca francesa, de autoria de carlos batista (ao que parece, francês, apesar do nome), com aforismos sobre o ofício.
abaixo, um deles:

A obra de um tradutor consiste em ousar deslocar os nós de uma língua para as malhas de uma outra; a palavra serpente foi traduzida no idioma dos esquimós pela expressão “cano que morde”. Poder-se-ia também dizer “salsicha que desliza” ou “cadarço que sibila”.

carlos batista, trad. mauro pinheiro

imagem: matisse, http://nautikkon.blogspot.com

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